O que vestir nos países islâmicos

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

O que vestir nos países islâmicos.

Para os turistas que visitam os países islâmicos, onde a moral segue o comprimento da manga e da saia, é preciso levar algumas regras essenciais para não ferir susceptibilidades. No âmbito da religião muçulmana, os homens não devem usar nem ouro nem roupas de seda. Ao mesmo nível, não é permitido ás mulheres o uso de roupas muito finas e transparentes que deixem ver as curvas do corpo.

O corpo feminino deve ser totalmente coberto por tecidos baços e grossos, sobretudo a cabeça. A mulher deve usar roupas muçulmanas próprias como os shalwar-kameez, ou seja, vestido longo com uma espécie de calças de pijama por baixo. É obrigatório o famoso lenço para cobrir a cabeça, e quando saem á rua, as mais seguidoras, ainda envergam o chamado burgah, um tecido solto a todo o cumprimento do seu vestido, utilizado como cobertura para a roupa e que actua como um véu/disfarce para o seu corpo.

A religião muçulmana diz que todos devem cobrir a cabeça, os homens dependendo da classe a que pertencem usam um turbante ou um simples cap. Há ainda as Kurta, uma saia comprida até aos pés, e o dhoti, m ais conhecido por Sarong. Quanto ás cores permitidas, deve-se usar sempre o branco para se ir á mesquita. O vermelho nem pensar, porque representa o “fruto proibido”.

Conselhos

Paquistão: Se entrar em locais sagrados use um lenço para cobrir a cabeça. A turista pode adaptar a sua roupa a este estilo ou comprar o Shalwar-Kameez.

Malásia: Para o turista o único cuidado a ter é na praia, por isso será melhor usar um fato de banho em vez de um cavado biquini. Aqui o topless é totalmente proibido.

Tunísia: O nosso conselho é manter a parte superior dos braços coberta e optar por saias mais longas ou calças. Em público, os sinais de afecto e carinho entre namorados também não são bem vistos.

Golfo Pérsico: Aqui a turista na maior parte dos locais, apenas necessita de uma longa saia que não seja transparente, ou umas calças largas. Na Arábia Saudita há no entanto que Ter mais cuidado, e o melhor será ter uma cobertura de cor escura

Irão: Neste país até os turistas e os mais ocidentalizados são obrigados ao mínimo, isto é, usar pelo menos um casaco, um manto longo e lenço que cubra perfeitamente o cabelo e o pescoço.

Marrocos: A maioria das pessoas das grandes cidades já se converteram no modo de vestir dos ocidentais, mas para prevenir alguns assobios, nada de saias muito curtas ou decotes arrojados.

As mulheres que entram numa mesquita ou em qualquer local sagrado devem cobrir o cabelo, ombros e a parte superior das pernas, pelo menos. No entanto, para entrar em mesquitas no Irão a na Arábia Saudita são exigidas vestimentas que cubram por inteiro o corpo da mulher e são ainda obrigatórios os lenços que não deixam vislumbrar nem um fio de cabelo.

Mesmo se o calor aperta e vestidos modestos não atraem o gosto das turistas, nos países árabes recomenda-se que as bainhas das saias desçam consideravelmente, para evitar confusões… Especialmente nos mercados (souks) as atenções são menos atraídas se a mulher optar por um simples vestido comprido do que se escolher aquelas calças stretch bem justas ao corpo.

O lenço de seda pode deslizar e cair do cabelo sem que se dê conta, mas nos países islâmicos todos vão reparar. Antes de se aventurar a andar a toda a velocidade dos souks ou de passar o controlo do passaporte, o melhor é mesmo experimentar as novas vestimentas em casa.

Longe das regras duras e dos códigos islâmicos, a ilha de Kish, no Golfo Pérsico, tem desenvolvido ao longo dos anos o seu mini mundo liberal. Nos últimos dez anos, a divisão mais moderada das autoridades iranianas têm vindo a trabalhar para ganhar a sua aposta quase impossível: fazer da ilha Kish um local onde os iranianos possam relaxar das severas regras culturais e gozar um pouco a vida.