Diagnóstico do HIV (vírus da imunodeficiência humana)

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

A infecção por HIV é diagnosticada por meio de uma análise ao sangue serologia para HIV (daí o termo VIH positivo).

O tipo de análise utilizado na maioria dos hospitais somente comprovará a presença do vírus uma vez que ele se tenha instalado (por volta de três meses após a infecção).

As análises ao sangue de VIH são muito precisas; caso exista alguma dúvida sobre o resultado será solicitado que a pessoa repita a análise.

Qualquer pessoa que faça uma análise de HIV deve ser informada das implicações da análise e terá a possibilidade de dialogar sobre o assunto se assim o desejar.

Este procedimento deve-se ao facto de que um resultado positivo (confirmando infecção por VIH) pode ter uma série de consequências na vida da pessoa e nos seus relacionamentos.

As análises podem ser efectuadas, quer por um médico assistente (médico de família) ou numa clínica especializada (medicina do tracto genito-urinário).

Também é possível recorrer a centros de rastreio anónimos em Portugal.

No caso dos médicos assistentes pode solicitar-se que estes revelem os detalhes dos resultados das análises às companhias de seguro e a outros organismos que realizem exames de controlo da saúde, mas as análises nas clínicas especializadas estão sujeitas a fortes regras legais de confidencialidade.

Não necessita de ser referenciado pelo seu médico assistente para fazer uma análise na clínica de especialidade.

Todas as mulheres grávidas em Portugal devem ser aconselhadas e ter acesso a fazer uma análise de HIV como parte integrante dos cuidados de rotina pré-natais.

Se for diagnosticada a infecção, há uma série de medidas que podem ser tomadas para ajudar a reduzir a probabilidade de transmissão da infecção ao bebê.

Nestas incluem-se o uso de medicamentos antirretrovirais para a mãe e o seu bebê recém-nascido que tenha nascido por meio de cesariana evitando a amamentação.

Antes do tratamento ter sido disponibilizado, muitas pessoas reconheciam que havia pouca vantagem em terem conhecimento se eram portadoras de VIH.

Atualmente, as análises denotam que alguém pode controlar a sua saúde e recorrer a tratamentos quando disso tiverem necessidade (normalmente não por muitos anos após terem sido infectados) para se manterem em bom estado.

A SIDA só é diagnosticada com base num episódio relacionado com a SIDA (tal como uma infecção ocasional normalmente contraída apenas por aqueles que têm insuficiência imunitária) na presença de resultado de HIV positivo.

Por vezes, as pessoas somente ficam ao corrente do facto de que são portadoras de VIH quando desenvolvem uma patologia relacionada com a SIDA e, nessa altura, fazem a análise de VIH.

O tratamento ainda pode ser eficaz nesta fase, mas algumas pessoas continuam a morrer todos os anos em Portugal, devido a desconhecerem que tinham contraído o VIH até essa fase já tardia. Saiba mais em » Vírus VIH.

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