Queda de cabelo na menopausa é normal, mas pode ser evitada

Atualizado e Revisado por Dr Daniel Dourado (Dermatologista - CRM: 46.608 / RQE: 32.368) a 30/10/2019. Publicado originalmente em 17/01/2015

Cedo ou tarde, todos ficam sujeitos a modificações estruturais do organismo, que ocorrem em virtude do envelhecimento natural.

De um modo geral, a terceira idade reserva grandes surpresas, mas em se tratando do universo feminino, mais precisamente da menopausa, uma preocupação toma conta das mulheres: a queda de cabelo.

Antes e depois do tratamento com a Fórmula 82M, uma solução à base de minoxidil, desenvolvida para o tratamento da perda de cabelo.

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Não raro, o cabelo compõe uma parcela altamente relevante da sensualidade, estilo, e até da feminilidade da mulher.

Logo, uma queda acentuada pode ganhar diversos significados e trazer inúmeras consequências em sua vida íntima e social.

A queda de cabelo durante a menopausa pode causar uma sensação de extremo mal estar, que em alguns casos pode culminar em doenças psicológicas graves, como a depressão.

É como se a queda de cabelos nessa fase, por si só um marcante divisor de águas, se transfigurasse em um sinal de término de trajetória.

Felizmente, as mulheres podem amenizar ou evitar o problema a partir do cumprimento de algumas orientações.

Como lidar com a queda de cabelo na menopausa

Primeiramente, a mulher precisa encarar o problema de frente, sem dramatizá-lo, procurando se concentrar no fato de que existem soluções.

Estabelecido um patamar aceitável de lucidez, é preciso focar no cardápio alimentar, que deve ser formado a partir de uma dieta balanceada.

O objetivo é priorizar o consumo de fontes alimentares ricas em substâncias que estimulem o crescimento saudável dos cabelos.

Dentre os alimentos que podem compor essa lista estão: fígado, carne vermelha magra, peixe, frango, abacate, ovos, legumes, cebolas, feijão, nozes, oleaginosas, cereais (versão integral), queijo cottage, uva passa, tofu, iogurte (versão light), azeite de oliva, óleo de canola, e soja.

Também vale destacar os bons resultados propiciados pelos tratamentos que visam repor hormônios, uma das terapias mais comuns durante a fase da menopausa.

Algumas desses tratamentos medicamentosos podem, em algum nível, amenizar a queda de cabelos durante a menopausa.

Mas, o tratamento adequado é indicado após uma análise criteriosa do médico.

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As razões que levam à queda de cabelo na menopausa

Um dos momentos que caracterizam a entrada da mulher na menopausa é, exatamente, o enfraquecimento dos cabelos.

Na verdade, trata-se de uma série de processos que causa alterações nos folículos capilares, o que por sua vez frequentemente resulta na queda do cabelo. As oscilações das concentrações de hormônios têm um papel relevante em todo esse processo.

A queda dos cabelos está diretamente ligada à redução do volume de estrogênio, que dentre outras funções é igualmente responsável por acelerar o ritmo de crescimento do cabelo, além de prolongar o período de permanência deles no couro cabeludo.

Ao todo, existem cerca de 100 mil que permanecem intactos no couro cabeludo no decurso de um intervalo entre 2 e 6 anos.

Esses mesmos fios só têm o crescimento interrompido por, aproximadamente, três meses, período no qual não existe nenhum crescimento dos cabelos, a chamada fase de descanso dos folículos capilares.

Porém, ao retornar à próxima etapa em que eles são estimulados a crescer, o cabelo que estava estagnado cede lugar a novos fios, redundando na temida queda de cabelos durante a menopausa.

No decorrer dessa etapa, que é mais uma importante fase na vida da mulher, o processo (que é natural) descrito anteriormente sofre uma intensa interferência das oscilações hormonais.

Logo, nada mais esperado que a queda dos fios se torne mais evidenciada, consequência direta do número reduzido de estrogênio, que conforme citado há pouco é vital para que os fios cresçam de forma saudável.

Posteriormente, a mulher começa a apresentar níveis elevados de androgênio. Esses hormônios incitam os folículos capilares a anteciparem a fase de descanso.

O resultado é a formação de fios cada vez mais frágeis. O androgênio também desempenha papel na contração das unidades foliculares, provocando a queda dos fios.

A menopausa também provoca excesso de cabelo

Assinalada, essencialmente, pelo descontrole das concentrações de hormônios, este problema pode acarretar um transtorno inverso ao da queda intensa dos fios, ou seja, o excesso deles.

Apesar da consequência mais corriqueira ser a extenuação do vigor dos cabelos e a inevitável queda dos mesmos, o desequilíbrio hormonal pode igualmente causar o hirsutismo, ou seja, o crescimento desregrado de pelos.

Neste caso, os locais do corpo mais afetados são as bochechas, o buço, e o queixo.

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Autores
Dr Daniel Dourado (Dermatologista - CRM: 46.608 / RQE: 32.368)

Dermatologista - CRM: 46.608 / RQE: 32.368

O Dr. Daniel Seixas Dourado é Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra – RJ – 2007. Para além disso possui:

- Especialização em Dermatologia: Hospital Eduardo de Meneses (FHEMIG) – 2009.

- Pós-Graduação Lato-Sensu em Medicina e Cirurgia Aplicada a Estética: CEMEPE – Belo Horizonte – 2010.

- Título de especialista em Dermatologia: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela associação médica brasileira – AMB.

- Especialização em cirurgia da restauração capilar: Facultè de médecine Pierre et Marie de Curie de Paris / France – 2014.

- É membro titular da sociedade brasileira de dermatologia – SBD.

- Membro titular da sociedade brasileira de cirurgia Dermatológica (SBCD).

- Membro da associação brasileira de cirurgia e restauração capilar- ABCRC.

Endereço: Rua Bernardo Guimarães, 2717, sala 903 - Santo Agostinho, Belo Horizonte – MG

Email: atendimento@drdanieldourado.com.br

Telefone: (31) 9 9446 2446

Também pode encontrar o Dr. Daniel no Linkedin, Facebook e Instagram. Pode consultar o Currículo Lattes Aqui.

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