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Orçamento Familiar

Publicado em 01/01/2011. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Quando o tema é o seu orçamento familiar, este parece-lhe sempre muito curto e os meses muito compridos? Se respondeu afirmativamente, saiba que existem inúmeras maneiras de esticar o seu dinheiro, sem que para isso tenha de fazer demasiados sacrifícios

Todos os meses é o mesmo drama: ficou sem dinheiro e ainda faltam muitos dias para receber. Que fazer, então, para que esta verdadeira dor de cabeça não volte a repetir-se? Antes de mais, deitando mão a dois mandamentos indispensáveis ao equilíbrio do orçamento doméstico: planeamento e moderação.

Resistir às tentações, usar de forma moderada e consciente o crédito bancário e responsabilizar toda a família pelos gastos são medidas a tomar desde já. Além disso, existem pequenos truques que ajudam a não gastar mais do que a conta e podem, até, fazer com que amealhe algum dinheiro.

Tome nota, ganhe notas!

O objectivo é optimizar o dinheiro de que dispõe. Mesmo que deteste fazer contas, a melhor maneira de gerir o dinheiro de forma racional é habituar-se a discriminar tudo em papel.

Sugerimos um modelo simples e prático. Em qualquer cálculo de orçamento, deve haver duas colunas: uma para as entradas e outra para as saídas. Anote todos, mas mesmo todos os gastos efectuados – a bica da manhã e as pastilhas elásticas dos miúdos incluídos. É que contabilizar apenas as grandes despesas, passando por alto os gastos pequenos, não lhe permitirá aperceber-se do impacto que estes têm no orçamento – e se têm! Além disso, ao ver as contas no papel, ser-lhe-á muito mais fácil redireccionar recursos e cortar no supérfluo.

Encargos “escondidos”

Outro dos factores que pode pôr o seu orçamento familiar de rastos é quando compra novos bens sem levar em linha de conta as despesas que lhes vão ser inerentes no futuro. E para os manter, esses são gastos aos quais não pode fugir: a prestação da TV por cabo, o seguro mais caro do seu carro novo, a conta do telemóvel, etc.

Com o passar do tempo, o mais natural é começar a ver-se na obrigação de cortar em coisas que lhe são mais necessárias ou gratas para poder sustentar as novas aquisições. Por isso, antes de se deixar levar pela emoção da compra, analise bem se a sua carteira é suficientemente grande para fazer face aos encargos que vai ter de enfrentar.

Riscos não calculados

Não caia na armadilha das prestações que nunca mais acabam, dos cheques pré-datados ou de comprar constantemente com o cartão de crédito. Isso pode transformar-se num autêntico pesadelo se deixar de poder saldar essas dívidas. O melhor é fazer contas ao dinheiro que, de facto, possui e comprar a pronto, sempre que possível. Desta forma, também poderá pedir um desconto.

Alimentação e companhia

As compras do mês – que não podem ser evitadas – são também uma pesada parcela do orçamento familiar. Mas há formas de reduzir os gastos se organizar com antecedência a ida ao supermercado.

Faça uma lista completa de compras, planeando previamente as refeições da família;

Leve uma máquina de calcular para somar à medida que coloca as compras no carrinho. Assim saberá sempre se está a comprar em conformidade com o orçamento estabelecido;

Não vá às compras com fome nem na companhia de crianças. Comprará mais!

Verifique a relação quantidade-preço. Nem sempre volumes maiores são sinónimo de mais barato.

Ao comprar alimentos perecíveis, considere as quantidades que serão usadas de modo a evitar desperdícios.

Dicas avulso

E para um maior sucesso no equilíbrio do seu orçamento familiar, deixamos-lhe aqui mais uma mão-cheia de dicas úteis para si e para a sua carteira. Tome nota:

Quando lhe oferecerem dinheiro, no aniversário ou no Natal, por exemplo, deposite metade na sua conta a prazo e gaste apenas o que sobrar;

Convença os seus amigos e familiares a recorrerem mais à comunicação via Internet, por e-mail ou programas de conversação como o ICQ ou o Messenger. Além de mais económico do que por telefone, permite-lhe ainda enviar documentos, fotos e postais virtuais, poupando no correio;

Retome o antigo hábito do mealheiro. Arranje um frasco ou uma jarra e habitue-se a depositar aí todas as moedas que for encontrando nos bolsos ou caídas na mala. Terá uma verdadeira surpresa quando esvaziar o recipiente e fizer contas ao que acumulou;

Se trabalha, em vez de almoçar fora todos os dias, opte por levar, de vez em quando, a refeição já preparada de casa. Ao fim do mês, sentirá a diferença na sua carteira. O mesmo pode ser aplicado ao pequeno-almoço, caso costume tomá-lo na pastelaria;

Quando acabar de pagar algo que tinha comprado a prestações, e se o sacrifício não for demasiado, continue a pôr de parte a mesma quantia, reencaminhando-a agora para a sua conta a prazo.

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