Influência da Osteoporose nos Implantes Dentários

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

Podemos definir a osteoporose como uma desordem esquelética caracterizada por um elevado nível de actividade osteoclástica e formação reduzida de matriz óssea, o que dá origem a alterações na micro-estrutura dos ossos, tornando-os assim mais frágeis e susceptíveis a fracturas.

Este problema é mais recorrente em Mulheres após a menopausa, na medida em que a diminuição do estrogénio costuma representar o principal factor responsável pelo desenvolvimento deste distúrbio.

Atualmente, estima-se que as Mulheres cheguem a perder entre 40 a 50% de toda a sua massa óssea até ao final da vida.

Influência da Osteoporose na Medicina Dentária (Implantes Dentários)

Sendo que a osteoporose costuma, também, afectar os ossos orais, existe a possibilidade da mesma comprometer o sucesso de uma cirurgia de implantes dentários, ao revelar a incapacidade de sustentar com firmeza os implantes e próteses que lhes estejam associadas.

Uma vez que a maioria dos pacientes que procura esta alternativa encontra-se acima dos 60 anos, fase em que a osteoporose é mais comum, é importante que seja levado a cabo, previamente à cirurgia de implante, um completo processo de detecção e protecção que tenha como objectivo evitar que esta condição óssea exerça um impacto negativo no decorrer de todo o procedimento cirúrgico.

Actualmente, a terapia de substituição de estrogénio, moduladores selectivos de recepção de estrogénos, calcitonia e a utilização de bisfofonatos representam as principais soluções utilizadas no tratamento da osteoporose, o que poderá contribuir para deixar toda a estrutura óssea oral melhor preparada para receber os implantes, diminuindo assim as probabilidades de insucesso que tão temidas costumam ser num procedimento deste tipo.

Em pacientes com osteoporose, os bisfofonatos costumam apresentar a capacidade ,não só de conter a perda de estrutura óssea, como também de aumentar a sua densidade, diminuindo assim o risco de fracturas patológicas, resultantes da perda progressiva de densidade óssea.

No entanto, ao contrário do que se possa pensar, mesmo em pacientes com osteoporose as taxas de sucesso na cirurgia de implante dentário costumam revelar-se bastante elevadas.

No entanto, segundo aquilo que já se conseguiu confirmar em estudos, Mulheres com osteoporose que não tenham sido submetidas a uma terapia de reposição hormonal obtiveram uma taxa de insucesso de cerca de 13,6%, valor esse que representa quase o dobro daquele associado a Mulheres que foram submetidas às terapias de tratamento contra a osteoporose acima referidas.

A nível geral, os tempos de recuperação observados em pacientes com osteoporose costumam revelar-se substancialmente superiores, o que acaba por dar origem à necessidade de se esperar um maior período de tempo entre a colocação dos implantes e a instalação final das próteses.

Esse período irá variar significativamente consoante a gravidade de cada caso, mas estima-se que, na maioria das situações, possa ultrapassar os 6 meses.

No entanto, caso o paciente seja submetido a um acompanhamento cuidado por parte do seu dentista e siga todas as recomendações à risca, esse tempo poderá vir a sofrer uma diminuição bastante expressiva.

A maior parte dos obstáculos que podem advir da presença da osteoporose poderão ser evitados caso o problema seja diagnosticado a tempo, e o paciente submetido a todos os meios de tratamento necessários para a amenização do mesmo.

Portanto, se já tiver conhecimento do seu problema, é importante que, antes de tudo, informe o seu dentista relativamente ao mesmo, de modo a que a cirurgia seja efectuada de acordo com as suas necessidades e limitações, evitando assim o risco de ocorrência de complicações durante e após o procedimento.