Orquiepididimite: O que é, 7 principais Sintomas, Causas e Tratamento

O que é: Orquiepididimite é uma condição urológica masculina, caracterizada por dor e inflamação do epidídimo e testículo. Ou seja, é quando ocorre um caso de orquite e epididimite em simultâneo. Os sintomas geralmente têm início súbito, com dor intensa, irradiando ao longo do cordão espermático e até mesmo na virilha, acompanhados de inchaço no escroto.

Na maioria dos casos é consequência de uma infecção viral ou bacteriana, que chega até o testículo carregada pela corrente sanguínea ou uretra. Em outras situações, a doença pode ser desenvolvida após lesões graves na região genital. Por último, até mesmo algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) podem gerar um episódio de orquiepididimite.

Apresenta sintomas semelhantes aos ocasionados por outras doenças que acometem a bolsa testicular, como dor e desconforto, sensação de peso no órgão e inchaço. O tratamento é feito de acordo com o agente causador e, ainda que incomum, pode apresentar algumas consequência severas, como infertilidade.

Este Guia do Educar Saúde tem o objetivo de alertar o homem para alguns sinais aos quais deve estar atento, suas causas e o que fazer. Antes de conhecermos as causas de orquiepididimite, vamos conhecer um pouco mais sobre as duas condições – orquite e epididimite – que geram a doença.

Orquiepididimite, Presença De Sangue Na Urina E No Sêmen + 5 Sintomas E Tratamento

Orquite

É caracterizada como uma inflamação dos testículos, podendo ser unilateral, quando atinge apenas um, ou bilateral, quando atinge ambos. Está frequentemente relacionada ao vírus da caxumba. O testículo é o órgão responsável pela produção do esperma, fluido que carrega os espermatozóides para ser fertilizado na mulher.

Epididimite

É a inflamação do epidídimo, pequeno canal encarregado por receber e guardar os espermatozóides produzidos pelo testículo. Ao contrário da orquite, a epididimite está normalmente relacionada a quadros de infecções bacterianas. Pode também ser causada por infecções no sistema urinário e próstata.

Principais causas

Existem diversas causas que podem gerar um episódio de orquiepididimite. Geralmente, os agentes causadores são levados até o testículo pelo sangue, ou, da uretra até o interior da bolsa testicular. Os casos mais comuns de orquiepididimite ocorrem em consequência de infecções virais, principalmente pelo vírus da parotidite (Paramyxovirus), responsável pela caxumba. Também já foram observados episódios ocasionadas pelos vírus Coxsackie, mononucleose, Echovirus e Influenza.

Sobre a orquiepididimite bacteriana, ela pode ser gerada pela bactéria mycobacterium tuberculosis, causadora da tuberculose, e pela neisseria meningitidis, responsável pela meningite.

Existe também uma grande incidência de orquiepididimite bacteriana causada por bactérias sexualmente transmissíveis, como a sífilis (treponema pallidum), a clamídia (chlamydia trachomatis) e a gonorreia (neisseria gonorrhoeae).

Os fungos, embora seja raro, também podem causar orquiepididimite. Os mais comuns são a cândida-sp, blastomicose, histoplasmose, criptococose, coccidioidomicose e a aspergilose.

Por último, a torção testicular e lesões graves no testículo também podem interromper a oxigenação do órgão e impedir a circulação sanguínea, inchando a região.

Sintomas da orquiepididimite a estar atento

A orquiepididimite apresenta alguns sintomas característicos, que irão ser levados em conta durante o processo de diagnóstico. Geralmente o homem percebe, dor e desconforto acompanhados de inchaço em um ou ambos os testículos, sensação de peso no escroto (bolsa testicular), presença de sangue na urina e no sêmen e suor na região.

Em caso de orquiepididimite causada por bactérias, náusea, febre e enjoo também podem estar presentes.

Quando a orquiepididimite ocorre em consequência da caxumba, os sinais aparecem em até sete dias após o inchaço das glândulas salivares. O vírus responsável pela caxumba (parotidite), levado pelo sangue, atinge posteriormente o testículo, causando inchaço na região.

Como é feito o diagnóstico

Para confirmar o diagnóstico e, posteriormente, receber tratamento, é importante o homem consultar um médico urologista, que avaliará o seu histórico, realizará algumas perguntas sobre os sintomas apresentados e executa alguns exames físicos na região, que serão realizados através da palpação do testículo.

Geralmente, para confirmar o diagnóstico são solicitados alguns exames para eliminar outras possíveis causas de inchaço e dor no testículo. Veja outras causas de dor nos testículos e o que fazer em cada caso.

A ultrassonografia colorida, por exemplo, ajuda a verificar se houve torção testicular, situação urgente em que a intervenção cirúrgica deve ser imediata. Com esta hipótese descartada, o médico irá solicitar exames de sangue e urina que serão observadas em laboratório. Podem ser requisitados também exames específicos para algumas doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento da orquiepididimite é iniciado assim que o agente responsável seja descoberto, pois cada causa exige uma terapia diferente.

Quando o agente causador é um vírus, o tratamento geralmente é feito com a administração de analgésicos e anti-inflamatórios – com o intuito de amenizar a dor local. Em situações como esta, também é importante o homem repousar, aplicar compressas frias e manter os testículos elevados com a ajuda de um suspensório testicular.

Quando a orquiepididimite ocorre através de uma infecção bacteriana, o tratamento é feito com antibióticos próprios para cada bactéria (alguns exemplos incluem: vancomicina, cefalosporina, trimetropim, sulfametoxazol ou fluoroquinolona), assim como antifúngicos para combater os fungos.

Possíveis complicações

Na grande maioria dos casos, a orquiepididimite não deixa sequelas ao paciente. Ficar atento aos sintomas, procurar por ajuda médica rapidamente e iniciar o tratamento o quanto antes, são passos essenciais para não ter grandes complicações.

Uma consequência grave que pode ocorrer em decorrência da doença é a infertilidade, principalmente quando ambos os testículos são atingidos. Pode ocorrer também atrofia do testículo e acúmulo de pus dentro do tecido, conhecido como “abscesso“. Nos casos mais extremos, a remoção dos testículos por intervenção médica, chamada de orquiectomia, pode ser necessária.

É possível prevenir?

Sim. Evitar os agentes causadores da orquiepididimite é a única forma de prevenir o processo inflamatório. Manter as vacinas atualizadas é essencial para se proteger dos vírus causadores da condição. Contra as bactérias, é fundamental ter uma boa higiene, principalmente das mãos. Manter uma higiene adequada na região genital e usar camisinha nas relações sexuais também são formas de prevenção. Por último, é preciso ter cuidado para evitar lesões no testículo, principalmente durante a prática de esportes.

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Referências
  • [Orchi-epididymitis]. – NCBI
    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14717035
  • [Acute orchiepididymitis: assessment with high-resolution … – NCBI
    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8766081
  • Orquiepididimitis aguda – Guía PRIOAM
    http://guiaprioam.com/indice/orquiepididimitis-aguda/
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