Lauren Bacall

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Betty Joan Perske, conhecida no mundo do espetáculo como Lauren Bacall nasceu a 16 de Setembro de 1924, na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Lauren Bacall Antes e Depois & Biografia

Os pais de Lauren Bacall, Natalie Weinstein-Bacal e William Perske eram ambos imigrantes judeus, vindos respetivamente da Roménia e da Polónia. Natalie era secretária e William vendedor. Curiosamente, Lauren Bacall é prima direta de Shimon Peres, antigo Primeiro Ministro e atual Presidente de Israel.

Quanto Lauren tinha 5 anos de idade, os seus pais divorciaram-se e ela passou a utilizar o último nome de sua mãe, na sua forma romena original, Bacall. Lauren não voltou a ver o seu pai e mudou-se com a sua mãe para a Califórnia.

Já na Califórnia, Bacall teve aulas na “American Academy of Dramatic Art”. Durante esse período Bacall trabalhou como arrumadora no teatro e como modelo de moda.

A sua primeira aparição no mundo do espetáculo foi em 1942, quando tinha 17 anos, ao participar como figurante na peça da Broadway “Johnny 2 X 4”.

No âmbito da sua carreira como modelo, Bacall surgiu na capa da Harper’s Bazaar, em Março de 1943 e chamou a atenção de Nancy Hawks, a esposa do realizador Howard Hawks, que o convenceu a convidar Lauren Bacall para realizar uma audição para o filme “To Have and Have Not”.

Como resultado da audição, Bacall assinou um contrato de 7 anos com Hawks e passou a receber 100 dólares por semana. Hawks passou a gerir a sua carreira e alterou-lhe o nome para Lauren Bacall. Nancy Hawks responsabilizou-se por ensinar Lauren sobre como se vestir e por lhe ensinar as boas maneiras, em voga na sociedade americana da altura.

Os Hawks treinaram até Lauren Bacall, para falar num tom de voz mais baixo e sexy, que mais tarde seria uma das suas imagens características.

Assim, o primeiro filme de Bacall foi “To Have and Have Not”, onde contracenou com Humphrey Bogart e Walter Brennan. Durante a rodagem do filmes, Bogart e Bacall terão tido um relacionamento, isto apesar de Bogart ser casado com a também atriz Mayo Methot.

No ano seguinte, ficariam imortalizadas as fotografias de Lauren Bacall sentada em cima de um piano, tocado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman, no que foi uma jogada de marketing por parte do chefe de publicidade da Warner Bros, Charlie Enfield.

Em 1945, Bacall entrou em “Confidential Agent”, com Charles Boyer. Este filme foi totalmente arrasado pela crítica, prejudicando o início da carreira de Bacall. Anos mais tarde, na sua autobiografia, Lauren Bacall afirmaria que a sua carreira nunca conseguiu superar completamente do episódio negativo que foi este filme.

Nos anos seguintes, entrou em obras como: “The Big Sleep” (1946), “Dark Passage” (1947), “Key Largo” (1948) e “Bright Leaf” (1950).

Ao longo da década de 50,a personalidade difícil de Bacall começou a ganhar notoriedade, depois de a atriz ter rejeitado vários papéis por não considerá-los suficientemente interessantes. Ainda assim, a sua escolha criteriosa de papéis e vários desempenhos positivos como protagonista, garantiram-lhe a simpatia da generalidade da crítica.

Em 1950, Bacall entrou em “Young Man with a Horn”, completando um elenco de luxo, onde também surgiam Doris Day, Kirk Douglas e Hoagy Carmichael.

Entre 1951 e 1952, Bacall concentrou-se na série de aventura radiofónica, “Bold Venture”, que protagonizou com Bogart.

Juntou-se a uma verdadeira constelação de estrelas no filme “How to Marry a Millionaire”, de 1953. Para além de Bacall, o filme apresentava Marilyn Monroe e Betty Grable. As três representavam o papel de caçadoras de fortunas. Curiosamente, este filme foi o primeiro a ser filmado com o processo de ecrã panorâmico CinemaScope.

Em 1956, participou em “Written on the Wind”, um filme que ficaria para a história, como um verdadeiro clássico. No mesmo ano, entrou na comédia “Designing Woman”, realizada por Vincente Minnelli.

Durante as décadas de 60 e 70, a sua carreira cinematográfica perdeu fulgor e Bacall apostou sobretudo em Broadway, onde surgiu nas peças “Goodbye, Charlie” (1959), “Cactus Flower” (1965), “Applause” (1970) e “Woman of the Year” (1981). A sua prestação nestas duas últimas peças, garantiu-lhe a atribuição de dois Tony Awards.

Entre os poucos filmes em que entrou nesse período de tempo, destacam-se: “Sex and the Single Girl” (1964), “Harper” (1966) e “Murder on the Orient Express” (1974). Todos eles filmes que sobressaíram devido a possuírem verdadeiros elencos de estrelas.

Na década de 80, Bacall participou em “Health” (1980), “The Fan” (1981) e “Appointment with Death” (1988). Nenhum dos quais conseguiu uma grande visibilidade.

Voltou a dar nas vistas em 1997, com o seu desempenho em “The Mirror Has Two Faces”, papel que lhe valeu uma nomeação para o Óscar, como “Melhor Atriz Secundária”. O Óscar acabaria por ir para Juliette Binoche, mas Bacall conquistou um Globo de Ouro.

A vida privada de Bacall foi tão fértil em episódios e em polémicas, quanto a sua carreira cinematográfica. Depois de ter conhecido Bogart durante a rodagem de “To Have and Have Not”, inciou com este uma relação, apesar de Bogart ser casado na altura.

Depois de consumado o divórcio, o casal de estrelas casou a 21 de Maio de 1945. Na altura, Lauren Bacall tinha 20 anos e Humphrey Bogart, 45 anos. O casal permaneceu casado até à morte de Bogart, em 1957.

Posteriormente, Bacall relacionou-se com o cantor e ator, Frank Sinatra. Sinatra terá posto um fim à relação, quando pediu Bacall em casamento e viu, de imediato, a notícia da sua proposta chegar à imprensa.

A atriz casaria-se depois com Jason Robards Jr., também ator. O casal manteve-se casado entre 1961 e 1969. Bacall pediu o divórcio, cansada com os problemas de alcoolismo do seu marido.

Bacall teve três filhos: Stephen Humphrey Bogart e Leslie Bogart, com Bogart e Sam Robards, com Robards.

Para além da sua carreira no cinema, Bacall envolveu-se de forma ativa na política, sendo conhecida pelo seu apoio ao partido Democrata. Apoiou, por exemplo, as candidaturas de Adlai Stevenson, à presidência dos Estados Unidos e de Robert Kennedy ao senado.

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