Grândola

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Grândola, a tão conhecida vila morena, é agradável mas pouco tem que se assinale em termos de património, excepção feita à vizinha Ermida da Senhora da Penha, no alto de um cabeço do lado oposto do IP1. Desvie a atenção para o litoral e passeie até às lagoas de Melides e de Santo André. Para norte veja Alcácer do Sal, com o seu castelo e centro histórico, e, a caminho da Comporta, o porto palafítico da Carrasqueira, na margem esquerda do Sado.

Grândola natural

Temos para si uma proposta para conhecer uma Grândola diferente: a Serra. E que melhor meio de transporte nesta odisseia do que um puro sangue? Leva o que comer e parte à descoberta… A três quilómetros de Grândola, montado num cavalo vamos seguindo parte dos Caminhos da Ordem de Santiago. Tens serra, praia, vegetação e aventura à tua espera.

O percurso segue junto à ribeira de Grândola, um agradável local para descansares um pouco com os teus amigos e carregares baterias para prosseguires viagem. Se tiveres fome podes sempre aproveitar para mordiscares qualquer coisa neste local mais calmo, onde encontras uma sombra facilmente.

De volta no cavalo, o caminho leva-te cada vez mais para o interior da serra. Mesmo aqui, onde não se vê vivalma, é possível encontrar património de interesse. De passagem podes vislumbrar a ermida da Nossa Senhora da Penha, um templo de finais do século XVII, que só vale a pena visitar por dentro se fores com tempo e com as chaves para entrares. A pouco e pouco vai galgando a serra, com uma ou outra casinha a enfeitar o verde característico da zona. É provável que encontres pastores com as suas ovelhas, pois vais passar por uma zona de reserva agrícola, onde podes desfrutar da natureza na sua plenitude.

As aldeias da serra… e a caminho da praia

À medida que avanças encontras cada vez mais moradias, até chegares às aldeias da serra. Santa Margarida da Serra, é uma dessas localidades. O branco da cal é visível ao longe. O casario atrai pela sua originalidade: de pequena dimensão, não tem janelas, só portas.

Descendo o Vale de Melides, prossegues em direcção a uma pausa. Desmonta e explora com atenção esta aldeia que te oferece a possibilidade de mexer em barro e quem sabe de fazer uma obra de arte com as tuas mãos. É que por aqui há um oleiro que explica a sua arte na perfeição.

O dia já vai longo e é preciso voltar à marcha em direcção à praia da Falésia. Antes passas por um cemitério meio abandonado, em Vale Figueira, mas não te preocupes pois não vais ficar aqui muito tempo. Faz parte do percurso, tem de ser feito.

Mal alcanças o areal da praia esqueces-te das ideias mórbidas que tiveste há instantes. O sol ao bater nas falésias dá-lhes uma cor que te inspira para repetires esta odisseia. Ao ouvir o rebentar das ondas, lembras-te que o percurso está prestes a acabar.

Onde será a tua próxima aventura?