Hímen: o que é, para que serve e que tipos existem

O que é? O hímen é uma membrana fina e elástica que cobre parte da entrada da vagina. Está presente na maioria das mulheres desde o nascimento e possui uma pequena abertura para permitir a passagem do fluxo menstrual. Ele não é visto a olho nu. Para vê-lo, a mulher precisa separar os pequenos lábios da vagina.

Durante o desenvolvimento do feto ele não está presente, pois não existe abertura vaginal, sendo produzido antes do nascimento.

A forma e o tamanho do hímen difere muito em cada mulher. O mais comum é não estar completamente fechado. No entanto, a mulher pode nascer com ele completamente fechado e assim permanecer até a primeira relação vaginal. Nessas circunstâncias, a mulher pode ter complicações, uma vez que a menstruação não se desenvolve da mesma forma e, como consequência pode causar dores na mulher até que, em alguns casos, seja necessária uma intervenção cirúrgica para corrigir a situação.

Esta situação é rara e ocorre apenas em 0,1% dos recém-nascidos. Por vezes só é descoberto durante a puberdade, quando o sangue menstrual não sai e fica retido na vagina.

Embora a ruptura do hímen esteja associada à primeira relação sexual, a verdade é que há mulheres que nascem sem o hímen e há casos em que ele se quebra acidentalmente ou durante a prática alguns desportos (equitação, ciclismo, ginástica). É por isso que ele não deve ter nenhuma relação com a “virgindade”.

Trata-se de um tecido muito fino e frágil que, a simples introdução ou remoção de tampões ou através da masturbação pode causar a sua ruptura.

Ao contrário do que geralmente se acredita, apenas metade das mulheres que fazem sexo vaginal sangram na primeira relação.

Depois existe aquele hímen elástico, que resiste à penetração (seja do pênis ou de outros objetos) e não rompe até o momento do parto. Portanto, tudo isso nos mostra que a integridade do hímen está supervalorizada em algumas culturas.

Hímen, O Que é, Para Que Serve E Quais Os Tipos

Curiosidades

1. Não tem função: Não tem uma função definida, no entanto, se não estiver no estado correto, pode impedir a saída do fluxo menstrual e originar problemas de saúde importantes.

2. Algumas mulheres não o possuem: Há mulheres que nascem sem ele, embora existam poucos casos. Isso geralmente acontece devido a alterações nos cromossomos e à falta de desenvolvimento de outros órgãos, como a vagina e o útero.

3. Não é um sinal de virgindade: Pode ser quebrado por muitas razões, seja exercitando-se ou andando de bicicleta, e não necessariamente pelo sexo. 44% das mulheres não sangram durante a primeira relação.

4. Não protege contra infecções: Algumas pessoas acreditam que a textura da membrana pode funcionar como uma barreira protetora contra infecções vaginais, mas é um possível benefício que ainda não foi comprovado.

5. Muda com o tempo: Nos bebês, ele é espesso e proeminente, mas com o tempo torna-se mais fino e frágil.

6. Forma-se durante a gravidez: Tal como os genitais, ele é formado da quarta à sétima semana de vida embrionária.

7. O consumo de drogas: Um estudo publicado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, explica que o consumo de drogas na gravidez, favorece o bebê a nascer sem a membrana.

8. Nem sempre rompe: Este evento ocorre no chamado hímen complacente, uma membrana mais larga e elástica que permite que ele fique intacto mesmo após manipulação ou trauma.

Tipos de hímen

Tipos De Hímen

Podemos encontrar quatro tipos e alguns subtipos desta membrana:

Normal

O orifício no centro geralmente está localizado acima ou na linha do meio. No hímen considerado normal, podemos encontrar vários tipos:

Anular: Aqui o orifício está localizado no centro e é rodeado por uma membrana que geralmente tem uma largura semelhante.

Semilunar: O buraco está localizado na parte superior. Recebe este nome porque abaixo da cavidade há uma membrana com a forma de meia lua.

Labial: Na linha média do hímen há uma lacuna alongada. De cada lado há uma membrana que simula a aparência de um lábio.

Anormal ou atípico

Estes são os que mostram maiores diferenças. Os mais frequentes são:

Biperforado: Esta membrana é caracterizada por uma divisão que divide o buraco em dois.

Imperfurado: Não tem orifício e, portanto, exige que a mulher seja submetida a uma cirurgia para corrigir a malformação que afeta aproximadamente 0,1% dos recém-nascidos. Falamos sobre ele mais abaixo.

Coraliforme: Neste caso a membrana tem uma série de extensões que se localizam de maneira assemelhante às pétalas de uma flor.

Ferradura obturada.

Hipertrofiado: Nestes casos, o hímen tem um tamanho maior do que o normal.

Trifoliado: Tem três dobras.

Multifoliado: É formado por várias dobras.

Hímen complacente ou elástico

Também conhecido como hímen dilatável ou flexível é aquele cujo orifício tem dimensões maiores que permite a entrada do pênis ou a introdução dos dedos sem romper. O aumento do tamanho deve-se ao fato de que, neste tipo, o hímen possui uma capacidade elástica que lhe confere grande flexibilidade permitindo alargar e em seguida, voltar à sua posição normal quando o elemento externo sair da vagina.

Hímen com orifício dilatado

Nestes casos, a membrana mantém-se e o orifício é ainda maior que o normal. Esta situação pode ocorrer devido a uma malformação congênita ou porque vai adquirindo dilatação com o passar do tempo.

Hímen imperfurado

Quando a membrana cobre toda a abertura da vagina e não possui nenhum orifício que facilite, por exemplo, a menstruação, ele recebe o nome de “imperfurado”. Geralmente é o tipo mais comum de obstrução na vagina. A imperfuração pode ocorrer desde o nascimento, e atualmente não se conhece a origem que possa causar a malformação.

A identificação de que o hímen não contém buraco geralmente ocorre no nascimento, durante o primeiro exame físico que a criança recebe. Quando não é detectado na primeira infância, geralmente é diagnosticado após a menina ter o primeiro período, uma vez que o fluxo sanguíneo fica retido e pode causar dor nas costas, dor de estômago e / ou problemas urinários na mulher. O ultrassom realizado na pelve é geralmente o exame usado pelo médico para diagnosticar a malformação.

Quando o diagnóstico ocorre enquanto bebê, o tratamento geralmente é atrasado até a menina ser mais crescida, antes do primeiro período. A cirurgia realizada é a himenectomia. É simples, e tem como objetivo perfurar o hímen que não se rompeu. O mesmo procedimento será realizado em mulheres diagnosticadas posteriormente. A recuperação após a cirurgia é rápida.

Reconstrução do Hímen

A himenoplastia ou himenorrafia é a cirurgia íntima que envolve a reconstrução e reparação da membrana fina que cobre a entrada da vagina. As razões pelas quais a mulher solicita a cirurgia é geralmente por costumes religiosos, étnicos, sociais ou porque a paciente quer recuperar a sua virgindade. O procedimento é realizado através de pontos nos tecidos, tem a duração de 45-60 minutos e geralmente é feita sobre anestesia local. Normalmente não é necessária internação. O preço do procedimento varia entre € 1.500 a € 3.500, havendo duas opções, a cirúrgica e a não cirúrgica, geralmente realizada através de laser CO2.

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