Laser – Aplicações do laser em medicina

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018 - Publicado a 27 de maio de 2011

Está provado que o corpo humano precisa de uma certa quantidade de luz durante todo o dia para manter o equilíbrio biológico. A luz é uma das coisas mais importantes na vida. É também a energia que nos nossos corpos faz funcionar todo o metabolismo e acção bioquímica, mantendo-nos saudáveis. De certo que já ouviu falar de casos de síndrome de deficiência de luz, sendo um dos exemplos os bebés que nascem com icterícia que são colocados sob uma luz azul para se tratarem. Só há algumas décadas é que o homem começou a descobrir o poder da luz para além das propriedades básicas que todos conhecemos. Na medicina, a luz é hoje explorada como nunca! Ela tornou-se numa terapia com poderes muito alargados de intervenção, através do LASER.

A palavra LASER é a sigla para “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation” ou, em português, Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiações. Trata-se assim de uma radiação diferente da luz natural: é monocromática, unidireccional e dotada de uma energia poderosa. A profusão de aparelhos laser existentes é espantosa e, como a tecnologia progride constantemente, a todo o momento surgem novos modelos. Hoje em dia, um espantoso feixe luminoso pode limpar rugas, manchas e pêlos indesejáveis num ápice. Mas as aplicações do laser vão muito além da estética; já existe um esmagador sucesso no tratamento do tumor cerebral, do esófago e cancro da pele com recurso à terapia fotodinâmica.

No entanto, é preciso alertar que as potencialidades da luz laser estão dependentes da forma como ela é utilizada, por quem é utilizada, a quem se destina e todos os riscos envolvidos que devem ser acautelados. Por exemplo, em algumas condições a luz laser não é indicada para situações de cancro, e noutras, pelo contrário, não só é indicada como é preferencial.

Porquê o laser?

Uma simples onda de luz emitida para a nossa pele, é essencial porque o tecido celular não responderá se não tiver “carregado”; fica morto, sem vida. Actualmente, um grande número de clínicas já recorre aos métodos naturais da chamada “regulação funcional” do organismo. A grande vantagem destes métodos, é que são altamente efectivos quando combinados com outra medicação, e quando utilizados isoladamente. Os cerca de quarenta anos de investigações clinicas sobre a radiação laser de baixa intensidade forneceram um conhecimento abundante sobre a interacção do laser com as estruturas biológicas. Uma análise profunda e detalhada aos altos e baixos da medicina laser revelou também as perspectivas brilhantes para o futuro desenvolvimento desta área médica.

A cirurgia a laser, a terapia fotodinâmica e a terapia laser de baixa intensidade (laserterapia), são as três bases da medicina do futuro. As causas do desenvolvimento das aplicações do laser na medicina são evidentes. Por um lado, o número crescente de pessoas com alergias e outras doenças, sendo que muitos pacientes tornam-se imunes a alguns medicamentos, tornando-se assim, urgente a identificação de novos processos para combater aqueles processos patológicos. Por outro lado, a radiação laser oferece custos efectivos e vantagens em relação aos medicamentos: tem um amplo efeito e acção profilática e terapêutica. Por último, mas não menos importante, a radiação laser é não dolorosa e não invasiva (não requer a introdução de substâncias estranhas no organismo humano). Todos estes factores são uma clara evidência do desenvolvimento promissor desta área médica. Para além disso, são já conhecidos os seus efeitos anti-inflamatórios, analgésicos, anti-alérgicos, radio-protectores e mioprotectores.

A radiação laser é capaz de restabelecer a elasticidade das membranas celulares, normalizar a micro circulação linfática e sanguínea e estimular as funções dos tecidos, órgãos e todas as funções do corpo humano ao activar os sistemas metabólico e enzimático. São utilizados instrumentos específicos da condução da luz, conforme as especialidades (como é o caso da acupunctura, proctologia, otorrinolaringologia, estomatologia, ginecologia e outras). Estes aparelhos já provaram ser meios de aplicação efectivos e de sucesso em hospitais, policlínicas, centros de diagnóstico e terapêutica, tal como nas instituições sanitárias e profilácticas.

Foram realizadas numerosas investigações de teor clínico, biofísico, bioquímico e outras, aos materiais desenvolvidos. Na base destes estudos, os investigadores chegaram às seguintes conclusões:

  1. Os aparelhos de terapia laser que funcionam por pulsos, podem ser optimizados, permitindo redução das doses de radiação e garantindo uma eficácia terapêutica idêntica ao método de ondas laser contínuas (cw).
  2. Os aparelhos de terapia laser baseados em laser semicondutor, permitem a irradiação de vastas áreas (feridas, úlceras, queimaduras, etc.) .
  3. Os aparelhos de terapia laser oferecem uma elevada universalidade e eficácia terapêutica quando desenhados de acordo com o principio modular.
  4. Os aparelhos para terapia laser com fonte de energia incorporada são muito seguros para os pacientes e equipas médicas por se basearem em lasers de semi-condutores, e por isso poderem funcionar com fontes de energia diminutas (por ex.: pilhas).
  5. Os aparelhos de terapia laser podem ser utilizados nos hospitais, policlínicas e outros organismos de saúde, como unidades de emergência e até em casa, dado seu reduzido tamanho e peso.
  6. Os aparelhos de terapia laser podem ser ligados ao computador, permitindo a obtenção de diagnósticos durante o tratamento.

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