RESTAURAÇÃO CUTÂNEA COM LASER

Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

CONCEITOS GERAIS DA RESTAURAÇÃO CUTÂNEA COM LASER

Dermoabrasão, “peelings” e, recentemente, tratamentos tópicos para a pele incorporando ácidos alfahidróxidos e tretixoina (Retin-a), têm-se utilizado para a recuperação da pele danificada pela idade, sol ou outras causas, como o fumo do tabaco. Estes métodos para melhorar o aspecto da pele, assim como para corrigir a degeneração cutânea, a qual pode terminar em cancro da pele, têm as suas limitações, incluindo falta de precisão e a dificuldade de prever adequadamente os resultados.

Apesar da tecnologia laser ter sido utilizada há alguns anos dentro dos campos da cirurgia plastica, recentes inovações permitiram a remoção mais precisa de finas camadas de pele, permitindo eliminar linhas de expressão (rugas), dando um aspecto mais jovem ao rosto. Actualmente, o sistema mais avançado para esta aplicação é o laser de ultrapulsação, que se impôs como “standard” para a restauração da pele. Além disso, é de grande utilidade na cirurgia das pálpebras ( blefaroplastia) e outros procedimentos de cirurgia cosmética.

As características específicas deste laser permitem evaporar camadas muito finas da superfície da pele e, pelas suas pulsações muito curtas e precisas, minimizar a acumulação de calor, o que limita os danos aos tecidos circundantes. Este mecanismo ocasiona a eliminação das camadas superficiais da pele, respeitando as camadas profundas da pele e, portanto, evitando a formação de cicatrizes.

Apesar de existirem vários modelos de laser que podem ser aplicados na restauração cutânea, hoje em dia, a tecnologia do laser ultrapulsado (COMERENT ULTRAPULSE LASER) é a que está especificamente designada para este uso e deu os melhores resultados.

Este procedimento realiza-se no consultório, com anestesia local e desconforto mínimo. A recuperação consiste em duas etapas: a primeira dura entre 5 e 10 dias com a formação de pequenas crostas e a duração e extensão destas está em relação com a profundidade e intensidade do tratamento (quanto mais profundo, melhor resultado, mas recuperação mais prolongada). A segunda etapa consiste numa descamação transitória seguida por uma vermelhidão que pode durar várias semanas mas que, habitualmente, se pode disfarçar com uma maquilhagem. É indispensável a protecção solar durante uns meses.

Algumas rugas mais profundas estão condicionadas pela inserção de músculos da pele e, portanto, são só parcialmente eliminadas com esta técnica. O seu tratamento integral poderá necessitar de conjugação do laser com a cirurgia cosmética tradicional. O laser ultrapulsado, ainda que seja, sem dúvida, a técnica mais avançada para o rejuvenescimento cutâneo, não é uma panaceia e requer uma avaliação global com um médico competente para o tratamento, discutindo os objectivos e possíveis complicações do tratamento.