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Próteses Mamárias

Publicado em 18/06/2010. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Próteses Mamárias

Nos últimos trinta anos, vários tipos de próteses têm sido utilizadas para aumentar os seios. Todas têm um invólucro de silicone sólido (que não dá complicação nenhuma), o seu conteúdo é que varia. No início utilizavam-se as próteses cheias de silicone-gel, que traziam 20 por cento de complicações. “Acontecia a capsulação, ocasionada pela passagem do gel através da membrana porosa do silicone sólido. O organismo defendia-se daquele corpo estranho formando uma cápsula que apertava a prótese. A prótese que à apalpação era perfeitamente natural – ainda hoje não se conseguiu uma prótese que tivesse uma apalpação daquelas – era depois apertada pela cápsula que o organismo formava e ficava dura como uma pedra”. Foram abandonadas quando nos EUA se levantou o problema de possíveis complicações – provocaria cancros, doenças reumáticas e outras.

“Não há próteses que não tenham prós e contras. As próteses salinas esvaziam às vezes. Normalmente até esvazia só uma, o que obriga a paciente a ter que recorrer à urgência para introduzir nova prótese”, continua o médico.

Existem também as próteses pré-cheias de uma solução polissacárida chamada hidrogel texturado, que têm dado bons resultados, apesar do cirurgião ser da opinião de que hoje ainda não se inventou a prótese perfeita – na forma, na textura, no conteúdo.

A última novidade são as próteses de silicone coesivo, que começaram por ser utilizadas nas reconstruções mamárias pós-cancro. Dão uma textura mais natural e não têm os contras das do gel de silicone, pois não há risco nenhum de exteriorização de líquido. “Podemos cortar o material com um bisturi que a prótese não deita líquido nenhum”. As próteses de hidrogel também são assim.

Mario antunes também utiliza as próteses de gel coesivo e considera que um aumento mamário é um procedimento definitivo, pois as próteses são de excelente qualidade, biocompatíveis e já praticamente perfeitas, sendo que há cinco anos isto não podia ser dito.

O cirurgião Miguel ramos também tem dúvidas quanto à afirmação de que as próteses têm que ser mudadas de dez em dez anos. “Tenho visto pacientes que meteram as próteses há trinta anos e as próteses estão bem. Não têm o invólucro destruído, mantêm-se naturais. Não podemos generalizar. Deve avisar-se as pacientes para vir eventualmente a ser necessário substituí-las. Mas só a vigilância ‘à la longue’ nos irá dizer se é ou não necessário. E substituir as próteses não custa mais do que tratar um dente.”

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