Maria de Belém Roseira

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina nasceu no Porto a 28 de Julho de 1949. Licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo terminado os seus estudos em 1972. Maria de Belém é casada e tem uma filha.

Iniciou a sua vida profissional em 1973, na função de técnica do Ministério das Corporações e Previdência Social. Nos anos seguintes continuou a desempenhar cargos na Administração Pública.

Foi Assessora Jurídica de vários Gabinetes Públicos, tendo como principal foco temas como Assuntos Sociais, Trabalho e Saúde. Entre 1984 e 1985, Maria de Belém tornou-se Chefe de Gabinete do Ministro da Saúde.

Maria de Belém Roseira Antes e Depois

1980 (31 anos) – 2011 (62 anos)

 

Nos anos seguintes mudou drasticamente de ramo profissional e de vida, ao assumir o cargo de Administradora da Teledifusão de Macau. Manteve-se no referido posto até 1987. De volta a Portugal, rumou a Lisboa onde se tornou Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia, até 1992. Nos três anos seguintes, foi Administradora-Delegada do Centro Regional de Lisboa do Instituto Português de Oncologia.

Em 1995, chegou ao governo. No XIII Governo Constitucional de Portugal, chefiado por António Guterres, foi designada Ministra da Saúde. Manteve-se no cargo até ao final da legislatura. Com a reeleição de António Guterres, Maria de Belém manteve-se como ministra, tendo desta feita a seu cargo a recém-criada pasta da Igualdade. O Ministério para a Igualdade tinha como principal desígnio contribuir para a criação de uma verdadeira igualdade entre homens e mulheres. Procurava equilibrar os direitos e as oportunidades entre ambos os géneros. Apesar dos objetivos nobres a que se propunha o novo ministério foi bastante criticado por uma vasta franja da opinião pública que o considerava inútil e despesista. Maria de Belém deixaria o cargo a 14 de Setembro de 2000.

Filiada no Partido Socialista, tornou-se deputada em 1999, pelo Círculo Eleitoral do Porto. Nas quatro legislaturas seguintes, manteve o cargo, sendo eleita alternadamente pelos Círculos Eleitorais de Lisboa e de Aveiro. Na sua carreira no parlamento tornou-se Vice-Presidente da bancada parlamentar do Partido Socialista em 2000 e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar.

Fez ainda parte de diversas comissões e grupos parlamentares, a saber: Comissão Permanente da Assembleia da República, Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, Comunidades Portuguesas e Cooperação, Comissão Parlamentar de Inquérito aos Actos do Governo e da Administração no Processo da Fundação para a Prevenção e Segurança, Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Polónia, Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Itália, Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Reino Unido, Membro da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Comissão Eventual de Verificação de Poderes.

Em 2008 foi nomeada presidente da comissão parlamentar de Inquérito ao polémico caso do Banco Português de Negócios (BPN). Os partidos mais representativos acordaram na necessidade de apostar num nome forte para conduzir os trabalhos e a escolha recairia em Maria de Belém.

Nas eleições presidências de 2011, foi a mandatária nacional da candidatura de Manuel Alegre. Já em Setembro de 2011, Maria de Belém anunciou a sua candidatura à presidência do Partido Socialista, um ato que foi imediatamente saudado pelo Departamento Nacional de Mulheres Socialistas que considerou que a sua candidatura representava uma mais-valiapara o partido e para Portugal. A sua candidatura foi ainda louvada como forma de promoção da igualdade dentro do Partido Socialista, algo ainda mais relevante atendendo ao seu percurso político e ao cargo anterior como Ministra da Igualdade.

No dia 9 de Setembro de 2011, no XVIII Congresso Nacional do Partido Socialista que decorreu na cidade de Braga, Maria de Belém foi eleita por maioria Presidente do PS. Num total de 788 delegados presentes, 746 votaram em si. A política substitui assim o histórico Almeida Santos, que liderava o partido desde 1982. A transmissão de testemunho ficou marcada por um abraço entre ambos.

No passado participação ativamente na fundação de diversas instituições de cariz social e humanitário, como Associação Portuguesa de Psicogerontologia, a Liga de Amigos do Hospital S. Francisco de Xavier, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e a Associação Reintegrar.

Maria de Belém ocupa ainda diversos cargos de relevo na sociedade portuguesa, estando presente nos órgãos diretivos da Associação Portuguesa de Telemedicina, da Fundação do Gil, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, da Assembleia-Geral da União das Misericórdias Portuguesas, da Associação para o Progresso do Direito, do Conselho Geral da Universidade de Coimbra e do Concelho de Administração da Fundação Francis Obikwelu.

Assinou o prefácio do livro de investigação “O Estado da Saúde”, publicado pelo jornal Diário de Notícias, no fim de Novembro de 2011. No texto, Maria de Belém escreveu “ O sistema de saúde é uma trave-mestra da democracia, é uma trave-mestra independentemente de ser bem-sucedida.” A deputada socialista, tida como uma conhecedora profunda do Sistema nacional de Saúde, deu a conhecer a sua ideia de uma evolução positiva do meio.

De entre os inúmeros prémios e louvores com que já foi brindada, destaca-se a condecoração com a Grã Cruz da Ordem de Cristo.

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