Hipotireoidismo Congênito

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

O hipotireoidismo congênito é um problema que, como indica o seu nome, é um problema que nasce com o bebê, sendo congênito.

Neste problema o que acontece é que a glândula da tiróide que o bebé tem não possui a capacidade de produzir as quantidades adequadas de hormonas da tiróide, o que poderá provocar atrasos significativos no desenvolvimento do bebé, podendo até mesmo provocar danos ao nível neurológico de forma permanente, caso o tratamento não seja endereçado de forma adequada e no tempo certo.

Sintomas do hipotireoidismo congênito

O hipotireoidismo congênito é um problema que se manifesta geralmente através dos seguintes sintomas:

  • Hérnia ao nível umbilical;
  • Coloração amarelada na pele e nos olhos;
  • Flacidez significativa nos músculos;
  • Desenvolvimento ao nível ósseo comprometido;
  • Dificuldades de alimentação;
  • Aumento do volume normal da língua.

Apesar da lista de sintomas aqui apresentada, torna-se relevante referir que os sintomas podem variar um pouco de caso para caso, estimando-se que apenas 10% dos bebés que sofrem do problema manifestem todos estes sintomas.

Causas do hipotireoidismo congênito

Existem diversas causas que podem precipitar o surgimento deste problema, entre as quais se encontram as seguintes:

  • Formação incompleta da tiróide;
  • Não formação da glândula da tiróide;
  • Formação num local irregular da glândula da tiróide;
  • Defeitos ao nível da formação das próprias hormonas da tiróide;
  • Lesões na hipófise ou no hipotálamo, que controlam a regulação hormonal do organismo.

Caso o problema seja transitório e não permanente, como é costume, as causas potenciais para o problema neste caso poderão ser:

  • Passagem de medicamentos antitireoidianos através da placenta da mãe;
  • Excesso de iodo da mãe ou do bebé recém-nascido.

O hipotireoidismo congênito transitório é um problema que também necessita de ser alvo de tratamentos, mas no entanto, sendo transitório, a partir dos 3 anos de idade o problema tende a desaparecer.

No entanto, a realização de exames com alguma frequência durante a persistência do problema é importante para determinar as suas causas e para determinar tratamentos que possam endereçar a sua resolução.

Diagnóstico do hipotireoidismo congênito

O diagnóstico do problema do hipotireoidismo congénito poderá ser feito através do 3º dia de vida do bebé, nomeadamente utilizando o famoso teste do pezinho.

Este teste centra-se na colheita de algumas gotas de sangue do bebé, e poderá ser feito na maternidade ou no hospital onde o bebé nasce.

Caso o teste do pezinho indique positivo para este problema, as hormonas T4 e TSH devem ser medidas no sistema do bebé, sendo tal realizado através de análises ao sangue.

Alguns tipos de exames alternativos, como a ressonância magnética, ultrassonografia e cintilografia da tiróide podem ser também exames que ajudam no diagnóstico da doença.

Tratamento para hipotireoidismo congênito

O tratamento para o problema do hipotireoidismo congénito está directamente relacionado com as hormonas da tiróide.

Nomeadamente, a ideia é que durante toda a vida a criança precise de tomar remédios que permitem a reposição hormonal.

Um dos remédios mais conhecidos para este fim é a Levotiroxina sódica, que se pode e deve dissolver na água ou mesmo no leite.

Caso o diagnóstico seja feito já tarde, mais tarde do que o suposto, problemas como o atraso mental ou atraso ao nível do crescimento são problemas que podem surgir.