Infecção Intestinal Infantil

Revisado por Equipe Editorial a 28 outubro 2018

Infecção intestinal infantil é o nome dado a uma doença que ocorre na infância, e que se caracteriza por uma reacção defensiva do organismo contra agentes agressores externos, como é o caso de parasitas, bactérias e fungos.

Esta infecção intestinal traz algumas consequências que são facilmente notadas ao nível do organismo, entre as quais o aparecimento com alguma frequência de diarreia, náuseas, vómitos e até mesmo febre.

O tratamento existente para este problema nem sempre é um tratamento necessariamente específico, sendo que uma das principais e mais eficazes formas de recuperar é repousar, ingerir uma boa quantidade de líquidos, e adoptar uma dieta especial.

No entanto, se a infecção for de origem bacteriana, o tratamento deverá neste caso ser realizado com recurso a antibióticos, e nomeadamente a antibióticos como Amoxicilina ou Ciprofloxacino, que devem no entanto ser sempre receitados devidamente pelo pediatra do bebê.

Quanto aos efeitos provocados pela infecção já acima referidos, é relevante ainda mencionar que as náuseas e a febre tendem a desaparecer ao final de 2 ou 3 dias, sendo que a recuperação total pode ir geralmente até cerca de 5 dias ou uma semana.

É importante que saibamos que as infecções intestinais, podendo não ser geralmente problemas de muita gravidade, têm que ser correctamente endereçados e não podemos ignorá-los.

Ignorar uma infecção intestinal pode abrir portas para uma desnutrição e desidratação do corpo, provocando potencialmente outro tipo de doenças ou lesões.

O que geralmente provoca o aparecimento da infecção intestinal infantil é a ingestão de alimentos que estejam estragados ou contaminados com vírus ou bactérias, bem como água.

Também os hábitos de higiene são aqui extremamente importantes, já que uma higiene pouco adequada pode contribuir também para a proliferação de bactérias e parasitas.

Alguns médicos recomendam mesmo que se deva beber sempre a água filtrada ou fervida para eliminar as bactérias, e também na lavagem de alimentos devem ser tidos cuidados especiais, bem como de higiene em geral.

Infecção intestinal em bebê

Dado que temos estado a falar aqui de infecção intestinal infantil, algumas das coisas que foram já abordadas prendiam-se com a doença no geral, e não tão especificamente assim com crianças.

No caso das crianças e bebês, geralmente é algum tipo de vírus o responsável pelo surgimento deste tipo de infecções. Também o contacto com saliva ou fezes contaminadas (durante a troca de fraldas, por exemplo, ou ao brincar com brinquedos de outra criança doente) podem provocar o surgimento de uma infecção intestinal.

No entanto, também nos bebês a infecção intestinal poderá ser provocada pela contaminação por bactérias, que poderão estar presentes nos alimentos, na água, ou em objectos e alimentos que tenham estado nas proximidades de outras pessoas ou animais infectados.

Sintomas de infecção intestinal infantil

A infecção intestinal infantil é um problema cuja detecção não é muito difícil, existindo uma lista de sintomas mais ou menos comuns e que não costumam variar muito de pessoa para pessoa.

Assim sendo, os sintomas mais frequentes são os seguintes:

  • Febre;
  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Diarreia;
  • Enjoo;
  • Dores fortes na zona abdominal;
  • Choro causado pelas dores abdominais.

No caso de uma infecção intestinal em que exista sangue nas fezes, estamos perante um caso de infecção intestinal mais grave, e eventualmente deveremos procurar com alguma rapidez um especialista ou o pediatra do nosso bebê para tentar endereçar o problema de outras formas, caso seja necessário.

Como tratar a infecção intestinal infantil

Conforme já foi descrito anteriormente, uma das principais formas de tratamento da infecção intestinal centra-se no repouso.

É muito importante que a criança possa descansar e repousar, e isso fará com que recupere de uma forma muito mais rápida.

Para além do repouso, igualmente a ingestão de líquidos poderá ser bastante importante na resolução do problema.

Água, leite, chá, água de coco, sumos naturais ou soros caseiros são algumas das opções que podem trazer resultados bastante significativos, rápidos e eficazes.

A hidratação por meio de líquidos, em poucas quantidades, de 15 em 15 minutos, é uma boa forma de promover uma constante hidratação do corpo do bebé.

É importante também que observemos as fezes e vómito do bebê para auferir a ingestão de líquidos que o bebê deverá fazer.

Se a criança tiver diarreia ou vomitar poderemos e deveremos reduzir a quantidade de água, mas no entanto aumentar a frequência com que esta é ingerida.

Conforme também já foi dito, se estivermos perante uma infecção intestinal de origem bacteriana, deveremos recorrer à toma de antibiótico.

Os médicos recomendam geralmente Ciprofloxacino ou Amoxicilina para o tratamento destes casos, mas isso depende sempre do pediatra e do próprio bebé, por isso a administração deste tipo de antibióticos não deve ser feita de forma autónoma e sem uma prescrição correcta.

No caso de a infecção intestinal tem origem em algum tipo de vírus, existem também alguns remédios anti-virais que poderão ser igualmente prescritos pelo pediatra do bebé.

Nestes casos deveremos evitar de todo a toma de medicamentos com o objectivo de resolver ou atenuar os sintomas da infecção intestinal.

Sob nenhuma situação o bebé deverá tomar comprimidos para a diarreia ou enjoos, dado que estas são defesas do organismo que poderão ajudar a eliminar os agentes agressores.

A única prescrição de remédios adicional que poderá ser feita, embora deva ser sempre pelo pediatra, é de remédios baseados em paracetamol ou ibuprofeno, para tratar casos em que existam febres e dores generalizadas no corpo do bebé.

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Dieta para infecção intestinal infantil

A alimentação da criança quando estamos perante uma infecção intestinal infantil poderá e deverá ser alterada no sentido de conseguirmos melhorias significativas e com alguma rapidez.

Uma boa dieta alimentar para estes casos deverá incluir:

  • Sumos naturais coados (bem líquidos);
  • Frutas ou vegetais que não tenham casca ou que esta tenha sido removida;
  • Bolachas maria, de água e sal ou de maisena;
  • Sopas como a canja de galinha, pouco ricas em temperos e óleos;
  • Alimentos cozidos, grelhados ou preparados (em forma de puré, por exemplo).

Por outro lado, devem evitar-se alguns alimentos nestas alturas, nomeadamente:

  • Fritos;
  • Cereais;
  • Salgadinhos;
  • Doces;
  • Bolachas recheadas;
  • Chocolate;
  • Leite de vaca;
  • Refrigerantes;
  • Pão à base de grão integral.