Língua presa

Publicado em 21/12/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Língua presa – A dificuldade na fala.

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Assim que o bebé nasce, começa a usar os órgãos fonoarticulatórios, usando como meios o choro, o sorriso e as expressões faciais em geral.

Com o tempo vai desenvolvendo a fala através do que ouve e tenta articular corretamente as palavras. Assim, entra no processo de comunicação para ouvir e ser ouvido.

Algumas crianças desenvolvem a fala com desenvoltura, porém outras apresentam certas dificuldades, que em geral passam despercebidas pela família, por serem muito sutis.

Mas os problemas, se não detectados cedo, podem provocar distúrbios na fala, que só poderão ser corrigidos com a orientação de um fonoaudiólogo.

Um caso simples que pode ser resolvido, de preferência o mais cedo possível, é a língua presa, que anda sendo confundida com outros problemas articulatórios.

A fonoaudióloga Dra. Léslie Piccolotto Ferreira explica que a expressão “língua presa” está associada muitas vezes ao ceceio, que vem a ser a projeção da língua quando os sons que denominamos sibilantes (/s/ e /z/) são emitidos. Neste caso, a língua nem sempre se apresenta “presa”, mas sim com certa flacidez.

Durante a fala é comum que a língua seja vista durante a emissão dos sons, projetada entre os dentes.

A “língua presa” de fato é aquela que está restrita por um freio lingual curto (embaixo da língua) que impede a emissão principalmente dos sons que necessitam de ponta de língua elevada para serem emitidos, como o /l/ ou o /r/. Não se pode, contudo, generalizar, ou seja, nem sempre a dificuldade na emissão desses sons tem como causa um freio curto e, portanto, uma “língua presa”.

Nesses casos uma avaliação fonoaudiológica, com encaminhamento a outros profissionais, quando necessário, pode determinar melhor qual é o problema e que condutas seguir.

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Problemas na amamentação

Um dos motivos do bebê não conseguir mamar bem é ter a língua presa.

A Dra. Léslie explica que “as pessoas nascem com esse problema e, dependendo do grau, necessitam de cirurgia para possibilitar a movimentação da língua durante principalmente a comunicação.

Antigamente para qualquer problema articulatório era diagnosticado como causa a ‘língua presa’ e indicada a cirurgia (corte desse freio).

Hoje tal procedimento acontece apenas nos casos em que realmente se faz necessário, depois do diagnóstico.

A terapia fonoaudiológica pode auxiliar em todos os casos em que o grau de encurtamento não restringe totalmente a fala”.

Leslie Piccolotto Ferreira possui graduação em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestrado em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutorado em Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia) pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

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