Problemas Ginecológicos

A maioria dos quistos dos ovários aparecem e desaparecem sem que a mulher chegue a aperceber-se.

Conhecem-se como funcionais e são na realidade um folículo (o portador do óvulo) que, por alguma razão desconhecida, não liberta o seu conteúdo nem desaparece, como habitualmente nos ciclos menstruais.

Este tipo de quistos não requer operação nem tratamento com produtos farmacêuticos.

CISTOS ORGÂNICOS

Estes são formados por um grupo de células que crescem de forma autónoma e devem extirpar-se.

Podem ser líquidos, sólidos ou mistos, mas em qualquer dos casos a mulher deve pensar que se trata de um processo benigno (no período reprodutivo são muito raros os tumores cancerígenos).

Podem causar dores ou transtornos do ciclo e, conforme o seu tamanho, eliminam-se por laparoscopia (técnica que permite intervir através de um tubo, fazendo uma pequena incisão) ou através de cirurgia convencional.

Algumas células do ovário crescem por sua conta e formam um tumor que na maioria das vezes é benigno.

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MIOMAS

São tumores formados por células do tecido muscular do útero que se originam por um aumento anormal dos estrógenos (hormonas que intervêm na ovulação).

Estes localizam-se em qualquer parte da matriz, desde o interior da cavidade, onde se aloja o feto, até às paredes externas.

A quantidade de miomas e o tamanho influenciam os sintomas que podem ser: dores ou fluxo sanguíneo abundante durante o período, hemorragias fora da menstruação, dores abdominais e, inclusivamente, nos maiores, mudanças nos hábitos intestinais e problemas urinários.

O tratamento dos miomas também é diferente dependendo do problema.

Quando a mulher não está na idade fértil, o ginecologista optará por extirpar-lhe o útero, mas, por outro lado, se desejar ter filhos, eliminará os miomas ou inclusivamente mantê-los-á se não dificultarem o desenvolvimento da gravidez.

São células musculares da matriz que começam a crescer. Se estão na cavidade uterina, podem interromper a gestação.

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ENDOMETRIOSE

O Dr. José Manuel Bajo Arenas, Chefe da Unidade de Fecundação in vitro da clínica Belén, de Madrid, diz que ela «é uma das doenças mais difíceis de compreender».

Origina-se quando o endométrio (mucosa que recobre a cavidade uterina) sai da matriz (seguramente através das trompas) e instala-se noutros lugares como o ovário, o peritoneu e o exterior da própria matriz.

Fora do seu habitat o endométrio forma quistos que são conhecidos por «quistos de chocolate». Algumas mulheres com endometriose não têm o mínimo sintoma, outras têm períodos dolorosos, dores nas relações sexuais, dores abdominais e dificuldade para conceber.

Enquanto existirem ciclos menstruais, a endometriose avança. Por essa razão, são muitas as pacientes desta doença que devem submeter-se a um tratamento para conseguir uma gravidez.

«Consiste em provocar uma pseudo-menopausa durante seis ou sete meses para que o tecido endometrial recue, e ao fim desse tempo, estimular a ovulação».

Algumas mulheres devem submeter-se previamente a uma cirurgia. A cura total só acontece ao extirpar os ovários e provocar a menopausa, mas os ginecologistas só recorrem a esta possibilidade quando a mulher tenha dado à luz todos os filhos que desejava.

Dificuldades na gravidez

Depois de um tratamento contra a endometriose (com base em produtos farmacêuticos para provocar uma menopausa reversível e estimulação da ovulação) somente cerca de 20 por cento das mulheres conseguem ficar grávidas naturalmente.

As 80 por cento restantes deverão submeter-se às técnicas de fertilização in vitro.

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