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Leite Materno ou Leite Artificial? Qual o Melhor para o Bebê?

Publicado em 12/07/2010. Revisado por Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541) a 16 dezembro 2018

O aleitamento materno deveria iniciar-se na própria sala de partos.

Se ao recém-nascido se colocar o peito na sua primeira hora de vida, continuará com este tipo de alimentação sem nenhum problema.

Bebê

O leite materno é o alimento mais rico e completo que um bebé pode receber.

Nas primeiras horas depois do parto, o peito segrega um líquido amarelado chamado colostro.

Com esta substância, rica em albumina e vitaminas, a mãe transmite ao seu filho recém-nascido muitas defesas.

E é alimento suficiente até à subida do leite.

Além do seu indiscutível valor nutritivo, a medicina pediátrica descobriu os grandes benefícios do leite materno.

O primeiro e principal benefício é a importante função que o leite da mãe tem no reforço do sistema imunitário do bebé; além disso, contém enzimas e proteínas que facilitam a sua digestão e actua directamente contra algumas bactérias; transporta também as substâncias vitais para o desenvolvimento do seu sistema nervoso; traça as bases para o perfeito equilíbrio emocional do bebé; e mãe e filho estabelecem um contacto íntimo e o recém-nascido vê assim satisfeitas as suas necessidades afectivas.

Não existem normas horárias rígidas para efectuar o aleitamento materno.

A procura de alimento pelo bebé, assim como qualquer outra necessidade, deve ser satisfeita imediatamente.

O recém-nascido está a aprender a mamar e às vezes demora algum tempo para adquirir o ritmo adequado (calcula-se que extrai cerca de 90 a 100 por cento do leite de cada peito em mais ou menos 5 minutos).

Aos dois ou três meses, a sua perícia será tal que lhe bastarão apenas alguns minutos para ficar saciado.

Se não pedir alimento e continuar a dormir, alguns pediatras recomendam acordá-lo, pois não é conveniente que os intervalos entre as tomas ultrapassem as quatro horas e meia.

Ao terminar a toma, terá de levantar o bebé para que expulse o ar engolido.

Na maioria das cidades existem grupos de apoio e associações para o aleitamento que servem de grande ajuda a uma mãe primípara. Em qualquer dos casos, a enfermeira-parteira, o ginecologista ou o pediatra podem resolver qualquer dúvida.

Para que o aleitamento materno seja um êxito, convém lembrar alguns conselhos:

O banho diário da mãe é suficiente. O excesso de cremes no peito ou de higiene é desaconselhado.

A mãe deve estar descontraída e sem se preocupar se tem ou não leite suficiente. Tenha o que tiver, será sempre bom.

Nenhum alimento nem bebida estimula a subida do leite. É importante que siga uma dieta variada, rica em cálcio.

As costas da mãe devem estar erguidas e apoiadas. Se o bebé agarrar bem o mamilo e parte da auréola, evitam-se gretas e dores.

Vantagens do leite materno

Favorece a adaptação do intestino do bebé, com melhores digestões e menos incidências de diarreias e infecções devido aos anticorpos e defesas que o leite contém.

A relação afectiva da mãe e do filho é mais intensa, o que se repercute no perfeito desenvolvimento do bebé.

Mais higiene e disponibilidade. Vantagens económicas para a família.

Para a mãe, diminui o risco de contrair o cancro da mama e dos ovários. O útero recupera-se mais depressa.

Os bebês amamentados são mais inteligentes?

As crianças que mamaram obtêm melhores resultados na escola. Esta é a conclusão de uma investigação realizada na Escola de Medicina Christchurch, de Chicago (USA).

O estudo avaliou o rendimento escolar de cerca de mil crianças e chegou à conclusão de que as que tinham tomado leite materno nos primeiros meses obtiveram melhores classificações.

Uma das causas poderia ser um maior aporte de ácidos gordos no leite que estimulam o desenvolvimento do cérebro e da retina.

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Autores
Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541)

Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541

A Dra Gizele Ferreira Cunha é Graduada em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto - SP - 2004. Além disso possui:

- Especialização em Alergia e Imunologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2009.

- Especialização em Pneumologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2007.

- Especialização em Pediatria pela Universidade de Ribeirão Preto - 2006 .

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