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Gravidez – A comunicação com o médico deve ser fluída

Publicado em 01/07/2010. Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

A comunicação com o médico deve ser fluída durante toda a gravidez.

Pergunta: Não gosto do médico que me fez o toque. Como não será ele que me vai fazer o parto, estou a saltar algumas consultas. Pode acontecer algo?

Resposta: Durante a gravidez é necessário fazer um rigoroso e contínuo controlo médico, por várias razões. Desde o começo, o médico vigia certos aspectos do estado materno como, por exemplo, que os níveis de glicose se mantenham nos limites da normalidade, já que a sua alteração poderá ter consequências graves (inclusivamente aumentar o risco de defeitos congénitos). Também avalia o estado imunitário da mulher e a necessidade de ingerir suplementos minerais, cálcio, ácido fólico, e outras vitaminas. Além disso, mediante o controlo ecográfico o médico poderá comprovar se o desenvolvimento se produz com normalidade e detectar precocemente as anomalias.

Naquelas mulheres que têm alguma doença crónica (por exemplo, diabetes), o controlo médico deve ser feito mesmo antes da gravidez, de modo a que a gestação se produza nas melhores circunstâncias para minimizar o risco que pressupõe a doença.

Confiança acima de tudo

Não só é importante o controlo de rotina para estar seguro de que tudo se desenvolve normalmente, porque a grávida tem de ter muito claro que, perante qualquer problema, por muito pequeno que pareça, deve dirigir-se à consulta do seu médico: uma febre alta, se não baixa com os medicamentos adequados e se manté4m um ou dois dias, pode incrementar defeitos nos sistema nervoso central. Por tudo isto, e dado que a relação da grávida com o seu médico vai estabelecer-se por um período de vários meses, deve ser fluída e baseada na confiança. A futura mamã, não só dev seguir os tratamentos e conselhos como também lhe deve colocar todas as suas dúvida e incertezas.

Algumas futuras mamãs não se atrevem a expor ao médico os seus temores e ficam indecisas em tomar um medicamento que ele prescreveu. Inclusivamente, chegam a não tomar a sua prescrição, correndo o risco de que aconteça um problema no embrião ou no feto, visto que certas doenças maternas são um enorme risco quando não são tratadas.

Uma grávida não deve abandonar a consulta do seu médico com dúvidas e temores.

A comunicação fluída é benéfica para que a futura mãe compreenda a necessidade e as características do tratamento que deve seguir e cumprir escrupulosamente, porque, além de tudo, isto facilitará que passe a sua gravidez com maior tranquilidade. É muito importante seguir rigorosamente as indicações do médico e ir fazer todos os exames que ele marque.

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Autores
Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692)

Enfermeiro - Coren nº 491692

O Reinaldo Rodrigues formou-se em agosto de 2016, pela Universidade Padre Anchieta, em Jundiai. Fez curso de especialização em APH (Atendimento Pré-Hospitalar), pela escola 22Brasil Treinamentos, em Barueri, curso de 200 horas práticas, com foco em acidentes de trânsito.

Trabalha como Cuidador de Idosos há 5 anos, e possui experiência em aspiração de vias aéreas, banho de aspersão, curativos, tratamento e prevenção de Lesão por Pressão, gerenciamento de Equipe de cuidadores com elaboração de escalas. Treinamento e acompanhamento de cuidadores nas casas dos pacientes.

Também pode encontrar o Reinaldo no Linkedin.