Ribatejo

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

No centro de Portugal, delimitado pela Beira Litoral Estremadura, Alto Alentejo e Beira Interior, o Ribatejo é, profundamente, moldado pelo rio Tejo, o grande marco que traça a fronteira e a união entre o Sul e o Norte do país. Seguir o curso das águas é descobrir um região de lezírias e verdes campos onde correm toiros e cavalos e se estendem vinhas até perder de vista.

Pátria de aficcionados, o campino, que vigia as manadas, é o seu grande símbolo e a tourada a sua grande festa, à qual não faltam valentes forcados e galantes toureiros. Lá nasceu a arte de tourear e, por isso, não há vila ou cidade que se preze que uma praça de toiros não tenha.

É ainda o rio e os seus afluentes que permitem a pesca, os desportos náuticos e refrescantes banhos nas múltiplas barragens e praias que marcam as paisagens.

Mas o património natural é apenas uma das riquezas desta província cheia de história e tradições. Da herança dos Templários de Tomar ao império gótico de Santarém; do castelo medieval de Torres Novas às habitações de palafitas das aldeias ribeirinhas, do desterro de Camões em Constância

ao cantar das charnecas de Gil Vicente, o Ribatejo é uma região onde o humano encontra o natural e ambos significam lazer.

Artesanato Ribatejano

Marcado pelo Tejo e pelas lezírias, o artesanato ribatejano faz uso dos materiais da região e responde, muitas vezes, às exigências das actividades que a caracterizam. Assim, nas margens do rio onde a verga abunda, tomam proeminência a cestaria e as mobílias, tão típicas de Coruche, Alpiarça ou Almeirim. Das terras argilosas sai a matéria-prima da olaria, que atrai os mais jovens, e perto do campos vinícolas nasce a tanoaria.

Associados ao cavalo e ao campino surgem as meias de linho e os trabalhos em pele e couro e, em Coruche, encontram-se alguns dos raros artesãos que ainda fazem as sumptuosas casacas de seda ao estilo do século XVIII, usadas pelos cavaleiros. Da vida da província dá também conta a cerâmica artística da Golegã, as tradicionais mantas de Minde e SardoaL, sem esquecer as miniaturas dos tabuleiros de Tomar, que as gentes decoram em honra do Espírito Santo.

Mas falar do artesanato ribatejano é falar necessariamente das típicas bonecas de pano e cana (monas) de Constância e dos bordados de Glória do Ribatejo, autênticas obras de arte onde predominam as cores garridas.