GERMES E IMUNIDADE

GERMES E IMUNIDADE

Diz um velho adágio que “de médico e de louco todo mundo tem um pouco”.
Desde que o homem tomou conhecirrõento da existência da enfermidade, vem procurando recursos destinados a recuperar a saúde. Possíveis meios de cura têm sido experimentados aos milhares, e sur-
giram os esculápios, indivíduos que se iniciaram na prática terapêutica e ousaram até realizar atos operatórios. Entre os gregos e os romanos, nos tempos antigos, o consultório médico era em grande parte a cozinha, e a prática médica consistia em larga escala na orientação quanto ao preparo de manjares apetitosos. Conta-se que certo cozinheiro chegou a se “doutorar” em Medicina com o propósito único de poder dirigir a cozinha na corte dos Césares. A História, todavia, também recorda, na antigüidade, nomes de
médicos ilustres que legaram às gerações posteriores traços indeléveis da ciência médica. Um deles foi Hipócrates (466-366 a. C.), com justiça chamado “o pai da medicina moderna”, cuja orientação objetiva
permitiu o posterior desenvolvimento da ciência médica. Rejeitou as superstições da época e fundou a prática clínica, procurando, pela observação e experiência, as causas reais das enfermidades. Os ideais
que ele deu à sua profissão permanecem até hoje.

Na Renascença – renovação científica, literária e artística realizada nos séculos XV e XVI, e baseada principalmente na imitação da antiguidade grega – surgiram, da retorta dos alquimistas, inúmeros elementos químicos, mais tarde empregados empiricamente no combate às moléstias.

Durante muitos séculos eram desconhecidas as verdadeiras causas das doenças, que freqüentemente se atribuíam aos maus espíritos, A escrofulose, por exemplo, doença, tempos atrás, muito comum
na infância, era chamada “o demônio do rei” nos séculos XVII e XVI I I, na I nglaterra, onde se cria que o enfermo sarava se tocado pelo rei ou pela rainha. Desse conceito errôneo surgiram as mais estrambóticas formas de tratamento, que não tinham nenhum veio de verdade científica. Entre outras, generalizou-se a crença de que as moléstias eram provocadas por gases venenosos, oriundos de águas estagnadas ou de
matéria em decomposição. Cria-se também, em alguns círculos, que o contágio – a transmissão de doença de um indivíduo a outro – se verificava por meio de ondas semelhantes às da água.