Medicamento Procoralan para pacientes com angina de peito

A administração do fármaco Procoralan® a doentes com angina estável crónica foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) enquanto complemento ao tratamento com betabloqueantes.MEDICAMENTO PROCORALANEste fármaco tem uma acção selectiva sobre a redução da frequência cardíaca, sem os efeitos secundários dos betabloqueantes. É, por isso, uma boa opção para associar ao tratamento convencional, refere a farmacêutica em comunicado de imprensa. em mais de metade dos doentes.

A EMEA aprovou recentemente um novo uso para Procoralan® (ivabradina). Segundo comunicado, o medicamento pode agora ser administrado em pacientes com angina estável crónica, que permanecem inadequadamente controlados, mesmo depois de optimizar a dose de betabloqueantes e quando a taxa de batimentos cardíacos está acima dos 60 por minuto. “O farmaco Procoralan demonstrou eficácia anti-anginosa e também pode impedir eventos cardiovasculares em pacientes com angina. Esta nova indicação permitirá tratar melhor o grande número de pacientes crónicos que permanecem descontrolados apesar de receberem betabloqueantes”, afirma, no referido comunicado, o professor Kim Fox, do Hospital Royal Brompton, no Reino Unido. Estudos como ASSOCIATE e BEAUTIFUL comprovaram a tolerabilidade do Procoralan ®. O medicamento tem uma acção selectiva sobre a redução da frequência cardíaca, sem os efeitos secundários dos betabloqueantes. É, por isso, uma boa opção para associar ao tratamento convencional, já que permite reduzir as doses de betabloqueantes (até 50 por cento) e, consequentemente, os possíveis efeitos secundários de uma dose elevada destes fármacos, como fadiga, hipotensão e disfunção eréctil. O estudo BEAUTIFUL envolveu cerca de 11 mil doentes, de 33 países, com doença arterial coronária (DAC) e disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (LVSD). Nesta investigação, os resultados demonstraram que a associação de Procoralan® à terapêutica cardiovascular optimizada permite reduzir o risco de hospitalização devido a enfarte do miocárdio em 42 por cento e a necessidade de uma revascularização programada.