Osteoporose

Osteoporose – Sintomas, Causas e Características do diagnóstico

Esta é uma doença Assintomática ou associada à dor no dorso causada por fraturas vertebrais; perda ponderal; cifose.

Desmineralização da coluna vertebral, quadris e pelve detectada em radiografias; fraturas vertebrais por compressão; com frequência, fraturas espontâneas detectadas por acaso.

Densidade mineral óssea de mais de 2,5 DP, abaixo do valor médio para um adulto jovem.

Diagnóstico diferencial
. Osteomalacia
. Mieloma múltiplo
. Carcinoma metastático
. Distúrbios hipofosfatêmicos
. Osteogênese imperfeita
. Osteoporose secundária decorrente de glicocorticóides, hipertireoidismo, hipogonadismo, alcoolismo, doença renal ou hepática.

Tratamento da Osteoporose
Dieta adequada no conteúdo de cálcio e de vitamina D com suplementos para atingir 1.000 a 1.500 mg de cálcio elementar e 400 UI de vitamina D ao dia. (apanhar sol aumenta a vitamina d no nosso organismo).
Exercícios regulares, mas não em excesso.
Estratégias para a prevenção de possiveis quedas, como o tapete na banheira por exemplo.
A terapia anti-reabsortiva eficaz inclui difosfonatos (p. ex., alendronato, risedronato), moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (MSRE; p. ex., raloxifeno), terapia de reposição de estrogênio e calcitonina.
Terapia anabólica eficaz inclui paratormônio recombinante (p. ex., teriparatida).
Os homens com hipogonadismo são tratados com testosterona.

Dica
Sem dúvida, a osteoporose é a doença óssea não-maligna mais debilitante.

Referência
Brown SA et al.: Osteoporosis

Osteoporose afecta 800 mil portugueses, 80% são mulheres

Os números falam por si: 800 mil a um milhão de pessoas em Portugal têm osteoporose, sendo que 80% são mulheres. Mais. Após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada oito homens sofrerão uma fractura devido à osteoporose.

Tendo em conta que a idade é um dos principais factores para o aparecimento da doença, e uma vez que a população mundial está a envelhecer, «o número de pessoas que sofrerão uma fractura osteoporótica vai aumentar de forma dramática e vamos ter um problema social muito grave», alerta Domingos Araújo, reumatologista e secretário-geral da Associação Portuguesa de Osteoporose.

Enquanto na década de 90 se calculava que haveria em todo o mundo um milhão e 700 mil fracturas osteoporóticas, estima-se que em 2050 esse número vai atingir os seis milhões.
Aliás, actualmente, morrem na Europa cerca de 150 mil pessoas devido a fracturas da anca ou das vértebras. Os números são alarmantes, razão pela qual a osteoporose é já considerada, pela Organização Mundial de Saúde, como um problema grave de Saúde Pública.

Domingos Araújo chama, ainda, a atenção para os custos elevados da doença. «Uma das consequências da osteoporose são as fracturas e algumas delas obrigam ao tratamento hospitala”, «Há estudos que demonstram que o internamento de doentes com osteoporose tem custos e demoras hospitalares superiores aos relacionados com doentes internados por enfarte do miocárdio ou por doenças hepáticas graves».

Tendo em conta as consequências da osteoporose, «mais importante do que tratarmos o problema é começarmos a preveni-lo em termos futuros», alerta a Dr.ª Fátima Borges, endocrinologista, acrescentando que, por isso, «é fundamental ensinarmos às gerações actuais e futuras como prevenir a doença».

Apostar na prevenção
Como prevenir, então, a osteoporose? Segundo os especialistas a resposta é simples: adquirir ossos fortes até ao início da vida adulta. Para que tal seja possível é necessário ter hábitos de vida saudáveis, ou seja, fazer uma alimentação equilibrada e praticar exercício com regularidade. Depois, alerta Albino Aroso, «evitar tudo o que tenha efeitos contrários como fumar e beber álcool e café em excesso».

Assim sendo, os erros alimentares e a vida sedentária são aspectos que não podem ser descurados. «É curioso que, numa altura em que os EUA chamam a atenção para a importância da nossa dieta mediterrânea, estejamos a adoptar a comida americana». Para além dos erros alimentares cada vez mais frequentes, Domingos Araújo chama também a atenção para a necessidade de as pessoas deixarem de ser sedentárias, sublinhando que «caminhar é suficiente, já que o peso do nosso corpo sobre os ossos é um estímulo fundamental para a formação óssea».

Mas, sublinha Fátima Borges, «nas pessoas de meia-idade e idosas, mais importante do que fabricar osso é criar músculo e dar estabilidade para prevenir as quedas».

Mulheres mais afectadas, porquê?
Com a campanha «Três copos de leite por dia contra a osteoporose» como pano de fundo desta iniciativa, Fátima Borges frisa que «esta é a forma mais fácil de satisfazer as necessidades de cálcio do nosso organismo». Domingos Araújo vai, ainda, mais longe e sublinha que as necessidades de cálcio são variáveis conforme as idades.

«Enquanto que uma criança necessita de 800 mg de cálcio por dia, os adultos precisam de 1 g e os idosos de 1,5 g», explica o reumatologista, acrescentando que, «se aos três copos de leite, que nos dá cerca de 750 mg de cálcio, associarmos uma alimentação saudável essa quantidade, será suficiente para satisfazer as necessidades do nosso organismo».

Também Albino Aroso chama a atenção para a necessidade dos três copos de leite por dia frisando, no entanto, que o tipo de leite que bebemos ao longo da vida não deve ser o mesmo:
«Na adolescência, o nosso organismo precisa de leite gordo, a partir dos 35/40 anos de leite meio-gordo e na velhice o leite magro é suficiente porque precisamos apenas de cálcio e não de gordura».

Outra medida de prevenção contra a osteoporose passa pela terapia de substituição hormonal, quando a mulher entra na menopausa. De acordo com Domingos Araújo, «esta terapia tem dupla vantagem: aliviar os sintomas e melhorar a qualidade óssea».

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