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Perder um filho

Publicado em 01/07/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Perder um filho – O pacto de silêncio parece ser outra das características inerentes ao aborto:
Ainda que não se oculte, apenas se contam detalhes e, passados uns meses, não se menciona. É como se se tivesse esquecido… Em Portugal não existem estatísticas oficiais quanto ao número de abortos, pois geralmente são registados como urgências ginecológicas; mas calcula-se que nos países desenvolvidos entre 15% e 25% das gestações confirmadas se vêem interrompidas espontaneamente.

Em presença destes números, todos certamente conhecemos uma percentagem similar de casais que passaram por esta situação e, sem dúvida, que não aconteceu assim. As mesmas mulheres que contam todas as informações das suas gravidezes e partos, podem não contar uma anterior gestação frustrada.

A verdade é que há tendência para se falar menos das experiências negativas: ninguém gosta de recordar acontecimentos em que a nossa auto-estima sofreu um golpe.

Às vezes é necessária a ajuda do psicólogo
Em certas alturas, a mulher necessita ajuda psicológica, quer recorra a ela ou não. A conveniência de um tratamento depende da estrutura da personalidade de cada uma e da sua capacidade para elaborar mecanismos defensivos para enfrentar a angústia. Também é importante ter em conta a ideia que cada mulher tem sobre a maternidade, visto que para algumas significa o centro da sua vida, enquanto que outras lhe dão um valor relativo. Depende das possibilidades de ter mais filhos… mas nem sempre a possibilidade de os ter posteriormente implica um trauma menor.

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