Pedro Santana Lopes

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Pedro Miguel de Santana Lopes, nasceu a 29 de Junho de 1956 em Lisboa. Filho de Aníbal Luís Lopes, guarda livros na Companhia das Lezírias e de Maria Ivone Risques Pereira de Santana, ajudante de enfermagem.

Pedro Santana Lopes Antes e Depois (1989/2012)

Santana Lopes cresceu em Lisboa. Na sua infância, os seus avós paternos, Luís Abílio e Maria Deolinda tiveram um papel preponderante na sua educação. Enquanto os seus pais trabalhavam, Pedro ficavam com os seus avós.

Aos seis anos, iniciou a sua instrução primária, na Escola Particular de Dona Alice, situada em São Domingos de Benfica. Em 1966, entrou para o liceu Padre António Vieira.

O gosto pela política surgiu cedo, por influência do seu pai. Uma das suas maiores inspirações políticas foi o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Santana Lopes seguia com particular entusiasmo todos os seus discursos.

Em 1974 entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Com a família mergulhada na crise que afetou o país no pós 25 de Abril, Santana Lopes deu aulas à noite e vendeu livros, enquanto fez a sua licenciatura.

Durante o seu percurso universitário, demonstrou as suas capacidades oratórias e espírito de liderança, fundando o MID (Movimento Independente de Direito). Foi ainda presidente da Associação Académica e membro da Assembleia de Representantes e do Conselho Diretivo. Os seus discursos nas assembleias de estudantes ficaram famosos, conseguindo inflamar a plateia.

Em 1976, Santana Lopes resolveu oficializar a sua entrada na vida política, filiando-se no Partido Social Democrata (PSD).

Conheceu Sá Carneiro em 1978 no congresso do Porto, quando o mesmo era candidato à liderança do partido. Após a derrota de Sá Carneiro, Santana Lopes procurou-o para manifestar a sua solidariedade. Este gesto teria o condão de aproximar os dois homens.

Após terminar a sua licenciatura, Santana Lopes recebeu uma bolsa de investigação da Deutscher Akademischer Austausch Dienst, tornando-se investigador do Instituto para a Investigação da Ciência Política e Questões Europeias da Universidade de Colónia e do Instituto de Direito Europeu. Tornou-se ainda assistente do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito de Lisboa.

Em 1979, Santana Lopes voltou da Alemanha e foi convidado por Sá Carneiro, então primeiro ministro, para se tornar no seu assessor jurídico. No mesmo ano, casou-se com Maria Isabel Marques Dias, com quem teve um filho.

Em 1980, com 24 anos, foi eleito deputado à Assembleia da República. Entre as funções que exerceu destaque para a liderança da Comissão Política da Área Metropolitana de Lisboa.

Divorciou-se entretanto da sua primeira mulher. Casou depois, no dia 13 de Janeiro de 1983, com Maria Teresa Formigal de Arriaga, com quem teve dois filhos.

Em 1985, foi novamente eleito deputado por Lisboa, recebendo mais tarde o convite do primeiro ministro, Cavaco Silva, para chefiar a Secretaria de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Em 1987, tornou-se deputado ao Parlamento Europeu, cargo onde se manteve até 1990. No mesmo ano, tomou conta da Secretaria de Estado da Cultura, dinamizando de forma intensa o panorama cultural em Portugal.

Ao sair do governo, regressou à advocacia, entrando para o escritório Vaz Serra, Moura, Chaves & Associados. Prestou consultoria jurídica para várias empresas e voltou ao meio académico, lecionando na Universidade Lusíada, na Universidade Moderna e na Universidade Internacional.

Em 1995, deixou a sua paixão pelo futebol falar mais forte e assumiu a presidência do Sporting Clube de Portugal, clube do qual é sócio desde os quatro anos de idade. Poucos dias depois de assumir o cargo, viu o clube vencer uma Taça de Portugal, quebrando um longo jejum de títulos.

Contudo, em Abril de 1996, Santana Lopes marcou presença no Congresso do seu partido, quebrando assim a promessa que havia feito de não participar ativamente na vida política, enquanto fosse presidente do clube. Poucos dias depois, apresentou a demissão da presidência do clube.

Em 1998, tornou-se Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. O trabalho ali desenvolvido foi considerado, na generalidade como positivo e motivou Santana Lopes para outro desafio: candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa.

Pelo meio, em 2000, foi candidato à liderança do PSD, sendo contudo derrotado por Durão Barroso. Curiosamente, ambos tinham um percurso recheado de pontos em comum. Por exemplo, escreveram em co-autoria o livro “Sistemas de Governo e Sistema Partidário”, publicado pela Bertrand em 1980.

Em 2002, candidatou-se à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, a sua cidade de sempre. Venceu João Soares por uma curta margem e conquistou então a presidência da autarquia.

Dois anos mais tarde, Durão Barroso, na altura primeiro-ministro, apresenta a sua demissão e Santana Lopes, o segundo da linha de sucessão do partido foi indigitado primeiro-ministro, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.

O período de governação de Santana Lopes ficou marcado por uma grande instabilidade, traduzida em várias remodelações e demissões num curto espaço de tempo.

Isto fez com que Jorge Sampaio tomasse a decisão de dissolver a Assembleia da República, em Dezembro de 2004, apenas cinco meses após Santana Lopes ocupar o cargo de primeiro-ministro.

Nas legislativas de 2005, Santana Lopes voltou a candidatar-se, mas foi derrotado por José Sócrates. Entre 2007 e 2008, liderou o Grupo Parlamentar do PSD e em 2008 foi novamente candidato à liderança do partido, nas eleições diretas. Foi, contudo, derrotado por Manuela Ferreira Leite.

Nas autárquicas de 2009, voltou a candidatar-se à presidência do Município de Lisboa, numa lista que agregava o PSD, o CDS-PP, o MPT e PPM, mas veria António Costa, do PS, levar a melhor. Em Agosto de 2011, o governo convidou Santana Lopes para se tornar provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o qual aceitou o cargo.

Para além da sua paixão pelo futebol e pela política, Santana Lopes é visto como um bon vivant, sendo visto frequentemente nas festas mais exclusivas de Portugal, quase sempre ao lado de uma cara bonita.