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Homeopatia e medicina alopática: Podem ser utilizadas em conjunto

Publicado em 17/06/2010. Revisado por Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653) a 8 dezembro 2018

A medicina alopática e a homeopatia apesar de serem sistemas clínicos diferentes, sob ponto de vista terapêutico as duas medicinas não são incompatíveis, salvo algumas excepções. Podem ser utilizadas em conjunto no mesmo paciente, mas com funções diferentes. Um fármaco (medicamento comum) tem como função uma acção directa supressiva ou substitutiva (por exemplo, um antibiótico que faz a destruição das bactérias de uma infecção ? acção supressiva; ou uma hormona que faz a substituição directa dum défice hormonal), esta actividade directa define-se como órgão-alvo.

Homeopatia história

O medicamento homeopático não tem como objectivo o órgão-alvo, mas sim uma actividade mais geral, no sentido de promover uma resposta endógena (do próprio organismo) à patologia. Assim, no caso de uma infecção, os medicamentos têm actividade directamente sobre o síndrome, mas também sobre a capacidade imunológica estimulando as resistências do organismo no sentido de vencerem a infecção.

Utilizados em conjunto, mas com funções diferentes, o fármaco com actividade antibacteriana directa e o medicamento homeopático com actividade imunomodeladora podem melhorar a resposta imune do paciente.

Algumas escolas de homeopatia dizem ser impossível a combinação dos dois tipos de medicamentos, porque os fármacos fazem supressão directa dos sintomas e inibem a resposta do organismo. Mas dependendo do tipo de patologia e de fármaco, a morbilidade elevada (uma doença de instauração rápida e potencialmente fatal) pode levar o homeopata a optar pela terapêutica clássica. É que com o medicamento homeopático é preciso algum tempo para que a resposta do organismo se dê e, nalguns casos, a morbilidade é tão elevada que implica imediatamente uma resposta terapêutica alopática.

No entanto, na maior parte das doenças crónicas a medicina clássica não tem resposta terapêutica curativa, mas apenas paliativa ou supressora. É aqui que a homeopatia tem o seu grande potencial terapêutico, nas doenças crónicas, como infecções crónicas, asma alérgica, todo o tipo de alergias e atopias, eczema atópico patologias autoimunes, como certas vasculítes, lupús eritematoso, psoríase, artrites autoimunes, tiroidites, PTI (purpúra trombocitopénica autoimune, geralmente associada a infecção por EBV).

A possibilidade da homeopatia modificar a resposta imunológica permite-lhe resultados terapêuticos muito positivos nestas patologias, seja uma resposta dessensibilizante do sistema imune seja imunomodelatória, tendo em conta que a sua actividade é sempre mesodiencefálica, estimulando o organismo a desenvolver a sua resposta curativa.

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Autores
Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653)

Nutricionista Clínica - CRN-6 nº 23653

A Drª Raquel Pires é Nutricionista, Health Coach e Personal Diet, com grande experiência em atendimento em consultório e Idealizadora do Projeto ESD (Emagrecimento sem Dor).

Formação Acadêmica

- Graduada pela Universidade Santa Úrsula. - Pós Graduada em Nutrição Clínica. - Pós Graduada em Prescrição de Fitoterápicos e suplementação Nutricional Clínica e Esportiva. - Pós Graduada em Nutrição Aplicada ao Emagrecimento e Estética.

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