Papilomavírus humano – HPV

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

O Papilomavírus humano (HPV), de transmissão sexual não obrigatória, relaciona-se, entre outras patologias, ao cancro anogenital.

Cada tipo de HPV possui o seu próprio trofismo tecidual, associação clínica e risco de transformação maligna.

Métodos consagrados como a colposcopia, citopatologia cervical e histopatologia, diagnosticam as lesões precursoras do câncer cervical, denominadas lesões intra-epiteliais de baixo ou alto grau ou NIC.

Mas apenas sugerem a presença da infecção pelo HPV.

O diagnóstico de certeza da presença do  Papilomavírus humano no trato genital é obtido através da hibridização molecular.

De coleta simples, execução rápida e custo-benefício extremamente elevado, a Captura Híbrida foi a técnica escolhida pelo National Cancer Institute e pelo National Institute of Health dos Estados Unidos para o estudo prospectivo em 10.000 mulheres com ASCUS (células escamosas com atipias de significado indeterminado), e aprovada pelo FDA para ser utilizada no diagnóstico das lesões HPV-induzidas.

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CAPTURA HÍBRIDA

Entre as técnicas de hibridização molecular, a Captura Híbrida permite classificar os tipos de HPVs em grupos de risco em desenvolver câncer cervical, além de informar a quantidade de cópias virais por célula, orientando os médicos em suas decisões terapêuticas.

O grupo I possui sondas para os HPV de baixo risco (6, 11, 42, 43 e 44); e o grupo II possui sondas para os HPV de médio/alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 45, 51, 52 e 56).

Os tipos 16, 18, 31, 33 e 35 combinados tem sido detectados em aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo, e em apenas 5% destes nenhuma sequência de HPV é daet.ectada.

A prevalência do HPV é didade-dependente, com mais de 46% das mulheres infectadas tendo menos de 20 anos de idade.

Sua sensibilidade em detectar lesões escamosas intraepiteliais de alto risco é de 74%, quando utilizada isoladamente, e de 91% quando combinada a citologia, apresentando estreita correlação com o PCR. Seu limite mínimo de detecção é de 1µg/mL de DNA-HPV, equivalente a 1 cópia viral.

Diferentemente das outras técnicas que se utilizam da amplificação gênica, na Captura Híbrida não se observa a existência de falsos positivos por contaminação.

Com reprodutibilidade interlaboratorial de 98%, fornece um resultado numérico e quantitativo, não estando sujeito à subjetividade do examinador.

Os sítios anatômicos indicados para coleta do material são: colo do útero, vulva, vagina, ânus e pênis.

O material pode ser colhido por swab, raspado ou biópsia e acondicionados em tubos especiais fornecidos pelo laboratório.

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