Ilha do Sal

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

As águas cristalinas da ilha do Sal

Em pleno Inverno há quem prefira contrariar as roupas grossas e procure destinos com praias de areal imenso, água de um azul convidativo e temperaturas amenas (nesta época rondam os 22º C). A ilha do Sal tem ganho adeptos de ano para ano, não só pela promessa de paisagens paradisíacas mas também pelos vestígios que se denotam um pouco por todo o lado da cultura portuguesa (além da língua, os traços arquitectónicos de alguns edifícios não deixam dúvidas).

Praia da Santa Maria

Descoberto em 1460 por Diogo Gomes e António Noli, o arquipélago de Cabo Verde tornou-se num porto comercial estratégico. Os escravos da ilha da Boavista construíram a primeira colónia no Sal que, apesar de hoje viver apenas do turismo, ganhou nome pelas salinas naturais de Pedra Lume, uma pequena povoação da costa leste situada no interior de um vulcão extinto. A entrada para a cratera é feita por um túnel artificial e as poças de água salgada convidam a mergulhos sem riscos de ir ao fundo.

A paisagem da ilha do sal é árida e os campos de cultivo comprometeram a vida selvagem. Mesmo assim, uma das principais atracções naturais do Sal é a flora marítima – existem diversos programas de mergulho e pesca desportiva para o comprovar. A praia de Santa Maria, com areia branca ao longo de oito quilómetros, é de passagem obrigatória e o local certo para encontrar alojamento junto ao mar.

Para ouvir histórias de outros tempos, contadas por gente que conhece Cabo Verde como a palma da mão, a vila de Espargos, capital da ilha com cerca de seis mil habitantes, é o ponto de encontro ideal.

Os restaurantes apresentam a célebre cachupa e diversos pratos de marisco, sem esquecer a cozinha francesa e portuguesa. A animação nocturna, com alguns espectáculos de música ao vivo, passa pelos bares Calema e Po di Terra, espaços carismáticos de dança, ao som do célebre funaná.