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Homocisteína

Publicado em 02/09/2010. Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

A prevenção de doenças aterotrombóticas, através da identificação e desenvolvimento de novas abordagens diagnósticas e terapêuticas de seus fatores de risco, é motivo de estudos incessantes e de fundamental importância.

A correlação entre os níveis elevados de homocisteína no sangue e a maior incidência de doença isquêmica coronariana, cerebral e periférica tem sido consistentemente demonstrada como fator de risco independente. A homocisteína é um aminoácido não essencial, produto intermediário do metabolismo da metionina alimentar, cujo processo enzimático se correlaciona com as concentrações de vitamina B6, vitamina B12 e folatos. Embora a terapêutica vitamínica possa diminuir os níveis de homocisteína, nenhum benefício clínico objetivo foi ainda evidenciado.

A hiperhomocisteinemia pode ser vista como o resultado de fatores múltiplos, ambientais e genéticos, conduzindo a desordens vasculares e/ou neurodegenerativas. A homocisteína sérica está frequentemente aumentada na insuficiência renal crônica e em pacientes urêmicos, sendo os acidentes cardiovasculares a causa mais frequente de morte deste grupo. Estudos recentes objetivam estabelecer um elo de ligação, representado pela homocisteína, entre a patogênese da doença vascular aterosclerótica e a depressão e demência em idosos, assim como a alta prevalência de deficiência de ácido fólico e vitamina B12 neste grupo etário. Sua dosagem deve ser correlacionada com outros fatores aterogênicos como idade, sexo, dislipidemias, hipertensão arterial, tabagismo e sedentarismo.

O mecanismo de ação da homocisteína no desenvolvimento de patologias atroerotarombóticas parece envolver efeitos citotóxicos diretos sobre as células endoteliais, ligado a síntese de prostaciclinas e aceleração do processo aterosclerótico, assim como o aumento da adesividade e agregabilidade plaquetárias e efeitos sobre os fatores da coagulação, produzindo um estado pró-trombótico.

O LSF já integrou à sua rotina a dosagem de homocisteína plasmática, através do método de Coromatografia Líquida de Alta Performance (HPLC).

HOMOCISTEÍNA

A Homocisteinemia tem sido correlacionada como fator de risco na doença vascular isquêmica.

CONDIÇÕES DE COLETA:
Jejum não obrigatório. Centrifugar no máximo 30 minutos após a coleta. Enviar refrigerado.

MATERIAL:
1,0 mL de plasma em EDTA.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS:
A homocisteinemia tem sido correlacionada como fator de risco na doença vascular isquêmica.

VALORES DE REFERÊNCIA:
Normal – < 15.0 µmol/L Deficiência vitamínica – 15.0 a 30.0 µmol/L Elevado – > 30.0 µmol/L

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Autores
Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692)

Enfermeiro - Coren nº 491692

O Reinaldo Rodrigues formou-se em agosto de 2016, pela Universidade Padre Anchieta, em Jundiai. Fez curso de especialização em APH (Atendimento Pré-Hospitalar), pela escola 22Brasil Treinamentos, em Barueri, curso de 200 horas práticas, com foco em acidentes de trânsito.

Trabalha como Cuidador de Idosos há 5 anos, e possui experiência em aspiração de vias aéreas, banho de aspersão, curativos, tratamento e prevenção de Lesão por Pressão, gerenciamento de Equipe de cuidadores com elaboração de escalas. Treinamento e acompanhamento de cuidadores nas casas dos pacientes.

Também pode encontrar o Reinaldo no Linkedin.