Melanoma de coróide

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

melanoma de coróide é o tumor intraocular mais frequente no adulto. É raro que a doença metastática se manifeste antes da identificação do tumor primário, no entanto desconhece-se qual o momento da disseminação metastática. Cerca de 50% dos doentes morrem de doença metastática nos 15 anos posteriores à sua apresentação. Aproximadamente metade de todas as mortes relacionadas com o tumor ocorrem nos 3 primeiros anos.

Estudo:

Recidiva tardia, orbitária e à distância, de melanoma de coróide

JOÃO CABRAL, FILOMENA RIBEIRO, CRISTINA FERREIRA, LUCÍLIA PINHEIRO, MAIA SÊCO
Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil, Lisboa

Material e Métodos: Os autores apresentam um caso clínico de recidiva orbitária e à distância de melanoma de coróide, diagnosticado e operado 19 anos antes.

Conclusão: Apesar de extremamente infrequente, a hipótese de uma recidiva tardia de melanoma de coróide leva-nos a considerar um período de vigilância mais alargado do que o habitualmente sugerido na literatura

Melanoma de coróide – Tratamento conservador, estudo retrospectivo de 6 casos clínicos

NUNO RAMOS, FERNANDO FERNANDES, M. JOÃO SERRADO, LUCÍLIA LOPES, ELMANO VENDRELL
Serviço de Oftalmologia do H. de S. António dos Capuchos, Lisboa

Introdução: O Melanoma maligno de Coroideia (MC) como já referido é o tumor intraocular mais frequente no adulto, com incidência aumentada em indivíduos de raça caucasiana, com idade superior a 50 anos. O tratamento ou terapêutica de eleição é na actualidade uma questão polémica sendo posto em causa, em grande parte dos casos, o tratamento cirúrgico clássico.

Materiais e Métodos: Os autores estudaram retrospectivamente 6 casos de MC tratados de forma conservadora (irradiação por feixes de protões – Hospital Jules Gomin, Lausanne).

Resultados: Foram avaliados: sintomas de apresentação, AV iniciais, TIO, características anatomoclínicas do tumor, exames diagnósticos efectuados (ECO, TAC, retinografia, angiografia, campimetrias), tempo de espera diag./tratamento, evolução clínica e tempo de sobrevida.

Conclusão: O tratamento conservador do melanoma de coróide  suscita ainda grande controversia. A decisão terapêutica conservadora/interventiva, depende de vários itens (características anatomoclínicas do tumor, situação clínica do paciente, idade, etc.). O resultado final depende da avaliação correcta de cada caso, equacionando os vários factores intervenientes, tendo em vista a estratégia terapêutica mais adequada.