Gêmeos? Saiba Como se Organizar Quando Chegam

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Os primeiros dias são esgotantes para os pais de gémeos: necessitam ajuda e muito sentido prático…

«Às sete da tarde e ainda de pijama!».

É Domingo e Carlos olha-se ao espelho. Confessa que até lhe custa reconhecer-se: barba de três dias, o seu penteado descuidado e os jornais diários intactos.

Precisamente hoje, dia em que as suas gémeas – Irene e Diana – fazem um mês.

Nem a sua mulher, Suzana, nem ele chegaram nunca a pensar que a chegada das gémeas iria alterar a sua vida desse modo: fraldas, tomas, choros, carícias, banhos, uma ou outra canção de embalar… e as horas voam.

A jornada, sem dúvida, decorreu descansada e sem pressas. Podem dizer com orgulho que o frenesim e a desorganização já ficaram para trás há coisa de quinze dias.

Como? Com muita harmonia, organização e distribuição de tarefas. Os parentes mais próximos de Carlos e Suzana vivem a 150 quilómetros da sua casa.

Quando nasceram as meninas, mudaram-se para casa deles e durante uns dias não lhes faltou ajuda.

Passada uma semana, receberam uma estudante que conheceram nos últimos meses de gestação.

A troco de uma compensação económica (não demasiado elevada) e de alojamento, contribui nos seus tempos livres (as manhãs) nas tarefas domésticas e no cuidado das recém-nascidas, ainda que os pais prefiram ocupar-se das bebés.

Assim o decidiram antecipadamente, já que estão muito interessados em fortalecer fortemente o vínculo pais-filhas. Desde há um mês, este casal aplicou todas as suas técnicas de organização ao seu lar.

E, de momento, não lhes tem corrido mal.

Visto que Suzana dá peito às meninas de três em três horas, Carlos pode levantar-se quando uma das meninas chora.

Cada um dispõe de uma lâmpada com uma luz ténue na sua mesinha de cabeceira, de modo que, quando um desperta não prejudique o outro.

Se a noite foi demasiado atarefada, a estudante dedica a manhã às meninas e a mãe descansa entre uma toma e outra.

À hora do banho, ela encarrega-se de as colocar na banheira (uma de cada vez) e ensaboá-las, sendo depois Suzana quem as seca e as veste.

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Tirar o máximo partido do espaço

Já no parque, dá gosto vê-las. Tão iguais, com os seus sapatos recém estreados, as suas roupas impecáveis e essa placidez com que descansam.

Apetece comê-las! Durante um passeio com um par de gémeos, os pais sentem a inveja de quem as vê, e ouvem os comentários mais encantadores.

Daniel e Maria acabam de ser pais de dois meninos. Eles também estão encantados com a chegada do par, mas torna-se muito cansativo.

«Quando Eduardo dorme, José António agita-se; se José António grita, Eduardo grita mais. Pela tarde, acabamos exaustos, e a calma dura pouco.

De seguida, um (José António pode ser o primeiro) chora para comer.

Depois, Eduardo. E logo… quem sabe o que acontece. Apesar de tudo, este casal não perde o bom humor. Ser pais fê-los embarcar numa longa aventura tão cheia de felicidade como de desvelos.

Quando se lhes pediu o seu testemunho para servir de conselho para os outros pais, revelaram o seu segredo: sentido prático e sentido comum.

«Por muito que devores qualquer informação que caia nas tuas mãos, o dia a dia com eles é o que te faz ter conhecimentos e, sobretudo astúcia para as situações práticas», dizem.

Aonde dormirão se o nosso apartamento é tão pequeno? Como lhes daremos de comer? E, se choram ao mesmo tempo? Deveremos vesti-los de igual?

Teremos uns minutos para nós? Uma boa parte das perguntas, deverão já estar respondidas durante de gestação. A improvisação é má conselheira.

Para Maria e Daniel, como seguramente para outros casais, o espaço é o seu primeiro quebra cabeças. Criar um espaço para esses dois, no seu pequeno apartamento? Impensável!

«Evidentemente só encontrámos duas soluções: mudarmo-nos, ou acomodarmo-nos. A primeira, deixámo-la por não ser comportável com a nossa economia.

Ficou-nos a segunda», comenta o casal. Dito e feito.

Com mais ingenuidade do que dinheiro, os futuros pais ficaram assombrados em ver a quantidade de metros e armários que conseguiram para os seus bebés.

A coisa foi fácil: trastes velhos para o caixote do lixo, ordem nos livros, adeus às recordações de solteiros e a outros pertences que bem observados, se tinham tornado inúteis.

Na hora de preparar o enxoval dos pequenos, primaram a qualidade e a segurança.

Seguiram o conselho dos pediatras de não confundir a identidades dos gémeos.

Cada um deveria dispor das suas próprias coisas, roupa diferenciada e cama individual.

José António e Eduardo só compartilham do armário e de um roupeiro. Visto que tinha intenção de amamentá-los, Maria dispôs do maple mais cómodo e do espaço mais confortável da casa.

Dados os problemas de espaço, decidiram que em casa os bebés teriam como assento a mesma cadeirinha que servia para passear.