HPV: sintomas, transmissão, cura e tratamento

De todas as infecções que são transmitidas sexualmente, o HPV é provavelmente o que mais causa alarme, já que, em alguns casos pode evoluir para câncer do colo do útero, embora seja raro. Existem mais de 200 cepas de HPV (vírus do papiloma humano) mas apenas cerca de 20 são potencialmente cancerígenas. Prevenção e controle são fundamentais para evitar que isso aconteça.

Trata-se de uma infecção prevalente na áreas dos órgãos genitais de homens e mulheres. Como também é uma doença sexualmente transmissível, ela é transmitida de um indivíduo a outro através de relações sexuais desprotegidas. Uma das manifestações mais conhecidas é o aparecimento de pequenas verrugas na área afetada.

Neste guia serão exibidas as principais informações relacionadas a esta doença que, em princípio, é facilmente curável.

HPV, Sintomas, Transmissão, Cura E Tratamento

HPV tem cura

Existe um grupo de pessoas que possui um organismo altamente resiste ao HPV. Nesses casos, o vírus é eliminado naturalmente pelo sistema de defesa do organismo. No entanto, o prazo para que esse processo de cura espontânea aconteça pode levar até 2 anos. Algumas pessoas conseguem se livrar do micro-organismo indesejado em períodos mais curtos, por vezes em apenas 1 mês.

Mas isso depende da intensidade de reação de cada organismo à ação do vírus. Saiba mais sobre a cura da infecção aqui.

As pessoas que demonstram esse poder de cura são aquelas que dificilmente contraem alguma doença. Porém, existe uma complicação: elas podem contaminar outros indivíduos. Afinal, esses mesmos indivíduos não costumam manifestar sintomas associados a algumas cepas de HPV.

Caso a doença seja assintomática, cabe ao médico analisar a necessidade e pertinência (ou não) de iniciar um tratamento. De qualquer forma, a realização de terapias caseiras que possam revigorar os mecanismos de defesa do organismo são sempre bem-vindas.

Com esse objetivo, recomenda-se o consumo de fontes alimentares com bons níveis de vitamina C, como:

  • acerola;
  • abacaxi;
  • goiaba;
  • morango;
  • brócolis;
  • kiwi;
  • caju;
  • couve-de-bruxelas;
  • pimentão;
  • laranja.

A manifestação dos sintomas é um indício de que a pessoa contaminada não conseguirá se livrar do vírus de forma espontânea, sendo necessário se submeter a um tratamento farmacológico eficaz contra a cepa específica.

Para as pessoas com o sistema imunológico mais frágil o risco de reincidência do vírus é permanente, sendo muito importante nestes casos a realização correta do tratamento.ã

A não eliminação do vírus está relacionada a um maior risco no desenvolvimento de tumores malignos. Portanto, mesmo que os métodos atuais não sejam 100% eficientes, o tratamento deve ser levado a sério e até ao fim.

Além da administração dos medicamentos receitados pelo médico, é importante a pessoa infectada rever os seus hábitos sexuais. Praticar o ato sem preservativo, por exemplo, deve estar completamente fora dos planos.

Sintomas do vírus do papiloma humano

O vírus do papiloma humano é caracterizado pela manifestação de múltiplas microverrugas no interior das genitálias da mulher e do homem.

É importante entender que as verrugas também podem surgir em outras partes do corpo, como o colo do útero. A visualização nem sempre é possível a olho nu — seja na região vaginal, uterina ou peniana. O aspecto assintomático é mais comum nos organismos masculinos do que nos femininos.

O exame clínico feito a olho nu pode auxiliar no diagnóstico. No entanto, como as verrugas por vezes estão localizadas internamente, e portanto, “invisíveis”, são necessários exames mais específicos.

No caso da mulher, o tradicional papanicolau é realizado com frequência para diagnosticar diversas doenças, incluindo o HPV. No entanto, por vezes é necessária uma biópsia da verruga (coleta de uma amostra tecidual da região afetada para análise laboratorial).

HPV no homem

Devido á inexistência de sintomas, os homens tendem a transmitir o vírus sem sequer perceber. E apesar de poder ser evitado mediante o uso da camisinha, o que é certo é que muitas pessoas em relacionamentos estáveis praticam a relação desprotegida. Entenda Como identificar o HPV no homem.

Uma situação relativamente comum é o homem carregar o vírus consigo e transmiti-lo à parceira. Algum tempo depois, ela manifesta os sintomas, sendo que ele “aparentemente” está totalmente saudável.

O exame de diagnóstico do HPV nos homens é a colonoscopia. No momento de prescrever o tratamento o médico pode recorrer à/ao:

  • tratamento medicamentoso, tópico ou oral — o objetivo consiste em maximizar os mecanismos de defesa do organismo;
  • crioterapia — técnica terapêutica que expõe os tecido a baixas temperaturas;
  • cirurgia a laser.

No que diz respeito à manutenção da fertilidade e da ereção, o indivíduo pode ficar tranquilo, pois os tratamentos indicados não prejudicam nenhuma dessas funções.

Tratamento para HPV

No caso do tratamento tópico, algumas pomadas são administradas no próprio consultório. A abordagem com laser tem o objetivo de cauterizar o tecido, podendo ser realizada em várias sessões.

No consultório, o médico aplica a podofilotoxina (a 15% diluída numa solução com álcool) e o ATA (ácido tricloroetanóico a 70% ou 90%). A aplicação deve ser repetida semanalmente. Em casa, o paciente é orientado a aplicar a podofilotoxina (0,15%) diariamente em intervalos de 12 horas.

Apesar de não ser uma terapia simples e rápida, barata, e exigir muita disciplina por parte do paciente, infelizmente é a única forma de combater o vírus do papilona humano e evitar que o paciente venha a ser vítima de um tumor maligno.

Transmissão do vírus do papiloma humano

Para evitar o contágio, a melhor solução consiste no uso contínuo de preservativo antes das relações sexuais, apesar de não ser um método 100% eficaz, já que para a transmissão basta o simples contato com a pele.

Uma vez alojado no organismo, o vírus pode permanecer inativo até aproximadamente 2 anos. Mas isso não significa que ele não contagie outras pessoas se houver contato íntimo desprotegido.

No caso das gestantes, a realização do parto normal expõe o recém-nascido ao vírus. Afinal, ele terá de passar justamente pela vagina, o foco principal da concentração viral.

Vacina do HPV

Todas as consequências manifestadas pelo vírus do papiloma humano podem ser evitadas administrando a vacina preventiva. Ao contrário do que se imagina, ela não é exclusiva para as mulheres. Tanto elas como os homens podem tomar a vacina, desde que estejam dentro da faixa etária exigida (idades entre 9 e os 26 anos).

A vacina é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento de tumores malignos no ânus, no pênis e no colo uterino. Como as mulheres são as maiores vítimas, o ideal é que sejam vacinadas até os 13 anos de idade, de preferência antes de iniciarem a sua vida sexual. Até os 13 anos a vacina oferece uma eficácia perto dos 100%, reduzindo proporcionalmente dos 14 anos em diante.

É importante destacar que a vacina também pode ser aplicada em pessoas que já iniciaram a vida sexual e já contraíram o vírus. E mais importante ainda – A população tem de entender que a vacinação não elimina a necessidade do uso da camisinha.

Apesar dos benefícios a administração da vacina pode causar algumas reações adversas, que incluem:

  • Pele de aspeto muito avermelhado;
  • tonturas;
  • náuseas que podem ser seguidas de vômitos;
  • inchaço;
  • febre alta — com temperaturas acima dos 38º C;
  • cefaleias.

Tipos de vírus HPV

Um fato assustador é a enorme variedades de cepas de HPV. Ao todo, existem cerca de 200 tipos. Contudo, apenas cerca de 20 variantes têm o poder de provocar tumores malignos.

O HPV 6 e o 11, por exemplo, são responsáveis por quase todos os casos de desenvolvimento de verrugas na vagina e no pênis. Enquanto isso, as variantes 16 e 18 estão associadas a aproximadamente 70% dos quadros de câncer que acomete o colo uterino.

Apesar de parecer inofensivo o HPV pode provocar complicações graves ao ponto de levar algumas pessoas infectadas à morte. Portanto, todo o cuidado é pouco.

As pessoas (meninas principalmente) com idade inferior a 14 anos não devem hesitar diante da possibilidade de tomar a vacina, já que é a melhor forma de fortalecer a defesa do organismo contra a atuação deste micro-organismo tão perigoso.

Como prevenir o contágio

O vírus é transmitido por contato, geralmente por fricção da pele (não por fluidos) durante a relação. Portanto, o uso de preservativos protege, mas não totalmente (apenas 30% a 70%), uma vez que ele apenas cobre uma região da pele genital.

Tenha em mente que, para haver transmissão não é necessário que tenha havido penetração. O simples contato oral, manual, genital ou com verrugas na região púbica favorece o contágio. É importante considerar este aspecto quando o indivíduo tem mais de um parceiro.

É fundamental o CHECK-UP regular

O vírus do papiloma humano não apresenta sintomas fortes, exceto na cepas que causam verrugas genitais (caroços na pele que às vezes parecem pequenas couves-flores) e que geram coceira ou sensação de ardência. Portanto, é fundamental consultar regularmente o ginecologista ou urologista no caso dos homens, para realizar check-ups  regulares:

Após os 25 anos, é aconselhável realizar uma citologia a cada 3 anos. Este teste detecta qualquer indicação de lesão que possa fazer a mulher suspeitar da existência do vírus.

Uma alternativa à citologia é o Teste de rastreio HPV (usado para identificar a presença do vírus e qual a cepa em particular) a partir dos 30 anos de idade.

Estes check-ups devem ser mantidos até aos 65 anos.

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