Hiperemese Gravídica – Estudo identifica predisposição genética

Atualizado e Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 08/08/2019

Estudo identifica predisposição genética da hiperemese gravídica.

Investigadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, descobriram que a hiperemese gravídica pode ser transmitida de mãe para filha. O estudo, publicado no British Medical Journal, dia 29 de Abril, foi realizado com os dados do registo norueguês de nascimentos entre 1967-2006 e englobou mais de 2, 3 milhões de gravidezes. Os resultados demonstraram que as filhas que nasceram após uma gravidez complicada por hiperemese tiveram um risco acrescido de 3 por cento de sofrer desta perturbação na sua própria gravidez, enquanto as mulheres que nasceram após uma gravidez sem este problema apresentaram um risco de 1, 1 por cento.

As parceiras dos filhos que nasceram depois de gestações complicadas por hiperemese tiveram, por sua vez, um risco de 1, 2 por cento. Já as filhas que nasceram após uma gravidez não complicada por hiperemese tiveram um risco aumentado da doença, quando a mãe sofreu de hiperemese na gravidez anterior ou posterior. Os investigadores noruegueses concluíram que a hiperemese gravídica é mais fortemente influenciada pelo genótipo materno do que pelo genótipo fetal, embora as condicionantes ambientais ao longo da gravidez não possam ser excluídas como factores contribuintes.

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