HPV tem cura?

Publicado em 23/01/2019. Revisado por Dr. Marcelo Amarante (Médico de família e comunidade - CRM-RS: 42408 - RQE Nº 29881) a 23 janeiro 2019

Em princípio, o HPV (papiloma vírus humano) é curável. Contudo, atualmente ainda são raros os casos em que o micro-organismo causador da doença é plenamente excluído do organismo infectado. Além disso, o vírus tende a se manter inativo no corpo por períodos bem extensos.

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De qualquer forma, é possível reduzir a concentração do vírus a um ponto em que ele não apresente riscos de causar complicações. Para isso, é necessário seguir todas as orientações do tratamento indicado pelo médico.

O HPV costuma provocar o desenvolvimento de verrugas. É justamente o desaparecimento delas que indica o sucesso do tratamento realizado. Essas verrugas são, no entanto, microscópicas. A confirmação da sua eliminação completa depende de um monitoramento clínico assíduo, realizado através de exames como o papanicolau (no caso das mulheres) e peniscopia (no caso dos homens).

HPV Tem Cura

Abaixo você tem um índice com todos os pontos que discutiremos neste artigo:

O HPV cura sozinho?

Desde que seja assintomático (não apresente sintomas), o HPV tende a sumir naturalmente. O tempo necessário para que isso ocorra varia dependendo da eficácia das ações de defesa do sistema imunológico do indivíduo. Mas em média o paciente consegue ficar curado da doença em cerca de 2 anos.

Como a eliminação natural do HPV é incerta, o paciente é orientado a realizar exames médicos anualmente na busca de indícios do vírus.

Uma vez iniciado o tratamento (quando necessário), ele não deve ser interrompido sob hipótese alguma. Afinal, o HPV pode gerar complicações graves, como o desenvolvimento de tumores malignos.

A terapia é medicamentosa. Simultaneamente a ela, o paciente precisa utilizar preservativo em todas as relações sexuais. Dessa forma, previne-se a contaminação de outros indivíduos com o agente infeccioso.

Mesmo após a confirmação da eliminação total das verrugas ou demais vestígios do vírus, entenda que ele pode voltar a ficar novamente ativo a médio ou longo prazo. Além disso, a probabilidade de reincidência aumenta quando o sistema imunológico do indivíduo está debitado.

Desta forma, é importante a pessoa que já foi portadora do HPV se precaver de contrair algumas condições médicas, como gripes, por exemplo.

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Igualmente preocupante é o risco de desenvolvimento de doenças autoimunes, em que o próprio mecanismo de defesa sofre modificações e passa a atacar o próprio organismo.

As terapias oncológicas (usadas no tratamento do câncer), como a quimioterapia por exemplo, apesar de servirem um propósito, também elas acabam por debilitar a imunidade do organismo.

A possibilidade de cura do HPV está, portanto, intrinsecamente ligada e dependente do poder imunológico de cada paciente.

Sintomas do HPV

O vírus não se limita apenas à zona íntima. Entenda que, apesar das verrugas ocorrerem em grande quantidade nos órgãos genitais (podendo até formar crostas em alguns casos), elas também podem se manifestar na boca, nas coxas e nas mãos.

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Caso as verrugas suspeitas apareçam em outras partes do corpo que não a região íntima, é necessário consultar um dermatologista. Caso contrário, basta ir ao consultório de um ginecologista ou urologista (no caso dos homens).

Como é feito o tratamento do HPV

A terapia do HPV é relativamente simples. Tanto é que, alguns procedimentos podem até ser realizados em casa. Referimo-nos à aplicação de pomadas (exemplo: Podofilox ou Imiquimode) e à administração de remédios (exemplo: Interferon) que visam revigorar as ações de defesa do organismo.

Embora existam estudos que aleguem que a pomada de barbatimão possa ajudar a curar o HPV, ela ainda não é comercializada.

Na clínica, quando necessário, o médico realiza cauterizações para remover as verrugas.

Simultaneamente ao tratamento medicamentoso, o paciente deve escolher melhor os alimentos que inclui na dieta, priorizando as fontes alimentares mais saudáveis.

Alimentação

Mantenha uma dieta saudável. Para isso, é conveniente realizar uma alimentação orientada para o consumo de antioxidantes que fortaleçam o sistema imunológico.

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Coma muitas frutas e legumes: o tomate, preferencialmente cozido, é rico em um antioxidante chamado licopeno; brócolis e outros vegetais verdes; frutas vermelhas e amarelas e vegetais (ricos em beta-caroteno).

  • Consuma muita vitamina C natural (suco de laranja, limão, tomate, kiwi, morango, etc.)
  • Consuma alimentos ricos em fibras vegetais (vegetais verdes, frutas, legumes)
  • Evite comer carnes enlatadas (presuntos e similares)
  • Elimine ou reduza o consumo de carnes vermelhas.

Aumente o consumo de alimentos ricos em ácido fólico. O ácido fólico é encontrado nas folhas verdes, que devem ser consumidas cruas ou mal cozidas (cozidas a vapor). Algumas das principais fontes alimentares de ácido fólico incluem vegetais de folhas verdes, fígado, cereais integrais, frutas cítricas, nozes, legumes e levedura de cerveja.

Também pode optar por consumir ácido fólico em comprimidos. A dose recomendada geralmente é de 400 microgramas por dia. No entanto, é importante consultar o médico antes de iniciar o uso do suplemento.

A precocidade do tratamento é fundamental para a qualidade dos resultados obtidos. Portanto, à mínima presença de verrugas estranhas, o paciente deve buscar ajuda médica especializada o mais rapidamente possível.

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