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Longevidade dos pais

Publicado em 04/07/2011. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Há séculos que foi reconhecido que a longevidade tende a instalar-se nas famílias – se os seus pais ou avós viveram até tarde, terá mais hipóteses de seguir o mesmo caminho. Parece que existe uma explicação genética para isto. Graças ao Framingham Heart Study, descobriu-se que os indivíduos cujos pais viveram muito tempo corriam um risco menor de sofrerem de doenças cardiovasculares na meia-idade do que aqueles cujos pais morreram mais novos. Eram menos propensos a ter hábitos de tabagismo ou a ser hipertensos e apresentavam níveis inferiores de colesterol, com um perfil mais saudável de gordura e colesterol.

Num estudo de judeus asquenazitas que tinham ultrapassado ou chegado quase aos 100 anos, descobriu-se que os centenários tendem a apresentar, devido a uma variação invulgar no gene ApoC3, um perfil genético específico ligado ao armazenamento saudável e à decomposição das gorduras no corpo. Neles, é maior a probabilidade de apresentarem níveis de colesterol mais baixos e de não serem hipertensos; além disso, são mais
sensíveis à hormona insulina, um indício de que é menor a possibilidade de sofrerem de diabetes.

Por outro lado, nos centenários, é menor a probabilidade de serem portadores do gene nocivo ApoE4, que estimula a formação de aterosclerose (a causa das doenças cardíacas) numa fase precoce da vida, e maior a probabilidade de serem portadores do gene ApoE2, que os protege das doenças cardiovasculares e da doença de Alzheimer.

A um nível mais prático, as pessoas que vivem até muito tarde poderão ter descoberto o tipo certo de alimentação, exercício e repouso, ou tido o bom-senso de evitar acidentes graves. Observe-as e aprenda com elas! Longevidade dos pais mais 10 anos de vida.

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