Mosteiro da Batalha

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

O Mosteiro da Batalha é um monumento que nasceu de uma promessa feita por um rei. D. João I jurou à Virgem que caso vencesse o inimigo castelhano na batalha de 14 de Agosto de 1385 deixaria a obra feita. Os trabalhos prolongaram-se por mais de 150 anos e conheceram estilos artísticos muito diferentes.

O primeiro implementado foi o gótico radiante, o que vais encontrar se visitares a Igreja, o Claustro Real e a Sala do Capítulo onde repousa o Soldado Desconhecido, que não deixa esquecer a intervenção portuguesa na Primeira Guerra Mundial. Os vitrais manuelinos da igreja são uma relíquia e datam do início do século XVI. Ao que parece, foi também na Batalha que o vitral foi praticado pela primeira vez em Portugal. Uma honra.

Ainda neste mosteiro desenvolveu-se uma outra arte nacional, símbolo da vida marítima que nasceu na Batalha e irradiou por todo o país. O sublime pórtico das Capelas Imperfeitas (assim chamadas apenas por não estarem concluídas) foi totalmente esculpido em ambos os lados e sem quebras. Um trabalho minucioso. Artistas e estudantes tentam passar para o papel as formas do monumento. Tarefa difícil.

Entretanto, valores mais altos se levantaram e outras construções régias se colocaram à frente dos projectos para a Batalha. O mosteiro dos Jerónimos começou a ser construído e para trás ficou a ideia de se fazer aqui um panteão para a família real.

Visita ainda a Capela do Fundador, um acrescento à igreja mandada construir por D. João I para “jazigo de filhos e netos de reis”. É aqui que se encontra sepultado D. Henrique, o Navegador. O estilo que aqui impera é o gótico flamejante introduzido no nosso país por Huguet.