-->Gases Vaginais: Causas, Como Evitá-los, Tratamento e Muito Mais

Gases Vaginais: Sabia que é possível soltar um “pum” pela vagina?

Publicado em 29/09/2017. Revisado por Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093) a 28 novembro 2018

O que causa os gases vaginais?

Gases ou flatos vaginais ” o chamado, Peidar pela Vagina”, é uma situação que ocorre na sequência da prisão de ar dentro da vagina.

Ao ser libertado, o ar produz um som muito semelhante ao dos gases intestinais.

Tipicamente, soltar gases pela vagina é normal, e raramente representam um problema mais sério. No entanto, também existe a possibilidade de serem um sintoma de algum problema de saúde.

Flatos Vaginais

O que pode ser? Causas dos gases vaginais:

Existem diversos problemas de saúde que poderão contribuir para a ocorrência do também conhecido “peido pela frente“, sendo importante inteirar-se de todas as possíveis causas de modo a recorrer a um médico caso identifique essa necessidade.

Durante a Relação Sexual

Gases Vaginais

A atividade sexual é uma das causas mais comuns de gases vaginais, uma vez que o movimento do pénis a entrar e a sair da vagina frequentemente origina a prisão de ar dentro da mesma.

Com a remoção do pénis da vagina, o ar é libertado, produzindo assim o som típico de “Pum”, mas neste caso na vagina.

O Sexo oral também pode levar à entrada de ar na vagina, bem como certas formas de sexo mais agressivas.

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Este tipo de sexo pode originar pneumoperitónio espontâneo, condição que se caracteriza pela acumulação e aprisionamento de ar sob o diafragma. Isto tende a causar dores no tórax e no abdominal superior.

Disfunção do soalho pélvico

Ainda que os gases vaginais não constituam um dos principais sintomas da disfunção do soalho pélvico, estudos têm demonstrado que podem também manifestar-se como consequência desta disfunção.

Fístula Vaginal

Uma fístula vaginal caracteriza-se por um tracto anormal e oco entre a vagina e outro órgão pélvico ou abdominal, podendo revelar-se responsável por gases na vagina directamente associados à relação sexual.

Existem diferentes tipos de fístulas, que se classificam de acordo com com a localização do buraco ou fenda na vagina e com o órgão ao qual o tracto está ligado.

Este problema requer a análise e tratamento por parte de um médico especializado.

O tipo de fístula mais comum é a fístula vesicovaginal. Neste caso, o buraco forma-se entre a bexiga e a vagina.

Existem ainda outros tipos de fístulas:

Fístula ureterovaginal: Ocorre entre a vagina e o uréter, canal responsável por conduzir a urina dos rins até à bexiga.

Fístula retovaginal: Ocorre entre a vagina e o reto (última parte do intestino grosso, que termina no ânus).

Isto pode acontecer durante o parto, mas ocorre maioritariamente em países subdesenvolvidos, sem acesso facilitado a cuidados obstétricos.

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Este problema também se pode manifestar na sequência de câncer pélvico, tratamentos de radiação para o câncer, doença de Crohn ou colite ulcerativa (ambos constituem tipos de doença inflamatória intestinal).

A fístula retovaginal tende a causar gases vaginais, em particular durante o parto.

Fístula enterovaginal: Ocorre entre o intestino delgado e a vagina.

Fístula colovaginal: Este é um tipo raro de fístula, que ocorre entre o cólon e a vagina e é frequentemente causada pela diverticulose.

Fístula uretrovaginal: Ocorre entre a vagina e uretra, tubo responsável por expelir a urina do corpo.

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Sintomas de fístula na vagina

Os Gases vaginais representam um dos sintomas de uma fístula, mas existem outros sintomas, que dependerão do tamanho e tipo de fístula.

– Passagem de gás, fezes ou pus da vagina

– Urina ou corrimento vaginal com mau cheiro

– Vaginite e outras infecções do trato urinário

– Irritação ou dor na vulva, vagina e área entre a vagina e o ânus (períneo)

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– Incontinência fecal e urinária

– Diarreia

– Dor e desconforto em torno da vagina e do reto

– Dor durante a relação sexual

– Dor abdominal

» Recomendamos a Leitura » Câncer de Vagina: Sintomas, Causas e Tratamento

Como evitar ou prevenir os gases vaginais

Como Evitar Ou Prevenir Os Gases Vaginais E Evitar Situações Constrangedoras Durante A Relação Sexual

Não há muito que possa fazer para prevenir a saída de gases pela vagina, uma vez que podem representar o sintoma de outros problemas de saúde, ou uma ocorrência natural resultante da relação sexual.

Existem alguns tratamentos e procedimentos cirúrgicos que podem corrigir a condição.

Mesmo o gás vaginal que ocorre devido à atividade sexual, tem opções de tratamento não-cirúrgicos que podem ajudar a impedir que a situação constrangedora aconteça.

Quando procurar um médico

Soltar Gases Pela Vagina é Normal

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Os Gases vaginais resultantes da relação sexual não devem ser encarados como motivo de grande preocupação.

No entanto, caso estes gases se manifestem fora do ato sexual, então o indicado é procurar aconselhamento médico, de modo a que se determine o mais rapidamente possível a causa dos gases.

No caso de gases resultantes de fístulas, será necessário submeter-se a um procedimento cirúrgico para a reparação das mesmas.

As Fístulas que não recebam o tratamento adequado poderão evoluir para problemas de saúde ainda mais graves.

Caso a fístula seja detectada numa fase ainda muito inicial, é possível tratá-la sem recorrer a procedimentos cirúrgicos.

Agora que já sabe que é possível soltar um “pum” pela vagina, partilhe connosco as suas dicas para minimizar o problema » as leitoras agradecem!

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Referências

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12 – https://www.nafc.org/fistula
13 – https://health.clevelandclinic.org/

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Nota: O Educar Saúde não é um prestador de cuidados de saúde. Não podemos responder a perguntas de saúde ou aconselhá-lo nesse sentido.
Autores
Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093)

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

Dra Camille mudou se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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