Por um Mundo Melhor e mais justo

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Por um Mundo Melhor e mais justo

Embora ciente de que o Mundo perfeito nos é inacessível, creio que é possível sonharmos e pugnarmos por um Mundo melhor e mais justo onde a ética e as questões sociais, ambientais e culturais estejam no vértice das preocupações e intenções humanas.
Para que este outro Mundo seja possível – um Mundo multirracial, multireligioso e multicultural –, é essencial criarem-se pontes e interdependências tendo como suportes básicos a tolerância, a liberdade, a solidariedade e o ecumenismo. Esse novo Mundo requer mais parcerias e menos terror e guerras, mais preocupação pelo outro e menos indiferença, mais distribuição de riqueza e menos fome e miséria. Precisamos pois de mais inclusão e menos exclusão. Nesse novo Mundo terá que ser exigido a todos, mas particularmente aos governantes, mais coerência nos comportamentos, mais dignidade, mais respeito pelos compromissos eleitorais e pela opinião dos cidadãos e menos oportunismo, cobardia, cinismo, demagogia, hipocrisia e falta de palavra que levaram à actual desmotivação, descrença, descrédito e revolta, para já contida.

Nesse novo Mundo, que queremos de Paz e Respeito para com o cidadão, o nosso semelhante e o meio ambiente, é necessário que a potência dominante seja vista como um farol, um exemplo e não, infelizmente como agora acontece, como um míssil ou um bombardeiro! Para mim, é deveras surpreendente que, chegados ao século XXI, certas mentes ainda não tenham aprendido que com opressão, humilhação e miséria nunca poderemos construir um mundo de paz e segurança para todos, incluindo também, e sobretudo, os mais afortunados.

Nesse novo Mundo (utopia e sonho talvez!), os Direitos Humanos serão respeitados e a Liberdade (deveres e direitos) não será encarcerada; o Direito Internacional, Tratados e Convenções Internacionais serão aplicados por e para todos; a solidariedade e o espírito critico não serão suspeitos de serem “facilitadores” do terrorismo. Nesse novo Mundo, o terror e horror dos escândalos das crianças-soldado, da pedofilia, da prostituição e da droga serão pesadelos esquecidos porque insuportáveis e intoleráveis.

Nesse novo Mundo, a Água será um bem Património da Humanidade e, por isso, não privatizável e não motivo de conflitos presentes e, sobretudo, futuros. Nesse novo Mundo, os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas zelarão pela Paz e não serão mais os maiores vendedores de armas no mundo.

Nesse novo Mundo, os facínoras e corruptos serão tratados de igual modo perante a Lei Internacional e o seu Tribunal penal, independentemente de serem ou não “nossos amigos”. Nesse novo Mundo, será imediatamente disponibilizado um maciço fundo financeiro (uma parte desse fundo viria do congelamento das contas bancárias faraónicas dos governantes corruptos e ladrões dos famintos países a ajudar! e posto em marcha um Plano Global, proponho o “Plano Humanidade em Paz”, para o desenvolvimento dos terceiro e quarto mundos do planeta Terra a fim de que os objectivos da Cimeira do milénio 2000 das Nações Unidas (que deveriam ser atingidos em 2015!), não continuem a ser apenas uma demagoga miragem e uma falácia! Esse fundo global, que também seria participado por uma taxa sobre as especulações financeiras (tipo taxa Tobin) e por verbas a serem retiradas dos investimentos militares inutilmente estrondosos, seria gerido por organismos internacionais credíveis a criar e por organizações da sociedade civil dos dois hemisférios devidamente controlados pelas Nações Unidas enfim reformuladas, revitalizadas e credibilizadas.

Finalmente nesse novo Mundo, haveria uma instância suprema, proponho o “Conselho dos 21 Sábios”, nomeado por períodos de cinco anos, constituído por sábios e humanistas com obra feita e com merecidos créditos mundiais (por exemplo Nelson Mandela, o Abbé Pierre…), sufragado por todos os povos, com poderes de decisão e de intervenção rápida, indiscutíveis e dissuasores, que interviria decisivamente em momentos de profundo desnorte como ainda recentemente aconteceu com todas as mentiras e trapalhadas que antecederam e “justificaram” a ilegítima guerra contra o Iraque cuja factura humana terrível, insisto, ainda está por pagar apesar do que tantos espíritos vassalos disseram e ainda dizem a mando do seu mestre e senhor.

Sim, sonho e quero esse Mundo mais justo, mais ético, mais solidário, mais digno e mais honroso para todos. Em nome do Ser Humano, em nome de todos nós.