Preparação para o parto com Epidural

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Preparação especial para o parto com anestesia epidural.

A epidural terminou com o mito de ter parir com dor, e felizmente a sua utilização está generalizada no nosso país. No entanto o efeito de não sentir a dor não significa que não nos devemos preparar adequadamente para o parto. Muito pelo contrário. Segundo explica a nossa assessora, «com a epidural a mãe tem de colaborar mais, já que no momento da expulsão o seu organismo não lhe vai solicitar que empurre com a mesma intensidade».

Conseguir um bom desenvolvimento dos músculos abdominais torna-se especialmente necessário quando se dá à luz com a epidural.

Com a analgesia as contracções só se vão sentir como uma ligeira pressão e terá de empurrar com um esforço maior (convém não se conformar com os exercícios que se ministram no curso e praticar também em casa).
Também é aconselhável adoptar uma boa postura ao ensaiar. Segundo a fisioterapeuta Virginia Urceley, o ideal é rodar a coluna e levar o queixo até ao esterno como se quisesse ver a saída do bebé, em vez de levantar a cabeça, porque desta forma a força iria para o pescoço.

Cursos de preparação
Em geral, os cursos de preparação para a maternidade não são muito diferentes para as mulheres que desejam ter um filho com epidural. Na verdade, é que as aulas não se limitam às técnicas respiratórias e relaxação para controlar a dor, também se dão orientações sobre os cuidados a ter com o bebé e com a mãe durante as primeiras semanas depois do parto, conselhos que resultam muito práticos e úteis para todas as grávidas independentemente do tipo de parto que tenham.

Para aplicar a epidural são necessárias algumas condições que nem sempre se cumprem, e as técnicas de respiração podem muito bem vir a ser necessárias caso se tenha de vir a enfrentar um parto normal. Além disso, a analgesia não se coloca logo que a grávida entra no hospital, de maneira que, seguramente, suportará algumas contracções.

Mas a preparação não se deve limitar aos cursos pré parto, também é importante conhecer os prós e os contras deste tipo de anestesia antes de tomar uma decisão. Como qualquer procedimento anestésico, a analgesia epidural não está isenta de riscos, e ainda que estes sejam mínimos, nem todas as mulheres podem expor-se a ela.

Deste modo o serviço de anestesia e reanimação deveria ter um programa de informação para as grávidas que incluísse a entrega de um folheto informando detalhadamente as vantagens e inconvenientes do método, uma visita ao hospital para conhecer a área de dilatação, a exibição de um vídeo com posterior debate sobre o tema e uma consulta com o anestesista. Há países em que esta experiência tem sido feita com grande êxito e despertado o interesse em muitos outros hospitais, pelo que, a seu tempo é provável que esta prática se estenda por muitos hospitais.

Ao pedir a epidural as mulheres grávidas interrogam-se se saberão empurrar, se estarão bem vigiadas enquanto estão anestesiadas? não têm porque se preocupar. Desde o momento em que se aplica a epidural, mãe e filho permanecem conectados a um monitor que registará a intensidade das contracções uterinas e a frequência cardíaca do feto.

Durante a dilatação a enfermeira e o anestesista entram e saem da sala continuamente para confirmarem que tudo está a correr bem. Em alguns casos, e dependendo da mistura das substâncias com que se realizou a anestesia, a mãe pode andar pelo quarto ou pelos corredores do hospital se dispõe de um equipamento de telemetria (que permite separar-se do monitor).

Na sala de partos, a presença do anestesista é obrigatória para controlar a evolução da anestesia e tratar rapidamente das possíveis complicações. Graças ao monitor a mãe pode empurrar quando a enfermeira lho indicar.