Quem não pode fazer uma Cirurgia Plástica

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

Não faz sentido uma cirurgia estética ser penalizante para nenhuma pessoa. Daí que possa haver a necessidade de se recusar um candidato a uma cirurgia, como veremos nos casos que se seguem:

Doentes em crise

São aqueles que estão a passar por situações de divórcio, separação, crises afectivas, mortes ou problemas profissionais, entre outras situações. Estes doentes podem atribuir a causa do seu “problema” a algo no seu aspecto físico, e acham, eventualmente, que um procedimento cirúrgico ou estético será a solução. Mesmo com bons resultados e a possível melhoria da auto-estima, as outras situações não se resolverão apenas pela alteração da aparência. Tudo isso deve ficar muito bem esclarecido e estabelecido para um candidato antes de qualquer cirurgia ou tratamento.

Doentes com expectativas fantasiosas

São as pessoas que querem ficar com o nariz igual ao de um determinado artista ou figura famosa, com o peito de uma modelo conhecida, que procuram transformações radicais e impossíveis, ou que querem, com a cirurgia ou tratamento, realizar outro tipo de sonhos. Do mesmo modo, devem ser devidamente ponderados os casos daqueles que querem recuperar o visual da juventude passada.

Eternos insatisfeitos

São as pessoas em quem o resultado nunca é o que esperam, que exigem promessas e garantias, que vêem defeitos que já existiam mas que só após a cirurgia é que os notam, e que os atribuem à cirurgia. Muitos destes doentes procuram compulsivamente um cirurgião após outro, fazem várias cirurgias e tratamentos na busca das respostas que querem ouvir. Geralmente, essas pessoas procuram a resolução de um problema que, pelo menos, não é primariamente físico. Podem também ser influenciados negativamente pelos amigos, cujas opiniões não são benéficas para a satisfação final após uma determinada cirurgia.

Doentes obcecados com defeitos mínimos

São pessoas que hiper-valorizam até o mais ínfimo pormenor, pessoas muito perfeccionistas que acham que a perfeição depende somente do cirurgião e da sua qualidade de trabalho, esquecendo ou desconhecendo que há múltiplos factores que influenciam um bom resultado. Normalmente, projectam na resolução destes pequenos defeitos a solução de todos os seus males. Pessoas perfeccionistas podem ser bons candidatos a uma cirurgia, desde que tenham a maturidade e a consciência de que os resultados podem não se enquadrar exactamente no seu perfeccionismo, e de que estes não dependem só da habilidade, perícia e experiência do cirurgião.

Doentes com desequilíbrios mentais

Estes apresentam comportamento paranóico ou depressivo, e não são candidatos apropriados a uma cirurgia estética. Haverá casos, contudo, em que pode haver relação directa entre a alteração da esfera psicológica e a situação. Nestes casos, só se indicará o procedimento em conjunto com o psiquiatra ou o psicólogo, uma vez que se defina que as expectativas do doente não estão relacionadas com a patologia, e que ele conseguirá superar as falsas expectativas e separar o seu verdadeiro problema da cirurgia que vai tazer.