Guus Hiddink

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Guus Hiddink é um dos mais conceituados treinadores de futebol da atualidade. Nascido em 1946, na localidade holandesa de Varssevel, foi ali que começou a jogar futebol. Apenas aos 21 anos deixaria o SC Varsseveld para assinar o seu primeiro contrato como jogador profissional com o De Graafschap. Após uma breve passagem pelo PSV, voltaria ao De Graafschap, onde jogaria durante 5 temporadas.

Guus Hiddink antes e depois

Guus Hiddink atuava como médio, não sendo particularmente evoluído tecnicamente. A sua longa passagem pelo De Graafschap seria quebrada por uma transferência para o NEC Nijmegen, clube ao qual esteve associado durante quatro épocas. Nesse período somou duas passagens pelo futebol norte-americano sob empréstimo. Antes se retirar, Hiddink voltaria a vestir a camisola do De Graafschap durante mais uma temporada. Culminava-se assim um percurso mediano como jogador de futebol, para começar a nascer uma brilhante carreira de treinador.

A sua aprendizagem iniciou-se no De Graafschap, onde após se retirar, assumiu o cargo de treinador adjunto. Duas épocas depois, mudou-se para o PSV Eindhoven onde desempenhou a mesma função até Março de 1987. À frente do PSV, Hiddink soma títulos: uma Taça dos Campeões Europeus em 1988, três campeonatos holandeses e 3 Taças da Holanda.

O domínio interno e a conquista da Taça dos Campeões trazem-lhe fama internacional e surge a primeira de muitas aventuras fora de portas. Nos turcos do Fenerbahçe, Hiddink não consegue repetir o sucesso alcançado na Holanda e é demitido após uma temporada. O próximo passo seria rumar ao Valencia, onde se manteve até 1994. Também em Espanha não conseguiu alcançar qualquer título.

Em 1995, Guus Hiddink assume o comando da selecção holandesa. Apesar da constelação de estrelas, a equipa nacional da Holanda sofria devido às constantes discussões internas e ao choque de egos. Hiddink depressa impôs a sua disciplina, não admitindo que a sua autoridade fosse questionada.

O carismático Edgar Davids sentiu a dureza disciplinar de Guus Hiddink ao ser enviado para casa, em pleno Euro 1996, depois de protagonizar uma discussão com o seleccionador. Na competição, a Holanda acabaria o seu grupo em 2º lugar e seria posteriormente eliminada pela França nos quartos-de-final, após a marcação de grandes penalidades. Na grande competição seguinte, o Mundial de 1998, a Holanda já se apresenta ao seu melhor nível, com um futebol de ataque capaz de maravilhar o mundo inteiro.

Vozes internas atribuíram o bom desempenho ao bom ambiente que se vivia no balneário, sem as intrigas e as zangas de outrora. Foi neste clima positivo, que Guus Hiddink levaria a sua selecção às meias-finais, onde só as grandes penalidades ditariam a sua eliminação frente ao Brasil.

Logo após apresentar à Federação Holandesa a sua demissão, Hiddink volta a rumar a Espanha, para assumir o controlo do gigante Real Madrid. Passagem que se revelaria tudo menos feliz. Os maus resultados, aliados a divergências com a direcção do clube levaram a que fosse demitido em Fevereiro. O próximo passo não foi longo, já que Hiddink continuou em Espanha, desta feita no Real Bétis. Mas aparentemente os ares espanhóis não favoreciam o treinador holandês, já que também aqui seria demitido devido aos resultados negativos.

Em 2000, Hiddink começa a treinar a selecção da Coreia do Sul, começando a preparar o Mundial de 2002, no qual a selecção asiática seria um dos países anfitriões, juntamente com o Japão. As expectativas dos coreanos estavam altas, o que para uma equipa que contava com 5 presenças consecutivas em Mundiais, sem conseguir uma única vitória, colocava uma pressão extra nos ombros de Guus Hiddink.

O início da preparação foi tremido, com a imprensa sul coreana a criticar fortemente o treinador holandês, acusando-o de não levar o seu trabalho a sério. Até que começa o Mundial e nos três jogos da fase de grupos, Hiddink consegue duas vitórias e um empate, garantido o primeiro lugar e consequente apuramento para a fase seguinte da competição. No último jogo desta fase, a Coreia do Sul vence Portugal por uma bola a zero, espantando o mundo do futebol. Nos dois jogos seguintes, mais dois históricos caiem aos pés da selecção da casa, a Itália e a Espanha.

A presença na meia-final já constituía o melhor resultado alguma vez alcançado por uma selecção asiática num Mundial de futebol. A sequência de vitórias foi travada pela Alemanha no jogo das meias-finais. E no jogo de atribuição do terceiro lugar, a Coreia do Sul voltou a sofrer uma derrota, desta feita frente à Turquia, ficando assim em terceiro lugar.

A excelente campanha realizada tornou Hiddink um herói nacional na Coreia do Sul. O reconhecimento nacional daquele país reflectiu-se na atribuição da cidadania honorária, algo nunca antes atribuído a ninguém. Entre outras regalias foi-lhe ainda oferecida uma villaprivada, na famosa ilha Jeju-do; voos gratuitos durante toda a sua vida na KoreanAir e na Asiana Airlines e viagens de táxi gratuitas sempre que estiver na Coreia do Sul.

Findada a aventura Asiática, Hiddink volta ao seu país para treinar novamente o PSV. Desta feita ganha mais 3 Campeonatos da Holanda, uma Taça e uma Supertaça. Alcança ainda uma meia-final da Liga dos Campeões. Com mais estes títulos, Hiddink tornou-se o treinador holandês com mais sucesso da história.

Em 2005 e 2006, o seu cargo no PSV foi acumulado com as funções de seleccionador da Austrália. Hiddink conduz a Austrália à sua primeira qualificação de sempre para um Mundial. No Mundial de 2006, consegue alcançar uma vitória e um empate na fase de grupos, só perdendo contra o Brasil. Os quatro pontos alcançados foram suficientes para ditar o apuramento para a fase seguinte. Na segunda ronda, uma derrota com a Itália significaria o fim do percurso australiano no Mundial. Também na Austrália, Hiddink fica imensamente popular, sendo inclusive imortalizado em selo, após o Mundial.

Hiddink treina depois a selecção da Rússia, assinando um contrato milionário superior a 1,5 milhões de euros por ano. No Euro 2008 leva a Rússia às meias-finais, após eliminar a sua Holanda nos quartos-de-final. No período em que orientou a Rússia, o treinador holandês aceitou treinar temporariamente o Chelsea, substituindo o brasileiro Scolari, sofrendo apenas uma derrota ao serviço dos Blues.

Em 2011, Guus Hiddink lidera a selecção da Turquia.

Fotos antes e depois:

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