Paulo Futre

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Paulo Jorge dos Santos Futre, nasceu no Montijo, a 20 de Fevereiro de 1966. Começou a sua formação desportiva no Sporting Clube de Portugal, na data temporada 1977/1978. No clube leonino faria toda a sua formação, passando pelos iniciados, juvenis e juniores.

Paulo Futre Antes e Depois

A sua qualidade era notória e com normalidade tornou-se internacional por Portugal em todos os escalões de formação.

Com apenas 17 anos, o clube pensa emprestá-lo à Académica de Coimbra, mas resolve integrá-lo imediatamente no plantel principal, treinado na altura pelo húngaro Josef Venglos. Futre impôs-se desde logo como jogador importante, participando em 28 jogos e marcando três golos.

A sua velocidade e capacidade de desequilibrar, faziam dele um extremo temível e auguravam-lhe um grande futuro.

Finda a primeira temporada, Futre exige um aumento para renovar o seu contrato, algo que a direção do Sporting recusa. Aproveitando o clima de guerra aberta com o Sporting, o Futebol Clube do Porto avançou e assinou com o promissor Futre.

Com a camisola azul e branca, Paulo Futre somou sucessos. Em três temporadas conquistou dois campeonatos portugueses e uma Taça dos Campeões da Europa. Só nas competições domésticas, Futre participou em 81 jogos ao serviço do Futebol Clube do Porto, apontando 25 golos.

A sua exibição na final da Taça dos Campeões seria considerada, pela imprensa desportiva, decisiva para a vitória do Porto.

Em 1987, Futre transferiu-se para os espanhóis do Atlético de Madrid, naquela que foi a maior transferência do futebol português até à data.

Paulo Futre ficou 5 épocas e meia no clube madrileno, durante as quais conquistou apenas duas Copas do Rei. Apesar da ausência de títulos de outra dimensão, o português ficaria para a história do clube, sendo visto como um dos melhores jogadores de sempre do Atlético de Madrid e um verdadeiro símbolo vivo do clube.

Em 1992/93, a sua aventura espanhola havia chegado ao fim, e Sousa Cintra, então Presidente do Sporting, anunciou o regresso de Futre ao clube. O jogador chegou a afirmar publicamente, que havia saído do clube por motivações financeiras, mas que estava a voltar por amor à conversa.

Poucos dias após proferir estas palavras, Futre assinou contrato com o Benfica. Devido a isto, parte dos adeptos do Sporting continuam a acusar Futre de ter traído duas vezes o clube.

A passagem de Futre pelo Benfica não foi feliz, com o jogador a fazer apenas 11 jogos pelos “encarnados”. Ainda assim, Futre logrou vencer uma Taça de Portugal, tendo inclusive marcado um golo na final.

A sua curta passagem pelo Benfica ficou ainda marcada pelo escândalo RTP. Poucos dias após assinar pelo clube, soube-se que o Benfica tinha pago os 825 mil contos da transferência com dinheiro adiantado pela RTP, resultante de direitos televisivos. Este episódio levou à demissão de toda a direção da RTP.

Com o Benfica a passar uma dura crise financeira, Futre foi transferido logo após o fim da temporada para o Marselha. Os 900 mil contos recebidos pelo Benfica, ainda permitiram ao clube lucrar com a passagem de Paulo Futre pela Luz.

As lesões que prejudicariam o resto da carreira de Futre começaram em Marselha, mas em pleno terramoto de escândalo de corrupção, Futre resolveu ocultar as lesões, por forma a não afetar uma possível transferência.

O Marselha acabou relegado administrativamente para a 2º Divisão e Futre transferiu-se para o Reggiana, de Itália.

As lesões já não lhe permitiram voltar aos tempos de glória, ainda assim apontou 5 golos em 13 presenças, o que lhe valeu a transferência para o AC Milan. Contudo, só faria uma aparição com a camisola do gigante milanês e após a final da temporada sairia para o West Ham de Inglaterra. Também ali, Futre foi apoquentado pelas lesões, não conseguindo jogar com regularidade.

Na temporada 1997/1998, Paulo Futre voltou ao Atlético de Madrid, clube onde nunca deixou de ser idolatrado. Vestiu a camisola colchonera em 10 partidas, mas ainda naquela temporada, voltou a mudar-se, desta feita para o Japão.

Terminou a sua carreira no Yokohama Flügels, com 10 presenças e 3 golos, no campeonato japonês.

Ao serviço da seleção portuguesa, o extremo disputou 41 partidas e apontou 6 golos. Futre esteve presente na fase final do Campeonato do Mundo do México de 1986, competição de memória para a seleção portuguesa que se viu afastada logo na fase de grupos.

Para a história ficaram os escândalos envolvendo jogadores portugueses e prostitutas, reivindicações e greves.

Paulo Futre voltou para a ribalta em Março de 2011, quando integrou a candidatura de Dias Ferreira à presisdência do Sporting Clube de Portugal.

Em caso de vitória de Dias Ferreira, Paulo Futre seria o Diretor Desportivo do clube, cargo que aliás, já desempenhara no Atlético de Madrid.

Durante uma conferência de imprensa, destinada a discutir as suas ideias para o clube, Futre declarou pretender contratar “o melhor jogador chinês da atualidade” e defendeu ainda a criação de todo um departamento no clube, para potenciar os efeitos dessa contratação.

As imagens desta conferência de imprensa tornaram-se virais, multiplicando as montagens e as rábulas.

Dias Ferreira acabou por não vencer as eleições e ainda não seria desta que Paulo Futre voltaria ao Sporting. O certo é que o antigo jogador soube aproveitar todo o mediatismo criado em seu redor.

Para além de inúmeras campanhas publicitárias, Futre tornou-se presença assídua nos jornais e nas revistas. Poucos meses depois estreou-se como ator, na telenovela da SIC “Laços de Sangue”.

Futre tem na atualidade o seu próprio programa na televisão por cabo TVI 24, chamado “A Noite do Futrebol”. O programa é um talk-show bem humorado, centrado no futebol.

Paulo Futre tem dois filhos, Fábio e Paulo. Fábio também é futebolista, jogando atualmente na equipa B do Cádiz. Paulo Futre tem também três sobrinhos futebolistas: Cláudio, André e Artur, que curiosamente, jogam os três no Olímpico Montijo. O clube da cidade natal de Futre.