Recife

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Foi pelo Recife que os portugueses começaram a descobrir o Nordeste brasileiro. Há meia dúzia de anos o fluxo dos turistas portugueses para o Pernambuco era tão grande que a TAP lançou uma carreira regular, que dura até hoje. Os turistas procuram agora destinos menos urbanos e o Recife quase saiu de moda. Mas este ano as empresas de turismo voltaram a apostar no Recife e na vizinha praia de Porto de Galinhas, que já foi um dos destinos mais procurados pelos portugueses. E acaba por ser no estado de Pernambuco que se encontra provavelmente a melhor relação qualidade/preço para quem procura o Nordeste brasileiro como destino de férias. E Olinda fica ali ao lado.

O Recife urbano não se resume apenas à praia da Boa Viagem, onde ficam situados a maior parte dos hotéis incluídos nos pacotes das empresas de turismo. Uma das obras mais meritórias realizadas na última década na cidade foi a reabilitação do seu centro histórico. Os velhos casarões de traça lusitana (e também alguns de influência holandesa) foram recuperados por dentro, tiveram as fachadas rebocadas e pintadas com cores tradicionais (azulões, amarelões, salmão) e foram quase todos transformados em bares e salas de cultura.

Hoje, o Recife Antigo é a sala de visitas da cidade. É ali (e no vizinho Parque de São Pedro) que se junta à noite a “beatiful people” local, em animadas tertúlias. Há espectáculos de rua, muitos concertos de “forró-pé-de-serra”, salas de exposições e muita cerveja estupidamente gelada. Os edifícios foram colocados sob a alaçada do Património Artístico Nacional, e na rua do Bom Jesus e no vizinho “marco Zero” (onde começam oficialmente todas as ruas do Recife) as intervenções arquitectónicas obedecem a um código muito severo. É mesmo a meio da rua de Bom Jesus (também conhecida pela antiga rua dos Judeus) que fica uma das maiores atracções do Recife: o Centro Cultural Judaico de Pernambuco. Ali funciona a sinagoga Kahal Zur Israel (Congregação Rochedo de Israel), a primeira a ser erigida nas Américas. A formação de uma comunidade judaica em Pernambuco ocorreu na primeira metade do século XVII, favorecida pela liberdade religiosa do governo holandês de João Maurício de Nassau. A comunidade chegou a ser formada por 600 famílias, mas o regresso dos portugueses, após 1654, desencadeou uma perseguição aos judeus, que, na sua maioria, tiveram que ocultar as suas convicções religiosas.

A sete quilómetros do Recife, ergue-se a vila de Olinda, Património Mundial da Humanidade. Sobre os casarões antigos, de traça portuguesa, sobre as capelas e igrejas brancas penduradas nas colinas, com uma vista deslumbrante sobre o mar, já foi quase tudo dito. A antiga capital permanbucana é um espanto, com as suas 16 igrejas, bicas incontáveis construídas a partir do século XVI, sobrados de cores fortes. E o mar, sempre presente, sempre ao alcance do olhar. “Ó, linda situação para uma vila”, terá dito o fidalgo português Duarte Coelho quando viu as colinas que se erguiam junto ao mar. E ali foi erigido um dos maiores tesouros do Brasil.

Onde ficar alojado

Hotel Atlante Plaza, Avenida da Boa Viagem – Um must nos programas turísticos. Perto da feirinha, perto do mar. De construção recente, tem um impressionante elevador panorâmico. www.atlanteplaza.com.br

Fator Palace – Rua dos Navegantes, 157, Boa Viagem – A uma quadra da praia, é um hotel barato e confortável. www.fatorhotel.com.br

Hotel 7 Colinas – Ladeira de São Francisco, 307, Carmo, Olinda. Em frente ao Convento de São Francisco, este hotel de charme está rodeado de vegetação, surgindo como uma verdeira ilha de sossego em Olinda.

Onde comer

Oficina do Sabor, Rua do Amparo, 335, Olinda – Este restaurante de Olinda é, provavelmente, o melhor de Pernambuco. Aqui reina a cozinha regional, a par com espectáculos de música.

Ponteio Grilll – Av. Boa Viagem, 4842. Um excelente bufett de saladas, carne deliciosa, preços salgados.

Bargaço – Av. Boa Viagem, 670. Comida baiana, deliciosa, bem condimentada. Aqui come-se a melhor moqueca e o melhor bóbó de camarão de Pernambuco. O alpendre é execelente.

Stephannos – Magnífico e barato “buffet” de saladas, no piso subterrâneo do Shopping Recife.


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Recife
é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco.