Nota acerca do papel da CES e da CIS

Publicado em 09/05/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Nota da Secção de Relações Internacionais do KKE acerca do papel da CES e da CIS
por Partido Comunista da Grécia (KKE)

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Aos Partidos Comunistas e Operários

O capital e os seus governos por toda a Europa lançam uma nova ofensiva em plena crise económica capitalista. A diminuição drástica dos salários e das reformas, a implementação de novos impostos, o desmantelamento gradual dos diferentes sistemas de Segurança Social e o ataque contra o Código do Trabalho estão na vanguarda desta ofensiva. Defendem estas medidas tomando a crise como pretexto, mas elas não são temporárias e sim permanentes pois foram decididas há anos com base nos Tratados da UE, primeiro o Tratado de Maastricht e depois a Estratégia de Lisboa.

Nestas condições, as forças que optaram pelo compromisso no mundo do trabalho, o movimento sindical que defende junto dos trabalhadores uma linha de concertação social e de colaboração de classe, pretende hipocritamente opor-se a estes ataques e combater a execução destas medidas. Essas forças são a Confederação Europeia dos Sindicatos (CES) e a Confederação Sindical Internacional (CSI), assim como as confederações que optam pelo compromisso que são a GSEE, a Confederação dos Trabalhadores do sector privado na Grécia e a ADEDY, a Confederação dos Trabalhadores do sector público, que participaram oficialmente nas conversações com a União Europeia e com as outras organizações imperialistas longo de décadas, colaborando e decidindo ao lado dos monopólios o modo como poderiam ser executadas medidas anti-populares em cada país. Estes esforços também receberam as subvenções de várias “fundações”, tais como a “fundação Ebert” social-democrata, que procuram desviar as posições dos sindicatos para a busca do consenso social.

A ILUSÃO DO “CAPITALISMO DE ROSTO HUMANO”

Todos alinharam-se ao lado da plutocracia europeia, deixando-as fazer todo o possível para desarmar o movimento social e atacar os direitos dos trabalhadores. Durante anos, assinaram com os capitalistas acordos para a diminuição dos salários e das pensões de reforma, para a realização de planos sociais, para isenções fiscais ao patronato. Semearam a ilusão de que um capitalismo de rosto humano seria possível, de que os mercados podiam ser regulados e controlados e que poderiam atacar a especulação, a qual é um elemento inerente e a norma deste sistema de exploração. Eles propõem reivindicações que serem os interesses do patronato e a sua busca de lucros máximos enquanto adoptam uma linha que permite pois a optimização dos lucros realizados pelo capital: a oposição de fachada. As forças reformistas e oportunistas, as forças do sindicalismo amarelo que sustentam a CSI encaram como uma “etapa” as mobilizações por elas organizadas em 24 de Março, as quais estão totalmente em sintonia com os objectivos do capital europeu.

Entretanto, não se trata apenas de constatar que estas forças são incapazes de organizar a resistência dos trabalhadores. Elas procuram também transmitir a ideia da colaboração de classe nas fileiras dos trabalhadores, desorientá-los; elas voltam-se contra os interesses do povo, estão do outro lado da barreira. Esta posição deve ser desmascarada mesmo que façam manobras hipócritas sob a pressão da posição das forças de classe e dos trabalhadores que acabarão por fim por levar à desilusão e à desmobilização das massas trabalhadoras e populares.

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A experiência do KKE e a sua luta na Grécia comprova que a emancipação e a união dos trabalhadores torna necessário o reforço da luta contra os representantes do capital no seio do movimento sindical. Os trabalhadores devem reforçar as forças que lutam a partir de posições de classe, reforçar a organização nos locais de trabalho, bem como a luta contra a plutocracia e as medidas anti-populares. O movimento popular nada deveria esperar nada da parte da CES ou da CSI. Elas têm estado ao serviço do capital e assim agirão no futuro. As suas intervenções e mobilizações visam assegurar o controle da resposta dos trabalhadores, manipulá-los para travar o desenvolvimento da luta de classes.

A necessidade da definição de uma estratégia unificada das forças sobre posições de classe a sua coordenação a uma escala internacional através da Federação Sindical Mundial (FSM) está doravante na ordem do dia. O conflito entre as forças alinhadas em posições de classe e as forças do consenso “da concertação social” e do “reformismo” levam a isso. Este conflito reforçará de modo decisivo a FSM e conduzirá à emancipação das forças sobre posições de classe.

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A experiência adquirida sublinha a necessidade de coordenar as acções de massa nos locais de trabalho e nos bairros populares a fim de provocar uma reacção resoluta ao ataque do capital europeu e do governo burguês. Os trabalhadores são os que produzem as riquezas e deveriam reivindicar a retomada da sua posse.

O original encontra-se em http://fr.kke.gr/news/2010news/2010-03-symvivasmenoi/

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