Remédios para corrimento

Revisado por Drª Camille Rocha Risegato. Publicado em 20 de dezembro de 2018

Quando o corrimento vaginal é causado por uma infecção fúngica ou bacteriana o tratamento é realizado através da administração de remédios antibióticos ou antifúngicos, em forma de cremes, pomadas e comprimidos orais e vaginais, sendo o Metronidazol, a Clindamicina, o Miconazol e o Fluconazol, os mais conhecidos.

Toda mulher precisa saber que o corrimento vaginal em si (fisiológico) não é um problema. Afinal, o organismo feminino libera algumas secreções naturalmente. Esses casos dispensam o uso de remédios para tratar o corrimento.

Porém, é preciso frisar que boa parte das vezes esse corrimento indica um problema a ser corrigido. Daí a necessidade de se recorrer a um tratamento medicamentoso.

Quando necessário, a terapia prevê a adoção de fungicidas e antibióticos. Essas medicações estão disponíveis sob as formas tópica e oral. Algumas substâncias receitadas são:

  • clindamicina;
  • fluconazol;
  • metronidazol.

Antes de uma ação precipitada, a mulher precisa ser devidamente diagnosticada. Quando o corrimento vaginal é patológico, ele costuma apresentar coloração estranha e mau cheiro. A mulher deve estar especialmente atenta a secreções esbranquiçadas, amareladas, esverdeadas ou escuras, consistências mais fluidas ou cremosas, e outros indícios como ardor durante a micção. Saiba exatamente o que significa cada cor de corrimento vaginal.

A detecção exata do tipo de micro-organismo responsável por uma possível infecção fica a cargo do ginecologista.

Remédios Para Corrimento

Remédios indicados para cada tipo de corrimento

Na sequência descrevemos os remédios indicados para cada tipo de corrimento:

Corrimento amarelado

O corrimento amarelado geralmente é acompanhado por uma sensação de queimação durante a saída da urina. O cheiro desagradável também tende a se acentuar depois da prática sexual. Esse quadro completo pode ser uma vaginose bacteriana.

Os remédios indicados para tratamento são:

  • clindamicina: creme 2% para uso intravaginal, durante 7 noites.
  • metronidazol: 500 mg de 12/12h uso oral, durante 7 dias; ou em forma de gel: 0,75%, para uso intravaginal, durante 5 noites;

Corrimento acinzentado

Esse tipo de corrimento é característico da tricomoníase, que é uma doença sexualmente transmissível. Além do tom cinzento, esse corrimento também pode exibir uma coloração verde e amarela. O odor exalado é igualmente incômodo. A textura costuma ser espumosa.

Os remédios indicados são:

  • tinidazol: 2g uso oral, de dose única;
  • metronidazol: 2g uso oral, de dose única;
  • secnidazol: 2g uso oral, de dose única.

Corrimento branco

Nesse caso, ocasionalmente o corrimento pode ser inodoro. Os demais aspectos são:

  • textura parecida com a de uma coalhada;
  • coceira insuportável;
  • ardência na hora de liberar a urina.

Esse conjunto sintomático é bem típico da candidíase e geralmente é tratado com:

  • fluconazol: 150mg uso oral, de dose única;
  • nistatina creme: uso intravaginal durante 14 noites;
  • clotrimazol creme: 2%, uso intravaginal durante 7-14 noites.

Corrimento amarelado-esverdeado

Este corrimento tende a ser acompanhado de vestígios de sangue (com maior ou menor intensidade). Some-se a isso o clássico cheiro ruim e a ardência durante a liberação de urina e no decorrer da penetração peniana. Nesses casos, a mulher pode estar com gonorreia.

Os remédios indicados são:

  • ciprofloxacina: 500mg, uso oral, de dose única;
  • ceftriaxona: 1g, uso intramuscular, de dose única.

Observe que todos os medicamentos mencionados acima devem ser indicados pelo ginecologista, sendo comercializados apenas sob prescrição médica. Portanto, a mulher que suspeitar de alguma infecção precisa consultar o especialista antes de iniciar qualquer tratamento medicamentoso.

Ainda falando do tratamento, existem algumas diferenças no caso das mulheres grávidas, que se deve ao fato de algumas das substâncias indicadas poderem fazer mal ao feto durante o seu desenvolvimento na barriga da mãe.

Opções de remédios caseiros

As infecções causadoras de corrimentos estranhos e fétidos devem ser curadas com os medicamentosos indicados pelo médico. No entanto, existem alguns remédios caseiros que podem ajudar bastante na aceleração do processo de inibição dos micro-organismos e complementar a terapia indicada pelo ginecologista.

Alguns desses tratamentos caseiros, como os que serão mencionados a seguir, também contribuem na prevenção desses quadros infecciosos.

Vassourinha-doce com folhas de goiabeira

  • Após preparar a infusão das folhas de goiabeira com a erva vassourinha, a mulher deve usar o líquido para limpar a área da vagina. Depois, basta secar a região com um pano limpo e de tecido de algodão. O ideal é repetir o procedimento durante 7 dias.
  • Outra alternativa consiste em preparar o chá somente com as folhas de goiabeira para realizar um banho de assento. Nesse caso, a lavagem vaginal é mais eficaz nos casos de candidíase ou tricomoníase confirmados pelo médico.
  • Por fim, é importante ressaltar a importância da mulher manter uma alimentação repleta de hortaliças e frutas, além de quantidades generosas de legumes. Ao mesmo tempo, ela deve diminuir drasticamente a quantidade de produtos enlatados e açucares simples.

Existe uma vasta lista de remédios para corrimento. As substâncias mencionadas na matéria são apenas as mais receitas pelos ginecologistas.

Veja outras receitas e como preparar o tratamento caseiro em remédio caseiro para corrimento vaginal.

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Referências
  • Vulvovaginal Health. The American College of Obstetricians and Gynecologists.
  • National Institutes of Health: ”What is Vaginitis?”
  • American Family Physician, 2004; vol 69: pp 2191-2192.
  • Mitchell, H. BMJ, 2004; vol 328: pp 1306-1308.
  • Centers for Disease Control and Prevention: ”Sexually Transmitted Diseases Treatment Guidelines, 2010.”
Autores
Drª Camille Rocha Risegato

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

> Consultar CRM (Fonte: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59)

Dra Camille mudou-se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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