O que é Parestesia, tipos, sintomas, causas, tratamento, tem cura?

Todo mundo, alguma vez na vida, já sentiu uma sensação de formigamento em algum membro do corpo. Você provavelmente já passou por isso e, certamente, sabe do que estou falando!

Essa onda de dormência – ou formigamento – que toma conta do nosso corpo tem nome. Ela é conhecida como parestesia.

Esse artigo pretende elucidar todas as dúvidas que você tem sobre esse fenômeno. Confira a seguir!

O Que é Parestesia, Sintomas, Tipos, Causas, Tratamento, Tem Cura

O que é parestesia?

Parestesia é o nome técnico dado ao que conhecemos por formigamento ou dormência.

Como você sabe – e já deve ter sentido – ela pode afetar diversas regiões do corpo, sendo as mais comuns as pernas, mãos e braços. A parestesia oral também existe, apesar de ocorrer com menos frequência.

A sensação de dormência que sentimos em nossos membros não é fruto da interdição do fluxo de sangue. Na verdade, o que ocasiona essa sensibilidade é a compressão aplicada sobre um nervo de determinada região.

De maneira geral, a parestesia costuma ser inofensiva e passageira, não causando transtornos severos a quem a sente. No entanto, algumas raras exceções podem se tornar crônicas, acarretando problemas mais complexos ao indivíduo.

Embora haja uma confusão entre a parestesia e a paralisia, ambas são completamente diferentes. Enquanto a paralisia é a perda de mobilidade de uma região, a parestesia é a apenas a perda de sensibilidade de algum membro.

Tipos de parestesia

A parestesia pode se dividir em três vertentes: a temporária, a crônica e a oral. Entenda quais as diferenças entre elas:

Temporária

De longe, a parestesia temporária é a mais comum entre a população.

Sem dúvidas, você já vivenciouessa sensação de formigamento ao passar muito tempo com as pernas ou braços cruzados.

Isso ocorre devido à pressão que exercemos sob determina área. A pressão atinge os nervos e acaba dificultando a comunicação entre eles, além da breve interrupção do fluxo de sangue que circulava pela região. Ao voltarem para sua configuração inicial, eles nos causam a sensação de formigamento.

Crônica

O próprio nome já deixa claro ao que se refere. Ao contrário da parestesia temporária, a parestesia crônica é um indício de que algo não vai bem – podendo estar ligada à alguma lesão sofrida pelos nervos, bem como ao mau funcionamento do sistema circulatório.

A idade avançada é um fator determinante para essa condição. De maneira geral, idosos tendem a sofrer mais com a parestesia crônica porque têm mais chances de apresentarem enfermidades do que os jovens. É o caso da artrite reumatoide, artrite psoriática, síndrome do túnel carpal e da própria irritação dos nervos.

Parestesia oral

A Parestesia Oral Pode Adormecer Parte Da Língua, Dos Lábios E Queixo.

Apesar de menos comum, a parestesia também é capaz de se manifestar na boca, promovendo mais incômodo do que as demais.

Proveniente de ferimentos no nervo da mandíbula inferior devido a procedimentos cirúrgicos, a parestesia oral pode adormecer parte da língua, dos lábios ou, até mesmo, do queixo.

Ainda que não seja um bom sinal, espera-se que essa sensação diminua com o tempo — até desaparecer para sempre — conforme os nervos lesionados vão se recuperando. Porém, o rompimento do nervo que se encontra no queixo pode agravar a situação, tornando-a definitiva.

Os procedimentos orais que podem causar danos aos nervos são:

  • Cirurgia ortognática
  • Cirurgia de trauma da face
  • Procedimentos não cirúrgicos (anestesias)
  • Apicectomia (procedimento que remove lesões na raiz do dente)

Qual é a responsabilidade do dentista?

Há que se considerar a complexidade inerente às cirurgias, procedimento definido por medidas milimétricas. Por isso, por mais experiente que seja o cirurgião ele é passível de cometer falhas nesse momento tão delicado.

O papel de um profissional exemplar é deixar claro ao paciente todos os prós e contras do procedimento, além dos possíveis efeitos colaterais que ele pode vir a apresentar. Portanto, escolha um profissional capacitado para desempenhar essa função.

Causas da parestesia

Tem-se conhecimento de dois danos nervosos que originam a parestesia. São eles:

Radiculopatia

Denominamos radiculopatia a compressão, inflamação e/ou irritação da raiz que compõe os nervos. Certos casos podem favorecer essa condição, como:

  • A pressão exercida pela hérnia de disco sobre o nervo;
  • O estreitamento do canal que transmite o nervo da medula espinhal para a outra extremidade;
  • A pressão exercida por qualquer massa no nervo que compõe a medula espinhal.

A radiculopatia ainda pode ser dividida em dois grupos: a radiculopatia lombar e a cervical.

  • A radiculopatia lombar costuma afetar pernas e pés. Os casos mais severos estão totalmente ligados a constrição do nervo ciático, levando o indivíduo a sentir fraqueza nas pernas.
  • Por ouro lado, a radiculopatia cervical incide sobre os braços. Com a pressão exercida sobre alguns nervos da coluna, as mãos e os braços perdem a sua força.

 Neuropatia

Diferentemente da radiculopatia, a neuropatia é resultado de lesões sucessivas que acometem o nervo. As possíveis causas para a neuropatia incluem:

  • Derrame;
  • Traumas;
  • Hiperglicemia;
  • Quimioterapia
  • Hipotireoidismo;
  • Doenças no rim;
  • Doenças no fígado;
  • Doenças autoimunes;
  • Doenças neurológicas;
  • Alta ingestão de vitamina D;
  • Deficiência de vitamina B1, B6, B12 e niacina;
  • Tumores no cérebro ou próximos aos nervos;
  • Exposição a metais pesados ou a outros tóxicos;
  • Disfunções na medula óssea ou no tecido conjuntivo.

Grupos de risco

Para toda disfunção que ocorre no organismo, existe um grupo de risco que está mais apto a desenvolvê-la. Por ser caracterizada como uma sensação temporária, é comum que a parestesia surja em algum momento da vida. Os riscos aumentam conforme a idade, os hábitos de vida e/ou alguma doença já existente.

O indivíduo se insere no grupo de risco, caso:

  • Realize movimentos que comprimem os nervos de tal região de forma repetitiva;
  • Seja portador de diabetes tipo 1 ou 2;
  • Seja portador de alguma doença autoimune;
  • Apresente problemas neurológicos;
  • Faça uso regular de bebidas alcoólicas;
  • Tenha uma dieta pobre em vitamina B12 e folato.

Sintomas

Os Principais Sintomas De Parestesia São Fibromialgia E Dor Corporal Crônica

Certamente, as reações mais famosas causadas pela parestesia são o formigamento e a dormência de certos locais.

Essas sensações se concentram em determinadas regiões, como as mãos, os braços, as pernas e os pés — as mais propensas a sofrerem com essa condição.

Mas você precisa ter em mente que esses sintomas variam de acordo com o grau de parestesia. Quando em sua forma inofensiva e temporária, costuma-se sentir apenas leves formigamentos e dormências.

Já quando crônica, a parestesia pode provocar dores – que se assemelham a pontadas – queimação e fraqueza. Se não tratada, o indivíduo pode perder para sempre a sensibilidade dos seus membros.

Diagnóstico da parestesia

Tem-se conhecimento de dois danos nervosos que também originam a parestesia. São eles:

Radiculopatia

Denominamos radiculopatia a compressão, inflamação e/ou irritação da raiz que compõe os nervos. Certos casos podem favorecer essa condição, como:

  • A pressão exercida pela hérnia de disco sobre o nervo;
  • O estreitamento do canal que transmite o nervo da medula espinhal para a outra extremidade;
  • A pressão exercida por qualquer massa no nervo que compõe a medula espinhal.

A radiculopatia ainda pode ser dividida em dois grupos: a radiculopatia lombar e a cervical.

  • A radiculopatia lombar costuma afetar pernas e pés. Os casos mais severos estão totalmente ligados a constrição do nervo ciático, levando o indivíduo a sentir fraqueza nas pernas.
  • Por ouro lado, a radiculopatia cervical incide sobre os braços. Com a pressão exercida sobre alguns nervos da coluna, as mãos e os braços perdem a sua força.

 Neuropatia

Diferentemente da radiculopatia, a neuropatia é resultado de lesões sucessivas que acometem o nervo. As possíveis causas para a neuropatia incluem:

  • Derrame;
  • Traumas;
  • Hiperglicemia;
  • Quimioterapia
  • Hipotireoidismo;
  • Doenças no rim;
  • Doenças no fígado;
  • Doenças autoimunes;
  • Doenças neurológicas;
  • Alta ingestão de vitamina D;
  • Deficiência de vitamina B1, B6, B12 e niacina;
  • Tumores no cérebro ou próximos aos nervos;
  • Exposição a metais pesados ou a outros tóxicos;
  • Disfunções na medula óssea ou no tecido conjuntivo.

As sensações que a parestesia proporciona não costumam ser recorrentes. Dessa forma, o diagnóstico nem sempre é feito, já que ela não acarreta outros transtornos ao paciente.

Porém, em sua forma crônica o cenário é um pouco diferente. Os sintomas não desaparecerão com tanta facilidade como na parestesia temporária, podendo tanto prejudicar as tarefas que o indivíduo realiza no dia a dia, como indicar o início de doenças mais graves.

Nesse caso, o aconselhado é procurar a ajuda de um profissional. Os especialistas mais indicados para resolver o problema são o neurologista, o ortopedista e o endocrinologista.

Independentemente de sua escolha, o médico considerará todos os seus relatos para fechar o diagnóstico. Portanto, não deixe de listar os possíveis movimentos repetitivos que você está acostumado a fazer, bem como os medicamentos que você faz uso.

Para se ter mais precisão no resultado, o médico poderá solicitar alguns exames, como:

  • Exames de sangue;
  • Exames neurológicos ;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética;
  • Raio-x.

Normalmente, os três últimos só são requisitados caso haja suspeita de algum trauma no pescoço ou na coluna vertebral.

No caso da parestesia oral, o recomendado é consultar um dentista. Como, no geral, essa disfunção é resultado de algum procedimento cirúrgico na região bucal, só esse profissional terá a total perícia para desvendar o quadro clínico.  Assim como os demais médicos, ele também pode solicitar exames de imagens para facilitar o diagnóstico.

Tem Cura? Qual o Tratamento?

O tratamento, mais uma vez, dependerá do grau de parestesia que o indivíduo manifesta.

A parestesia temporária não necessita de tratamento direcionado, uma vez que seus sintomas duram apenas alguns dias, após os quais o indivíduo volta a ter uma vida normal. Todavia, em se tratando da parestesia crônica e oral, a situação é outra. Devido à complexidade do problema, o tratamento se faz indispensável.

Parestesia crônica causada por radiculopatia

Quando o paciente apresenta essa condição, o tratamento deve ser dirigido à radiculopatia, já que a parestesia é apenas um dos sintomas provocados pela primeira.

Os tratamentos mais sugeridos pelos médicos são aqueles que comportam procedimentos não invasivos, como a terapia, a fisioterapia, o uso de medicamentos e o repouso.

No entanto, se o quadro não apresentar melhora em um longo prazo, o tratamento é interrompido. Se houver evidências de problemas maiores – como lesões causadas na raiz nervosa pela compressão dos nervos –, o médico optará pela cirurgia da coluna. Essa cirurgia só é indicada em casos extremos. Atualmente, já existem procedimentos não invasivos muito eficientes no combate à radiculopatia.

Parestesia crônica causada por neuropatia

Assim como na parestesia crônica causada por radiculopatia, o tratamento também não será focado na parestesia em si, mas na neuropatia. O tratamento varia de acordo com os motivos que propiciaram o aparecimento do quadro.

Se as causas estiverem ligadas às doenças autoimunes, hipertensão arterial, diabetes, problemas renais ou deficiências vitamínicas, o mais indicado é fazer uso de medicamentos controlados.

Caso o aparecimento da doença estiver ligado à formação de uma massa ou tumor sob os nervos, o único jeito de solucionar o problema é por meio de procedimentos cirúrgicos.

Parestesia oral

Como já sabe, a sensação de dormência e formigamento na região bucal tende a passar sozinha dentro de algumas semanas. Por isso, o tratamento nem sempre se faz necessário.

Para que não reste nenhuma dúvida, é interessante que se procure por um dentista, para se certificar que nada mais grave está ocorrendo ou pode ocorrer. Se negligenciada, a parestesia oral pode se tornar definitiva. Mesmo não sendo manifestada com frequência entre a população, avaliar o caso é de extrema importância, já que os sintomas podem sugerir uma lesão mais preocupante no nervo. A intervenção no problema pode ser feita com medicamentos, suplementos vitamínicos e laserterapia.

Convivendo: quais os procedimentos mais indicados para o tratamento da parestesia?

Dentre a gama de procedimentos indicados para o tratamento do paciente com parestesia, vale ressaltar os seguintes:

Laserterapia

A laserterapia se propõe a resgatar a sensibilidade do indivíduo por meio de laser infravermelho. Segundo especialistas, o feixe de luz que o aparelho emite possui propriedades anti-inflamatórias e bioestimulantes.

Com essas propriedades, a regeneração dos nervos periféricos acontece de forma mais rápida e, consequentemente, os resultados levam menos tempo para aparecer.

Acupuntura

Técnica milenar chinesa, a acupuntura consiste na aplicação de agulhas especiais em determinadas áreas do corpo humano. Esse método proporciona uma sensação anestésica, diminuindo os incômodos causados pelas dores. Por isso, a acupuntura se mostra tão eficaz no combate à parestesia. A técnica costuma ser tranquila e indolor, mas alguns pacientes podem se queixar de desconfortos na hora da aplicação das agulhas.

Medicamentos

É importante salientar que os medicamentos não atacam a raiz do problema. Cabe a eles somente atenuar os sintomas que a parestesia desperta. Os principais medicamentos prescritos pelos médicos são os corticoides e os suplementos vitamínicos – em especial, do complexo B.

O paciente também pode optar por fármacos, que combinem substâncias medicamentosas com suplementos vitamínicos e podem ser encontrados em farmácias de manipulação. As fórmulas mais famosas são as que unem vitamina A, vitamina B e ácido lipóico.

Prevenção da Parestesia

Como Prevenir A Parestesia Naturalmente Através Da Alimentação

Você pode prevenir a parestesia de diversas formas, levando em conta o seu grau de complexidade. A forma mais comum é evitar se manter em posições que favoreçam a compressão dos nervos – por exemplo, permanecer de pernas cruzadas por um longo período.

Porém, você sabe que existem as exceções – a parestesia oral e a crônica. É complicado afirmar com exatidão o momento no qual elas vão surgir. No caso da parestesia oral, a melhor forma de prevenção é a visita periódica ao dentista. Da mesma forma que a crônica, a ida ao médico específico é essencial.

A prevenção também está vinculada aos hábitos alimentares e aos exercícios físicos. Uma alimentação pobre em vitaminas tornará mais propício o aparecimento de sintomas relacionados a essas rotinas. É importante você incluir os seguintes componentes na sua dieta:

Vitamina B1

Também conhecida como tiamina, a vitamina B1 diminui efetivamente a sensação de dormência e formigamento nos membros.

Você pode encontrá-la em amêndoas, amendoim, aveia, castanha do Pará, castanha de caju, farelo de trigo, feijão branco, feijão de lima, gérmen de trigo, leveduras, nozes, painço e soja.

Vitamina B5

A vitamina B5 – ou ácido pantôtenico – também é um ótimo composto usado para a prevenção da parestesia, pois não provoca nenhum efeito adverso ao organismo. Essa vitamina está presente em amendoins, avelã, aveia, brócolis, cogumelos, leveduras, soja e trigo.

Vitamina B12

A mais famosa do complexo B, a vitamina B12 apresenta inúmeros benefícios a quem a ingere com frequência. Os alimentos que comportam essa vitamina são: atum, carnevermelha, ostras, ovo, queijo, sardinha e salmão.

Inositol

Além de ser um nutriente eficiente no tratamento contra a parestesia, ele proporciona ótimos resultados a quem sofre com diabetes, síndrome do pânico e depressão.

O inositol é facilmente encontrado em amendoins, batata doce, fígado, gérmen de trigo, lecitina, leveduras, laranja, melão, repolho e trigo integral.

A parestesia é um distúrbio que não se preocupa com a classe social ou com a cor da pele. Todas as pessoas demonstrarão esses sintomas pelo menos uma vez na vida.

No entanto, manter-se atento aos sinais que seu corpo manifesta é de extrema importância! Ao perceber algo irregular, não hesite em buscar auxílio médico.

Referências

1 https://www.hopkinsmedicine.org/
2 https://www.mayoclinic.org/
3 https://www.ninds.nih.gov/
4 https://www.ninds.nih.gov/
5 https://www.webmd.com/
6 https://www.healthline.com/
7 https://www.medicinenet.com/
8 https://mpkb.org/