Iridologia

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A ciência da iridologia é baseada na análise da estrutura de um dos tecidos mais complicados do corpo – a iris. É um método em que o medico ou terapêuta podem analisar, através das marcas ou sinais da iris, as condições reflexas dos vários orgãos e sistemas do corpo. Essas marcas representam um quadro detalhado da integridade do corpo; a sua estrutura constitucional, áreas de congestão ou acumulações tóxicas e qualidades e fraquezas inerentes.

A natureza deu-nos uma visão muito valiosa sobre o nível de saúde do corpo, transmitindo essa informação para o olho. Os teste laboratoriais tal como são usados hoje em dia, nem sempre são necessários, são caros, fazem perder tempo e, muitas vezes, são desconfortáveis para o paciente. Com a iridologia, temos um método sem dor, econ´mico e não-invasivo de olhar para dentro do corpo. Com isto não estamos a firmar que se devem excluir os outros métodos de análise. Pelo contrário, pode ser empregado em conjunto com outros sistemas de diagnóstico usado pelo médico ou terapêuta.

Agora e mais do que nunca na história da humanidade, temos necessidade de meios menos complexos de analisar o nosso estado de saúde.

«Qualquer alteração na íris (marca, sinal) poderá indicar, que houve ou há alguma disfunção no local correspondente do organismo.»

Uma das características que mais realce dá ao aspecto de cada de nós é a cor e tonalidade dos nossos olhos ou, mais precisamente, a íris.

Desde os bancos da escola que nos falam das pupilas (por onde entra a luz visível que nos permite ver) e da íris, anel colorido que rodeia as pupilas e que se contrai ou dilata para regular a quantidade de luz que há-de atingir a nossa retina (parte do olho onde a imagem é captada).

Os poetas chamaram aos olhos (ou ao olhar) o «espelho da alma». Talvez tenham sido estes, os que mais se aproximaram de uma «propriedade» da íris de que poucos falam e menos ainda acreditam. Refiro-me à iridologia.

Embora existam algumas referências anteriores, o nascimento da iridologia, tal como se conhece actualmente, data de 1881, quando o Dr. Ignatz von Peczely publicou o seu livro. É curiosa a história de como ele veio a interessar-se pela íris e as suas relações com estados de saúde. Ao apanhar uma ave que tinha uma perna partida, verificou inesperadamente que a sua íris tinha um ponto negro. Levou-a para casa e foi reparando que o ponto se tornara um traço e depois ficou branco, após a cicatrização completa da fractura. Tomado de curiosidade, começou a observar a íris de outros animais. E assim nasceu a iridologia.

Trata-se, segundo os seus adeptos, de uma técnica de diagnóstico naturológico que não deve ser confundida com uma técnica terapêutica. De acordo com a perspectiva dos seus praticantes, permite detectar problemas em órgãos do nosso corpo, mesmo antes que tal se revele através de exames de diagnóstico; numa situação aguda ou crónica permite saber com maior exactidão onde está o(s) foco(s) da questão.

Baseia-se no princípio de que a íris é o reflexo ou mapa de todo o nosso organismo, com cada zona iridológica identificando uma zona ou órgão. Qualquer alteração na íris (marca, sinal) poderá indicar, então, que houve ou há alguma disfunção no local correspondente do organismo.

De acordo com os iridologistas, pode reconhecer-se a presença de toxinas e a(s) sua(s) localização, o grau de uma inflamação, fraqueza ou robustez duma zona, tecido ou órgão, a constituição da pessoa e o seu nível geral de saúde e deficiências bioquímicas, ajudando a caracterizar o estado geral, ou de um órgão, em diferentes níveis ou graus de alteração: normal (estado de saúde ideal), agudo, subagudo, crónico ou degenerativo.

No entanto, ela não permite saber o nome exacto da doença, se a houver, mas poderá auxiliar na escolha de outros exames a fazer.

A título de exemplo, a iridologia sugere que a acumulação de sódio se mostra através de um brilho metálico na zona da íris correspondente à circulação geral e linfática; por outro lado, a nicotina evidencia-se em pontos escuros, com alterações localizadas em anéis nervosos; podem ainda detectar-se situações de «stress», fadiga física ou mental ou mesmo uma potencial senilidade. Contudo, e ainda a título de exemplo, a iridologia não consegue detectar o sexo, a gravidez ou a causa de morte.

Na minha opinião, o contributo que a iridologia poderá dar como meio de diagnóstico, para ser verdadeiramente positivo, deverá ser sempre complementado por outros meios tradicionais de diagnóstico.

Existem alguns livros em português para quem queira saber mais desta técnica: Iridologia, de James e Sheelegh Colton, da Editorial Estampa; Diagnóstico pela Íris, de Victor S. Davidson, da Editorial Presença.

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