Museu Quinta das Cruzes

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

O Museu Quinta das Cruzes, no coração do Funchal, é uma viagem fascinante pelas grandes casas que existiram, e ainda existem, na ilha da Madeira. Instalado numa belíssima casa do século XV, que serviu de morada aos primeiros capitães donatários, este museu foi fundado em 1946 por iniciativa do madeirense César Filipe Gomes, que fez uma doação importante de mobiliário cerâmica e joalharia.

As entidades oficiais da época juntaram-se a César Gomes e assim nascia o Museu da Quinta das Cruzes que, 20 anos mais tarde, em 1966, receberia ainda uma importante doação de pratas de João Wetzler e que viu o seu espólio ir crescendo ao longo dos anos através de donativos e aquisições. Assim, visitar esta casa e os jardins que a rodeiam, bem como a capela, é entrar na intimidade das grandes famílias madeirenses e ficar a conhecer melhor o modo como algumas delas ainda vivem.

Na Quinta das cruzes há peças realmente interessantes não só pela sua beleza como, também, pela sua raridade. Numa das salas pode ver-se uma deliciosa colecção de presépios de séculos diferentes. São peças muito bonitas e, algumas delas, absolutamente invulgares. Quase todas elas em talha policromada e de tamanhos reduzidos. A colecção de pratas e jóias é também esmagadora. Não só pela quantidade, como, também, pela qualidade do trabalho. E nesta sala merece destaque um par de bonecas representando duas escravas, feito em prata e ébano, na cidade do México, no século XVIII.

Nos móveis vale a pena parar para ver uma minúscula mesa de costura. Trabalho minucioso cujo resultado é extraordinário. O Museu Quinta das Cruzes tem tudo para ser um dos grandes museus portugueses. Faltam-lhe, no entanto, duas coisas: uma iluminação apropriada e a descrição pormenorizada de cada uma das peças expostas para que os visitantes possam saborear melhor as maravilhas que têm perante os olhos.