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Infecções da bexiga

Publicado em 23/06/2010. Revisado por Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653) a 8 dezembro 2018

Infecções da bexiga batem recordes.

A cistite é uma infecção do trato urinário inferior, motivada pela entrada, através da uretra para a bexiga, de gérmens patogénicos, nomeadamente bactérias.

A explicação é do Prof. Jorge Branco, Director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de São Francisco Xavier.

A cistite é muito frequente na Mulher e existem factores que favorecem o seu aparecimento. Entre outros, a própria anatomia da uretra feminina, que é muito curta em relação à masculina, o que facilita a invasão da bexiga pelas bactérias responsáveis.

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Outro factor são as relações sexuais muito frequentes. «É o caso da cistite nupcial, em que a mulher até aí saudável, com o efeito mecânico repetido do acto sexual, produzindo relaxamento da uretra, facilita a invasão da bexiga por essas bactérias».

Outros factores preponderantes são a gravidez e a menopausa. As Mulheres diabéticas também podem ter mais facilmente cistites, pois esta é uma doença crónica, que, se não estiver bem compensada, favorece as infecções em todo o corpo.

Mas, as cistites não são muito graves e os sintomas identificam-se bem. Existe micção dolorosa, com ardor intenso, a urina sai às «pinguinhas» e frequentemente há, mesmo, perda de sangue pela urina.

Se existir uma infecção mais alta, que atinja os rins, é bastante mais grave e pode haver febre alta com calafrios e já é uma situação que interfere com o estado geral da doente.

«De uma maneira geral os sintomas são tão incomodativos que o doente procura o seu Médico ou vai à Urgência Geral ou de Ginecologia.

Por isso, a maior parte das vezes, estas infecções são tratadas rapidamente», diz Jorge Branco, acrescentando que o tratamento é fácil de fazer, através da administração do antibiótico indicado para a infecção. Mas as coisas não são, por vezes, tão simples assim.

Para Jorge Branco, existem casos menos frequentes de estirpes de bactérias resistentes que aderem aos tecidos do trato urinário e afectam algumas Mulheres de uma forma insistente.

«Muitas vezes, nalguns casos mais graves de cistites recidivantes, a própria qualidade de vida é prejudicada e as Mulheres nem estão à vontade para, por exemplo, viajar sem levar consigo o antibiótico», acrescenta.

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Autores
Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653)

Nutricionista Clínica - CRN-6 nº 23653

A Drª Raquel Pires é Nutricionista, Health Coach e Personal Diet, com grande experiência em atendimento em consultório e Idealizadora do Projeto ESD (Emagrecimento sem Dor).

Formação Acadêmica

- Graduada pela Universidade Santa Úrsula. - Pós Graduada em Nutrição Clínica. - Pós Graduada em Prescrição de Fitoterápicos e suplementação Nutricional Clínica e Esportiva. - Pós Graduada em Nutrição Aplicada ao Emagrecimento e Estética.

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