Maconha

Revisado por Drª Raquel Pires (Nutricionista - CRN-6 nº 23653) a 19 novembro 2018

Pertencente à planta Cannabis sativa (da família das Moraceae), a maconha é a droga mais popular do mundo. Presente tanto no haxixe como na maconha, o THC (delta-9-tetrahidrocanabinol) substância psicoativa de ambos, pode ir parar no interior do organismo de várias maneiras: por meio de inalação, através da fumaça, via oral, e até de forma intravenosa.

maconha

Com uma taxa de biodisponibilidade de apenas 20% se for ingerido através do cigarro de maconha, o THC contém uma baixa absorção pelo organismo. Isso significa que em um cigarro composto por cerca de 40 mg de THC somente 8 mg da substância serão, de fato, absorvidos pelo organismo.

Variedades de processamento da Cannabis sativa

A maconha é a forma mais comum e consumida da cannabis. No entanto, como apresentado acima, essa droga apresenta baixos índices de absorção do THC. Por outro lado, as concentrações desse princípio ativo são mais elevadas no haxixe, e no hashoil, sendo que o segundo é a vertente de consumo que detém a maior porcentagem de THC. Trata-se de um óleo extraído da planta, daí a razão da quantidade elevada de THC.

Algumas pontuações sobre a legalização da maconha

Um dos debates mais acalorados da sociedade moderna tem sido travado a respeito da possível legalização da maconha. O principal argumento das pessoas favoráveis ao processo se baseia na premissa de que a maconha é inofensiva ao organismo, o que não pode ser afirmado com 100% de certeza.

Em contrapartida, também é verídica a alegação de que o consumo desproporcional de drogas lícitas, como o cigarro e o álcool, é tão prejudicial quanto a ingestão desregrada de maconha. Assim, mesmo que a comercialização não deva ser liberada, faz-se necessário, ao menos, que o seu uso seja descriminalizado.

O que também é notável é a ineficácia das medidas adotadas em prol da proibição da maconha, haja vista que a droga é consumida majoritariamente e em larga escala por jovens de 18 a 24 anos. Está mais do que comprovado que, o simples ato de proibir rapidamente se transforma em estímulo ao consumo.

Entretanto, em vez de apenas solucionar o grave problema do tráfico e do crime organizado, é bem possível que a legalização da maconha trouxesse um novo distúrbio, dessa vez exclusivamente relacionado à saúde. A diferença é que um suposto comércio de maconha geraria uma nova coleta de impostos, que sabiamente administrada poderia ser revertida para campanhas de conscientização da população sobre o assunto, além de contribuir para a revitalização do próprio sistema de saúde, por exemplo.

Existem alguns estudos relacionados à violência gerada pelo tráfico de drogas que comprovam os efeitos destrutivos causados pela mera proibição. No Rio de Janeiro, por exemplo, acontecem 40 vezes mais mortes atreladas ao tráfico do que ocasionadas em decorrência do próprio consumo das drogas. Logo, é evidente que o custo oriundo do crime organizado é bem superior ao da saúde pública.

No continente europeu, há muitas nações que resolveram aprovar a descriminalização da maconha. Nesses países, em vez de punir os usuários, os governos preferiram implantar mecanismos eficazes para monitoramento dos usuários. Após a adoção da medida, foi registrada uma queda acentuada do número de ocorrências policiais vinculadas à referida droga, ao mesmo tempo em que as estatísticas não apontaram para o crescimento do volume de usuários da maconha.

Após esse necessário e oportuno parênteses, é importante ressaltar que o objetivo principal desse artigo não é abordar e provocar discussões acerca da legalização ou descriminalização da maconha. Na verdade, o intuito é demonstrar como a droga atua dentro do organismo. Por último, cabe frisar que todas as informações mencionadas têm como base diversas publicações de estudos científicos sobre o assunto.

Esclarecimento sobre a dependência que pode ser causada pela maconha

Primeiramente, é preciso enfatizar que, em psiquiatria, dependência é um termo que pode empregado ao considerar diversas circunstâncias nas quais o indivíduo:

  • Consome constantemente determinada substância, apesar de ter plena ciência sobre as consequências psicológicas ou físicas associados a ela
  • Ingere elevadas concentrações de determinada substância durante extensos intervalos
  • Apresenta considerável dificuldade ao tentar controlar a concentração ou periodicidade da mesma substância
  • Desenvolve tolerância quanto à ação do princípio psicoativo da substância, ficando propenso a ampliar a dosagem em busca dos efeitos normalmente esperados
  • Passa grande parcela do tempo à procura da substância, consumindo-a, ou em estado letárgico devido ao uso excessivo
  • Substitui atividades antes prazerosas pelo consumo da substância
  • Exibe sintomas psicológicos, ou físicos, típicos do estado de abstinência, sentidos ao ficar longos períodos sem consumir a substância

Com base nessas informações, é fácil perceber que a maconha pode causar algum tipo de dependência. Numericamente, estudos indicam que aproximadamente 30% dos indivíduos que consomem a droga pela primeira vez acaba adotando um consumo contínuo. Desses, cerca de 10% se tornam dependentes. Embasando-se nesses dados, pode-se deduzir que a proporção de usuários de maconha propensos à dependência é de 1 em cada 10. Embora esse índice seja bem inferior com relação à dependência do cigarro, ele é bem próximo do registrado sobre o consumo de bebidas alcoólicas.

Além disso, os usuários que fazem uso crônico de maconha também podem apresentar sinais de abstinência, caso suspendam o consumo. Os sintomas mais comuns de abstinência são náuseas, insônia, anorexia, tremores nos braços, depressão, e aumento da agressividade. Todos esses sinais podem se delongar por vários dias seguidos.

Ao todo, a maconha contém aproximadamente 60 derivados canabinóides – o THC é somente o princípio ativo com maior efeito psicoativo. Muito se diz sobre as profundas diferenças entre a maconha consumida nas décadas passadas e a distribuída nos dias atuais, e elas realmente existem.

A taxa de THC encontrada na maconha vendida nos anos de 1960 girava em torno de 5%. Atualmente, o índice está em 15%, fator preponderante para o aumento da quantidade de usuários dependentes da droga. Nem nos anos 70, auge do consumo da maconha, havia tantas pessoas com crises de dependência.

Outro detalhe que não deve passar despercebido é a influência do consumo de maconha quanto à utilização de outras substâncias mais potencialmente destrutivas. Assim, a maconha é considerada por muitos especialistas como uma trilha que leva ao mundo das drogas.

Essa tendência à ingestão de outras substâncias nocivas foi corroborada por uma pesquisa efetuada no ano de 2001 em solo alemão. Levando em conta um grupo de jovens com idades entre 14 e 24 anos, o referido estudo constatou que os usuários assíduos de maconha também utilizavam outras drogas. De acordo com os dados elencados pela pesquisa, o consumo registrado foi de 90% para bebidas alcoólicas, 68% para o cigarro, 12% para cocaína, 9% para estimulantes, 6% para substâncias alucinógenas, 3% para elementos opióides, e 1% para sedativos.

Some-se a isso o fato de que o risco de se consumir outras drogas é proporcional ao período inicial em que se começa a consumir a maconha. Esse princípio é igualmente aplicável à ingestão de álcool, e ao tabagismo.

Os efeitos profundos da maconha no organismo

O que os usuários chamam de “sentir a brisa” é interpretado pelos médicos como uma intoxicação profunda causada pela concentração de THC no organismo. Ao fumar a maconha, os pulmões do usuário absorvem o THC quase que instantaneamente. Logo, a substância atinge o cérebro em um curto intervalo. O ápice da euforia gerada pelo THC ocorre após 10 ou 30 minutos após o consumo, e o efeito alucinógeno da planta pode ser prolongado por quatro horas.

Entretanto, também é importante salientar que não existem casos de mortes correlacionadas diretamente ao consumo de maconha, já que o nível de intoxicação causada no organismo é considerado leve. Mas, os usuários que são socorridos após sofrerem overdoses (provocadas pelas drogas mais pesadas) costumam conter THC na corrente sanguínea.

Instantes após a ingestão de maconha, o corpo do indivíduo já apresenta sinais de euforia, redução da ansiedade, sensação de relaxamento e prazer, além de um ganho significativo da interação social. Contudo, caso a pessoa que use maconha contenha algum tipo de transtorno psiquiátrico, tais como a depressão ou crises de ansiedade, o prazer pode ceder lugar a sensações desagradáveis e preocupantes, como ansiedade crônica, ataque de pânico, vontade de se isolar socialmente, além de um intenso sentimento de tristeza.

Também é importante destacar alguns outros efeitos psicológicos típicos da intoxicação acarretada pela maconha, como paranoia, deficit de atenção, dificuldade de concentração, perda da memória recente, pensamentos egocêntricos ou míticos, despersonalização, e perda da noção exata do tempo.

Somam-se a esses sintomas psicológicos os sintomas físicos que podem ser causados após a ingestão da maconha. Dentre eles estão a desidratação da boca, elevação desproporcional do apetite, hiperemia conjuntival (quando os olhos ficam avermelhados), indolência e diminuição dos reflexos, taquicardia, hipertensão ou hipotensão, e aceleração da frequência respiratória.

É interessante observar que, mesmo após a sensação de euforia haver terminado, alguns sintomas, como a perda dos reflexos e o abalo da concentração, tendem a perdurar por cerca de 24 horas. Assim, esses efeitos podem trazer graves complicações no dia seguinte ao consumo da droga, seja no decurso da execução de tarefas no trabalho ou durante o simples ato de dirigir um veículo.

O grande problema é que, na maior parte das vezes, essas alterações prolongadas das condições do organismo dificilmente são notadas pelo usuário. Tal circunstância agrega riscos incalculáveis a pilotos de avião, médico cirurgiões, motoristas, ou àquelas pessoas que operam máquinas pesadas diariamente.

Os efeitos da maconha sobre o sistema cardiovascular e a pressão arterial

Embora o efeito mais comum da maconha esteja relacionado ao relaxamento dos vasos sanguíneos e à consequente queda da pressão exercida sobre as artérias, a droga também estimula a produção de adrenalina. Esse quadro acaba ampliando o ritmo dos batimentos cardíacos e a concentração de sangue detida durante o bombeamento do coração. Tudo isso contribui para o desenvolvimento da hipertensão.

A dilatação dos vasos sanguíneos é diretamente proporcional ao consumo da maconha. Desse modo, se o consumo for muito elevado, ao invés de uma hipertensão o indivíduo pode sofrer uma hipotensão. A dilatação e relaxamento dos vasos sanguíneos ocorrem sempre que a maconha for consumida, ou seja, um usuário regular da droga está fadado a manter a pressão arterial em constante desequilíbrio.

Os efeitos causados sobre a pressão das artérias é mais evidente no início do consumo da maconha. Com o passar do tempo e o aumento das doses da droga, as alterações geradas nas artérias começam a ser ignoradas. Logo, o sujeito fica exposto a ocorrências mais graves sem sentir qualquer manifestação prévia do organismo.

Quando o organismo aumenta a produção de adrenalina, os batimentos cardíacos são acelerados, e os efeitos vasodilatadores são intensificados, o coração fica propenso a consumir doses elevadas de oxigênio. Esse quadro pode provocar a ocorrência de eventos isquêmicos naqueles indivíduos que possuem um histórico de doenças ligadas ao sistema cardiovascular. Nestes casos, as chances de infarto do miocárdio são multiplicadas por cinco no intervalo correspondente à primeira hora posterior à ingestão da maconha. Além disso, o consumo da droga também aumenta o risco de arritmias cardíacas (a fibrilação atrial é um bom exemplo).

Os efeitos da maconha sobre o sistema respiratório

Existem alguns detalhes sobre a maconha que não são divulgados como deveriam. A fumaça gerada ao fumar a droga, por exemplo, apresenta uma concentração 50% maior de compostos com elevado potencial cancerígeno em comparação ao volume encontrado no cigarro comum, além do quádruplo de alcatrão.

Como a maconha não possui o filtro presente no cigarro comum, a quantidade dessas substâncias nocivas que é absorvida pelos pulmões é igualmente superior. Estima-se que 3 cigarros de maconha correspondam a cerca de 20 cigarros comuns. Em contrapartida, a dependência causada pelo segundo é infinitamente maior, ao passo que grande parte dos usuários de maconha perdem o hábito conforme envelhecem, embora essa não seja necessariamente uma regra.

Mesmo com uma dependência inferior à provocada pelo consumo do cigarro comum, o hábito de fumar 3 cigarros de maconha diariamente é o bastante para que o corpo comece a manifestar sintomas típicos dos adeptos do tabagismo, ou seja, formação excessiva de catarro, tosse, e perda do fôlego. Além do mais, quando a ingestão de maconha atinge níveis crônicos, o indivíduo fica sujeito a ser acometido pela DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Some-se a isso o aumento das chances de ocorrência de um pneumotórax espontâneo.

Relação entre o consumo de maconha e o desenvolvimento do câncer

Devido aos hábitos dos usuários de maconha, que normalmente também fumam cigarro, mensurar os riscos potenciais da maconha sobre a incidência de algum tipo de câncer se torna uma tarefa extremamente complexa. Assim, é quase inexistente o número de pessoas que fumam apenas maconha por um período prolongado o bastante para, possivelmente, gerar alguma variedade de câncer.

Conforme os dados coletados por estudos científicos, diferentemente do cigarro comum, que pode estar associado ao surgimento de uma considerável diversidade de tipos de câncer, o consumo da maconha está atrelado ao desenvolvimento do câncer de bexiga, e de pulmão.

Todavia, essa conclusão não assegura que a ingestão isolada da referida droga não possa ocasionar outros tipos de câncer, como o cerebral, ou o que afeta a coluna cervical (pescoço). Na verdade, apesar de haver fortes evidências que apontem para estes e outros casos, ainda não existe um estudo que tenha conseguido comprovar essa possibilidade.

Uma dessas evidências reside no fato de que os fumantes exclusivos de maconha exibem modificações moleculares das vias respiratórias análogas às ocorridas com os fumantes regulares de cigarro comum. Essas alterações estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento do câncer de pulmão. Logo, os cientistas têm quase plena certeza que o uso contínuo de maconha também pode acarretar no aparecimento desse tumor.

Outro detalhe importante é que usuários regulares e concomitantes de maconha e cigarro estão mais propensos a terem câncer de pulmão do que aqueles que se limitam ao uso do cigarro comum. Desse modo, é possível inferir que, embora não exista ainda uma relação clara entre o consumo de maconha e o surgimento do câncer, os cientistas já conseguem afirmar que o consumo da droga em conjunto com o cigarro comum amplifica as chances do indivíduo vir a sofrer com a enfermidade.

Uso da maconha durante a gestação

Acredita-se que, em virtude da divulgação e crença de que a maconha é inofensiva ao organismo, ela também costuma ser utilizada durante os períodos de gestação.

Em primeiro lugar, é preciso ratificar que, até o presente momento, não existem evidências científicas que tenham estabelecido uma correlação entre a ingestão de maconha e complicações sucedidas no decurso de uma gravidez, tais como partos prematuros, abortos espontâneos, ou má formação congênita do feto.

No enanto, existem efeitos produzidos pelo consumo da droga durante a fase de gestação que podem ser observados mais à frente. Os filhos das mulheres que tenham fumado quantidades superiores a seis cigarros de maconha semanalmente, por exemplo, podem apresentar dificuldade para se expressar e uma capacidade de memória reduzida em comparação com as demais crianças. Esses efeitos podem ser sentidos aos dois anos.

Crianças que tenham sido geradas nas condições expostas acima também estão mais sujeitas a desenvolver depressão, ou hiperatividade.

Além disso, as gestantes que durante a gravidez fizeram uso simultâneo de cigarros comuns e de maconha podem acabar ampliando as chances da criança apresentar leucemia. Esta hipótese já foi comprovada mediante pesquisa científica.

Demais complicações geradas pelo consumo excessivo de maconha

Existe uma série de outras complicações que podem ser geradas no organismo devido ao consumo exorbitante da maconha, como diminuição drástica do apetite sexual, impotência sexual, modificações bruscas do ciclo menstrual, diminuição das concentrações de testosterona, transformações da memória, infertilidade, restrição da motilidade dos espermatozoides, ampliação de periodontites, SVC (síndrome dos vômitos cíclicos), galactorreia (produção de leite fora do período de lactação), e ginecomastia (desenvolvimento de mamas nos homens).

Os usuários de maconha que são portadores de hepatite C estão mais propensos a sofrerem o avanço da doença para um câncer no fígado, ou cirrose. Além disso, o consumo desregrado da maconha amplifica as possibilidades do surgimento de doenças psiquiátricas, como a depressão, e a esquizofrenia.

Por fim, atualmente existe a chamada chronic cannabis syndrome, que diz respeito ao consumo crônico da maconha. Essa síndrome acomete indivíduos que utilizam a maconha há muito tempo e que, devido à influência negativa causada sobre os processos cognitivos, acabam sendo menos bem sucedidos em suas carreiras acadêmicas e em sua vida profissional. De acordo com algumas pesquisas, essas pessoas são relegadas a ocupar cargos que requerem baixa capacidade de concentração, ou até mesmo raciocínio.

Utilização medicinal da maconha

Existe o outro lado. Afinal, também há dezenas de pesquisas científicas atestando os efeitos altamente benéficos proporcionados pelo uso da maconha quando ela é direcionada a fins terapêuticos. Por essa razão, muitos países já liberaram o uso do princípio ativo da maconha, o THC, como componente central de remédios em comprimidos, adesivos cutâneos, e inaladores.

Na maioria dos casos, o consumo da maconha é recomendado como método alternativo de tratamento de soluços incontroláveis, controle de vômitos incoercíveis, amenização dos sintomas ligados à esclerose múltipla, glaucoma, dores crônicas, além do câncer e dos sintomas da AIDS.

Após ser consumida, qual é o tempo em que a maconha pode ser identificada através de exames?

Trata-se de uma pergunta clássica, geralmente efetuada por pessoas que estão prestes a realizar um exame admissional.

A medição da concentração de THC no organismo costuma ser realizada por meio de coleta de urina, mas nada impede que a análise se baseie na coleta de sangue. O fato é que o tempo necessário para que a referida substância psicoativa passe pelos processos metabólicos é totalmente subjetivo.

Existe uma estimativa de que, na maioria dos casos, aproximadamente 90% do metabólito D9THC (delta-9-tetrahidrocanabiol) do THC é removido do corpo cinco dias depois do consumo da maconha. Entretanto, quem usa a droga com frequência contêm a substância presente no organismo mesmo após 30 dias subsequentes à ingestão da droga. Por outro lado, quem usa maconha esporadicamente costuma eliminar o THC 72 horas após o consumo.

Também cabe ressaltar que os exames de sangue e urina capazes de detectar o THC são específicos, sendo realizados pelo laboratório apenas se forem solicitados pelo contratante.